Moda MALAQUIANA – Alguém já Viu por aí?

Publicado: 12/11/2009 por JoABsoN_CaRLoS em Devocionais
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Malaquias 3.10

Salve, salve galerinha da MP-Vida e demais leitores do BLOG…

Hoje lhes trago um fenômeno que anda sendo disseminado por aí…

É a “teoria da prosperidade MALAQUIANA”, retirada do texto bíblico constante no livro de Malaquias, precisamente em seu capítulo 3, verso 10, o qual trascrevo: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.”

Não obstante isso, tal versículo tem sido usado hodiernamente com o intuito de convencer os fiéis a dizimar e ofertar, passando a falsa ideia de que Deus só abençoa aos que o fazem (não sou totalmente contra o dízimo e oferta).

Aduzem ainda, essas pessoas que utilizam o versículo acima,  que Deus só responderá à oração (“financeira” – se é que se pode classificar uma oração) àqueles que ofertarem/dizimarem previa e “alegremente”, caso contrário não poderá fazer prova de Deus. Apesar de que eu penso que Deus não precisa provar mais nada para nós, uma vez que já o fez lá no sacrfício da Cruz, cuja história todos conhecemos.

Existem ainda os que entendem que tudo o que acontece em nossas vidas gira em torno do mencionado versículo.

Prosperidade Malaquiana

Pois bem, penso que todos os leitores do BLOG já se deram conta de que eu (e quase todos a que conheço) não sou simpatizante da  “teoria da prosperidade” como pedra ângular do evangelho. Creio que Deus pode prosperar seus filhos, desde que este façam por onde merecer, pois como diz a bíblia: Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.
Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.
(1 Co – 6 a 8).

Como costumo dizer aos amigos lá na igreja, penso que o que não planta pode colher (excepcionalmente). Explico. Imaginemos um grande filtro de água, no qual um fornce o filtro enquanto que outro o abastece e todos os demais colhem água sem ter participado daquele processo. Acho que a oração da igreja funciona mais ou menos dessa forma, na qual vários (ou poucos) oram, mas Deus em sua infinita misericórdia abençoa a todos os que ali estão e ainda a outros. Não que Deus seja um mero respondedor de orações, mas todos nós sabemos que Ele recebe as nossas orações, desde que estejamos com o coração quebrantado (por seu amor) e contrito.

Finalizando, gostaria de  dizer que não contra a prosperidade das pessoas, contudo, o sou contundentemente em face da enganação que se vê por aí…

E tem mais, se verificarmos minudentemente, o texto acima é direcionado aos sacerdotes da época e por aí vai… (complementa aí Rômulo)

No mais, deixe sua opinião e vamos ao debate… (me ajude aí mestre Duarte)

Outros debates acerca do tema são encontrados em:

http://libertosdoopressor.blogspot.com/2009/09/dizimo-existe-um-demonio-por-tras-de.html

http://vidareta.blogspot.com/2009/08/terrorismo-universal.html

http://bereianos.blogspot.com/2009/11/teologia-da-prosperidade-analise.html (é o mais completo que conheço)

http://bereianos.blogspot.com/2009/10/eu-nao-quero-uncao-financeira-de-morris.html

Na net tem muito mais….
Joabson Carlos

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comentários
  1. Rômulo de Barros disse:

    Rapaz,

    Certa vez eu vi algo a respeito e o que me lembro é o seguinte. As advertências feitas pelo profeta Malaquias eram dirigidas aos sacerdotes da época, que estavam desviando as ofertas em benefício próprio. O comum era as pessoas levarem a décima parte de seu ganho e repartir entre os pobres, bem como para os levitas sobreviverem.

    Comentei algo num post aqui, mas não consegui achá-lo. Esse negócio de oração = riqueza é complicado. A bíblia fala que o sol nasce para todos, justos e injustos (eclesiastes). Eu não limito o que Deus pode fazer, nem o classifico como barganhador.

    O pior pra mim é esse propagandismo aí nos carros, casas, outdoors…

    Abs.

  2. Duarte Henrique disse:

    Eu só quero que os defensores dessa infeliz teologia me expliquem, por exemplo, o seguinte: se existe esse tal nexo de causalidade entre dar o dízimo e ser abençoado, por que é que países como o Japão continuam sendo uma das maiores economias do mundo? Sim, aquela pequena ilha, insignificante, tem uma economia bem maior que a nossa! Os japoneses são bem mais ricos que os brasileiros!!!! E o percentual de cristãos naquele país é ridículo! Qual é a lógica então? Eles são idólatras ao extremo. E daí? Também são ricos ao extremo. Sabe qual é a lógica? Trabalho amigos, trabalho. Você pode dar seu dízimo e ofertas a vida inteira e continuar “quebradinho da silva”. Não vá trabalhar não pra vê o que acontece…

    Abraços!

  3. armando disse:

    bem achei muito interessante esse assunto pois ate então eu nao tinha a minima ideia sobre o que era a expressão malaquiana mas olhando e refletindo bem… o texto de malaquias 3;10 esta realmente dirigida aquela época, e podemos olhar que em todo o novo testamento nao ha nada semelhante a isso. Eu sou dizimista sim mas so que eu dizimo é por amor e fé, é uma forma de honrar a Deus e agradeçer pois nas cartas paulinas podemos ver citaçoes de que devemos ofertar. Resumindo, pra mim esse negocio de ofertar e dizimar enfocado em malaquias 3;10 é a mesma coisa de barganhar. Isso pra mim é barganha! e nao os diferencio em nada de ananias e safira que tinha seu coraçao voltado apenas para os bens deste mundo e tentou enganar um servo de Senhor.

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