Livres da Opressão

Publicado: 30/09/2009 por estevameduardo em Devocionais
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Livres da opressão

E ae galera? Só na tranquilidade?

O nosso amigo Thiago escreveu mais um texto para o nosso blog, demorei um pouco pra postar aqui porque eu estava em semana de provas, então queria pedir desculpas para o Thiago e pra todos aqueles que estavam esperando mais um texto do nosso teólogo.

Vamos as sábias palavras:

Livres da Opressão

A Igreja de Cristo vem sendo oprimida pelo legalismo, e muitos por terem nascido no meio deste sistema opressor, cresceram junto das tradições e costumes dos homens, e sendo assim, muitos não conseguem distinguir o engano da verdade.

Muitos destes líderes legalistas, abarrotados de tradições e costumes, oprimem e ameaçam o povo de Deus com seus gafanhotos devoradores.

Quanta opressão, quando insistem em dizer que pelo fato de não sermos dízimistas, quando não nos condenam ao inferno, dizem que atrairemos para nossas vidas o devorador, o migrador, os gafanhotos, ou seja, as maldições da Lei.

Os crentes de Beréia foram considerados nobres, simplesmente pelo fato de terem as Escrituras como fundamento (Atos 17.10-11). Ser nobre é amar as verdades bíblicas, e tê-las como autoridade, acima de qualquer das tradições ou falácia dos homens.

Então, como crentes que pensam, devemos questionar: Se vivemos sob a graça e somos Ministros de uma Nova Aliança (2 Coríntios 3.6), porque viver segundo a Antiga Aliança? Se querem viver sob a lei, porque insistem que devemos dar os dízimos e quanto ao guardar o sábado dizem ser algo da Antiga Aliança? Ambos não estão registrados na Lei? Porque enfatizar um e negligenciar ao outro? As Escrituras não dizem que aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei é maldito (Gálatas 3.10)? Porque ao citarem as bênçãos de Deuteronômio 28, não citam também as maldições que recaem sobre o homem em conseqüência da desobediência?

Graças a Deus por Jesus Cristo, pois as Escrituras afirmam em Gálatas 3.13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”.

Não estamos mais debaixo da maldição da lei, pois Cristo nos resgatou! A Lei se cumpriu em Cristo, as sombras e figuras encontraram sua realidade em Cristo, vivemos sob uma Nova Aliança!

Aos que querem viver sob as imprecações da lei, oprimindo ao rebanho, deixando o povo com medo dos gafanhotos, e por esse medo ou por barganha, quando esperam as janelas dos céus se abrirem e transbordarem sobre suas cabeças, dão seus dízimos, a Escritura diz: “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes.” Gálatas 5.4

 A Nova Aliança declara: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Corínitos 9.7

Na Nova Aliança Deus busca corações generosos, que contribuem com alegria, não com tristeza, com medo das ameaças da lei, muitos menos barganhando com Ele.

Fomos livres da opressão, em Cristo a Lei se cumpriu, e por gratidão pelo seu amor imensurável o servimos!

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” Gálatas 4.4-5

“Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.” Gálatas 5.18

Graça e Paz vos sejam multiplicadas! “

Thiago Neiva Fonseca

 

É isso ai pessoal.

Fiquem na paz de Cristo.

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comentários
  1. Duarte Henrique disse:

    Tubo bem pessoal? Desejo que sim.

    Concordo plenamente com o Thiago. E vou além, o equívoco de muitas comunidades cristãs hoje não é só no que diz respeito aos dízimos e demais aspectos da Lei. O mais triste é saber que no tocante a salvação, sim, o mais precioso dom dado por Deus aos homens, a confusão também seja grande. Assim como o dízimo, qualquer obra humana não tem valor meritório algum perante Deus, seja em relação a sermos abençoados porque somos dizimistas, seja no que tange a nossa salvação. Nós, muitas vezes, somos uma igreja, assim como a dos Gálatas, que começa no Espírito, mas acaba na carne. Gl 3:3
    Bom, é o que penso.

    Abraços,
    Fiquemos na paz de Deus

  2. Rômulo de Barros disse:

    Faala Galera, a paz!

    Bom artigo colega e irmão Thiago, sempre preciso, sempre polêmico.

    A respeito do legalismo, é bom ilustrar, porquanto chega a ser um termo um pouco técnico. Trata-se de uma posição doutrinária onde se enfatiza um sistema de regras para a salvação e o crescimento, a rigor e em detrimento da graça. No caso, o dízimo seria uma regra instituída pelos tais legalistas e que, se não cumprida, geraria a condenação.

    Quanto ao dízimo, já ouvi um raciocínio contra que, em poucas palavras, tentarei expô-lo aqui. No recorrido texto de Malaquias, o dízimo roubado da “casa do tesouro” seria referente aos sacerdotes, os quais estariam desviando em benefício próprio o que era arrecadado, deixando os verdadeiros beneficiários – pobres, crianças, viúvas, peregrinos – a ver navios! O porquê de ser voltado aos sacerdotes é o que se depreende dos capítulos anteriores do livro, onde se destinam palavras aos tais.

    Outro argumento encontra-se em Dt 14: 22 ss. – lugar da instituição do Dízimo – que diz ser o dízimo uma parte da colheita e as primícias dos animais. E essa ditosa oferta era comida pelas próprias pessoas e distribuída aos levitas e necessitados.

    Bom, como “em casa de ferreiro, espetos de pau”, confesso ser dizimista. Entretanto, tenho no meu pensamento: quando vislumbrar o mau-emprego da renda da igreja, sou capaz de pegar a minha décima parte e dar um destino melhor – tipo comprar cestas-básicas e distribuí-las.

    Agora, Thiago, dentro desse teu raciocínio, o dízimo seria algo opcional quanto à quantia e até quanto à obrigação de entrega?

    Um grande abraço a todos!

  3. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Rômulo de Barros

    O Novo Testamento nos fala de ofertas, ofertas de amor, voluntárias, a começar pelo próprio Filho de Deus que se entregou a si mesmo por amor, como oferta:
    “Andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.” Efésios 5.2
    No capítulo 9 da segunda carta de Paulo aos Coríntios nos versos 9 e 13 diz:
    “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Coríntios 9.7
    “visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;” 2 Corínitos 9.13

    Neste capítulo vemos a Igreja na prática das ofertas de riquezas materias, a qual é uma ministração pela qual Deus é glorificado. No verso 7 Paulo diz que a contribuição deve ser segundo o proposto no coração, não vemos a porcentagem, mas vemos algo que vai muito além dos 10% estabelecidos na Lei, o que determina a quantia a ser ofertada é a generosidade e o amor pela causa do evangelho.

    Devemos tomar como princípio o ofertar por amor, tomar por exemplo a oferta de Cristo. Em nenhum momento no Novo Testamento vemos o dízimo como prática da Igreja, mas vemos sim, um ofertar voluntário, desprovido de barganha, e não impulsionado pelas ameaças da Lei.

    Fui claro meu irmão? Disse algo que não ficou entendido bem?

    Graça e paz seja contigo! Abraço!

    Thiago Neiva Fonseca

  4. Rômulo de Barros disse:

    Dízimo = décima parte (Dicionário Aurélio).

    É um problema dizer que o dízimo não é 10%, pois é da etimologia da palavra. Semanticamente, para o dia atual, eu diria que o dízimo é a décima parte da nossa renda.

    Mt 23:23: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o DÍZIMO da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, SEM OMITIR AQUELAS (destaquei).

    Veja esse texto. Jesus disse que os fariseus entregavam o dízimo mas não agiam com amor e justiça. E, ao final, recomenda que eles ajam com tais virtudes sem esquecer, ainda, do dízimo.

    E então?

    A graça e a paz!

    PS. Estou forçando o debate. Confesso não arvorar nenhuma bandeira ainda sobre o assunto.

  5. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Rômulo de Barros

    Que o dízimo são 10%, isso é inquestionável. Em Mateus 23.23 vemos Cristo reprovando a atitude dos fariseus, pois davam o dízimo das mínimas coisas e negligenciavam o mais importante que é a justiça a misericórdia e a fé. Cristo não nega as sombras e figuras da Lei. Cristo os manda cumprir toda a Lei, esse período ainda era um período de transição da Lei para a Graça.
    A lei se cumpre em Sua morte, a partir daí começa o período da graça, a Nova Aliança, onde a lei encontra sua realidade em Cristo.

    Paz seja contigo!

  6. Rômulo de Barros disse:

    Pois bem. Complicado. Transição da lei para a graça. Portanto, a partir da consumação, somente a misericórdia e o amor seriam obrigatórios?

    Sabe o que eu acho mais complicado hoje em dia? É que, se de um lado muitos estão espoliando os fiéis com um ofertório ensandecido, por outro acho complicado depender da voluntariedade das pessoas para o sustento da igreja. Pois, em não havendo uma regra estabelecida, a maioria das pessoas não estão o mínimo preocupadas com os gastos de uma trabalho eclesiástico: seja na ordem de custeio, investimento, capital ou até mesmo social. Nós somos assim mesmo, não enxergamos além do nosso umbigo. Essa é uma grande verdade. Grande Thiago, você também vê esse problema?

    Que Deus nos abençoe!

  7. Estevam Eduardo disse:

    Tenho pra mim, como bom assembleiano (vejam que não tem relação com ser cristão) que é bom dar o dízimo, pois é uma convenção de nossa denominação.

    Não que deixar de dar algum dinheiro para a igreja vá me trazer maldição ou fazer com que eu seja menos abençoado, mas sei que essa prática, quando feita somente por amor, me trará uma satisfação pessoal muito grande, e sei que Deus também se alegrará.

    O evangelho vem me trazendo um compromisso muito maior do que qualquer obrigação que possa me ser imposta. Ele me faz entender que quem ama mais dará mais, quem ama menos dará menos e quem não ama nada não dará nada.

    Ou seja não devemos dar apenas o “dízimo”, mas sim disponibilizar tudo o que temos para que a obra de Deus possa crescer.

    É minha opinião.

  8. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Rômulo de Barros

    Transição pois as sombras e figuras estavam encontrando sua realidade em Cristo. A lei apontava para Cristo. Cristo cumpri a lei, traz sua realidade.
    “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.” Colossenses 2.16-17
    “No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir.” Romanos 5.14
    “os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais, como Moisés foi divinamente avisado, quando estava para construir o tabernáculo; porque lhe foi dito: Olha, faze conforme o modelo que no monte se te mostrou. Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores promessas. Pois, se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo.” Hebreus 8.6-7
    Aqui são apenas alguns textos que nos mostra as sombras e figuras no Antigo Testamento encontrando sua realidade em Cristo. Seu falar da superioridade da Nova Aliança diante da Antiga.

    Rômulo, o problema não está em regras serem estabelecidas, o problema sempre esteve no coração do homem, quando este um dia compreende que não tem obrigação de dar o seu dízimo, ele aproveita e não dá mais nada, pois antes dava com medo, pois toda vida ouviu das ameaças dos gafanhotos, das maldições da lei, das quais, Cristo já nos resgatou. A grande maioria da cristandade dão seus dízimos por medo ou barganha, quando vê na nova aliança que as ofertas devem ser por amor, voluntarias e com alegria, e não precisam temer aos gafanhotos, ela descobre que nunca amou a obra de Deus, quando perdem o medo, veêm também que não existe o amor.

    Infelizmente a cristandade quer se justificar pela lei, pelas obras da lei, querem viver debaixo da antiga aliança, e os que assim o fazem decairam da graça e separados estão de Cristo.(Gálatas 5.4)

    Um coisa é importante lembrar: Não podemos tomar um ou dois textos bíblicos e desprezar o seu contexto geral, em Mateus 23.23 devemos prestar atenção a quem Cristo se dirigi, e entender que a lei se cumpre em Cristo, quando Cristo vem as sombras e figuras que apontavam para Cristo encontram seu alvo e assim sua realidade. Na morte de Cristo é derramado o sangue da nova aliança e a lei é cumprida por Cristo no Calvário.

    Louvado seja Deus pelo sangue de seu Filho, pela Nova Aliança, que não depende das obras humanas, mas unicamente de Deus, do que Seu Filho realizou.

  9. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Estevam Eduardo

    A vida cristã não está em defender uma camisa, ser um corintiano, flamenguista, assembleiano ou batista. A Bíblia em Judas nos convida a batalhar pela fé que foi dada aos santos.
    Precisamos nos despir de toda tradição, costumes e doutrinas de homens e nos voltarmos a Palavra de Deus como ela é. Muitos dentre as autoridades da época creram em Cristo, mas não confessavam, pois amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

    A vida cristã consiste em viver e morrer… PARA DEUS.

    Entre assembleianos, metodistas, batistas, presbiterianos, Iurdianos, Pentecostais e conservadores devemos ser… BÍBLICOS.

    Graça e paz seja contigo!!! Abraço!

  10. Dário disse:

    Rapaz,

    Os temas aqui no blog estão “alto nível”… Aqui virou o Beréia Virtual… Coisa boa.

    Confesso que tenho comentado pouco mas aprendido muito.

    Muito legal essa discussão, inclusive já debati uma vez com o Duarte e essas palavras foram usadas da mesma forma.

    Valeu pessoal.

    Parabéns para o Thiago. Continue contribuindo para este espaço.

    Fiquem com Deus

  11. Karol disse:

    Concordo com o comentário do Dário…

    Acho importante esses temas que nomeados como polêmicos estão fazendo parte do blog, pois não são debatidos na igreja como deveria, mas vivenciamos diariamente e nada melhor que dividir dúvidas e opiniões com nossos irmãos!!!

    Parabéns Thiago!!!

    Gosto de ver a galera debatendo apesar de não chegarmos em uma conclusão, mas o importante está sendo feito!!! kkk

    Deus os abençoe.

  12. Cláudio Lima disse:

    Entendo que a Bíblia me manda dar o dízimo e por isso dou, entendo que seja isso que eu deva fazer, o que alias, tem sido muito pouco, Deus tem me abençoado muito, e acredito que em boa parte por causa dos dízimos e ofertas. Não entendo porque nos dispomos a falar somente as mazelas das igrejas “legalistas”, deve ser porque é polemico falar das igrejas como instituições falidas, e não como vencedoras, que é o que realmente elas são. Será que Deus colocou Pastor Geraldo, Pastor Divino e agora Pastor Benedito porque são legalistas ou porque tinha uma obra através deles, talvez estejamos sendo “graçistas”, se está na Bíblia dar o dízimo, talvez tenha alguma razão. Interpretar a Bíblia equivocadamente pode ocorrer com “legalistas” ou “graçistas”.

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