A Salvação Eterna e o Reino dos Céus

Publicado: 13/11/2009 por estevameduardo em Devocionais
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calvino e arminio

E ae galera tranquilidade?

Mais uma vez nosso irmão Thiago nos escreve.

Vamos a discussão:

Pelos séculos o tema vem sendo discutido: “Quem está com a razão, os Calvinistas ou os Arminianos? Calvino diz que a eleição é incondicional, Arminio diz que é condicional. Calvino diz que a graça é irresistível, Armínio diz que é resistível. Um diz que as obras são inúteis quanto a salvação, o outro diz que sem as obras ninguém será salvo. Afinal quem está certo?

Graças a Deus pela Bíblia ela sim está certa, o tema Eleição e Predestinação não é criação de Calvino, pois antes dele trazer essa mensagem, ela já era assegurada pelas Escrituras. Dt 7:6-7; 14:2; Mc 13:20; Rm 9:11; 11:5, 7, 28;  I Co 1:27-28; Ef 1:4; I Ts 1:4; 2Ts 2:13; Tg 2:5; 2Pe 1:10; Rm 8:29, 30; Ef 1:5, 11. Ninguém pode afirmar que o tema não é bíblico.

Mas, e quando em Efésios 2.8-9 vemos que somos salvos pela graça por meio da fé, e não vem de obras, e em Mateus 11.12 vemos que de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto, não encontramos uma contradição? Se um texto diz que salvação é por fé e não vem de obras e outro diz que o reino dos céus é tomado pelo nosso esforço não há contradição? De fato não há, pois Salvação Eterna e Reino dos Céus são coisas diferentes.

Uma vez que somos salvos, e esta salvação é irrevogável, eterna, existe um Reino, e somente os vencedores irão se assentar juntamente com Cristo em seu trono, em seu reino, o Reino Milenar.

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo em meu trono.” Apocalipse 3.20

Somente cristãos vencedores terão parte no Reino Milenar, cristãos pois as sete cartas do Apocalipse são escritas a Igreja, e nelas Cristo separa vencedores de derrotados.

Quanto a Salvação Eterna obras são inúteis, foi Deus quem nos escolheu e predestinou a este fim, mas quanto ao Reino, o reinar com Cristo sobre nações dependerá se alcançaremos o padrão deste reino por meio de nossas obras, se nos encontraremos dignos deste Reino.

“De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa constância e fé em todas as perseguições e aflições que suportais; o que é prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis;” 2 Tessalonicenses 1.4-5

Louvado seja Deus por tão grande salvação, e que ele nos dê graça para que através das aflições e perseguições pela constância da nossa fé alcancemos o Reino.

Paz e graça seja com todos!
Thiago Neiva Fonseca

Estevam Eduardo

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comentários
  1. Duarte Henrique disse:

    Grande Thiago,

    Vejo que você já se adiantou ao debate do assunto, ao menos aqui agora é o lugar certo. Pois bem, inicialmente deve ficar claro que um tema tão complexo e empolgante dificilmente será esgotado aqui, em nossos comentários. Já tive a oportunidade de falar sobre esse assunto uma vez no Beréia, por três segundas-feiras seguidas, sem que o tema fosse esgotado. Mas esse debate é sempre muito bom. Penso que não tenha efeitos meramente acadêmicos, como pode pensar alguém. Eu arriscaria dizer que a distinção entre o cristianismo bíblico e o cristianismo hodierno resida exatamente nesse ponto.
    Dito isso, posso dizer que, no que diz respeito ao modelo de salvação, concordamos ambos que o modelo bíblico, explicitado pelo calvinismo, seja o mais correto. É tudo pela graça, jamais pelas obras.
    Agora, no que diz respeito às obras, permita-me discordar de você, pelos motivos expostos a seguir. O texto de Mateus que você citou diz que “desde os dias de João Batista até hoje”. Ou seja, até aquele momento, pois agora, depois de Cristo, o Reino de Deus viria aos homens por meio da mensagem de Jesus – “Venha a nós o vosso reino” – gratuitamente oferecida aos homens. Não vejo a distinção que você vê entre o reino de Deus e a salvação, pois ela é a condição por meio da qual passamos a fazer parte do reino. No texto Paulino, dignidade a qual Paulo se reporta, no texto citado, não é meritória, pelo contrário, parafraseando, o que ele está dizendo é o mesmo que João e Pedro disseram quando apanharão por conta da pregação do evangelho At 5:41.
    No reino de Deus, bem como na vida eterna, não existe hierarquia. Tudo e todos gravitam em torno de Deus. Essa visão “clássica” a cerca do céu, para mim, é fruto de um antropomorfismo do céu e da vida eterna. Além do mais, se as obras tivessem essa função que você colocou, por que é que Jesus disse ao ladrão que estava ao seu lado na Cruz, “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”? Lembra qual foi o pedido feito por ele? “lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. O evangelho é a mensagem do reino, quem crê no evangelho já faz parte do reino. O milênio é outro assunto, eu sou amilenista, mas fica para outro post a discussão.
    Em minha opinião, a questão das obras, dentro do cristianismo, deve ser vista pelo prisma que Tiago atribui, a saber, as obras na verdade são uma conseqüência, e não um pré- requisito para a salvação. Praticamos boas obras porque somos salvos, e não para sermos salvos. As obras não tem finalidade alguma, pois são um fim em si mesmo. Atribuir qualquer mérito as obras, ainda que para uma eventual posição de destaque no Reino de Deus, não é coerente com o conjunto do cristianismo, segundo eu penso. Tudo é pela graça, mas é tudo mesmo. Do contrário, penso eu, estaremos nos envolvendo em alguma espécie de espiritismo, ou alguma doutrina que prega a repercussão de nossas obras na esfera espiritual. Essa é minha opinião e aquilo que, segundo penso, está dito na bíblia.

    Grande Abraço!

    • Rômulo de Barros disse:

      Grande Duarte!

      Meus parabéns! Suas palavras são de uma sabedoria ímpar. Além de enriquecer meu intelecto, elas me edificaram e influenciaram bastante.

  2. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Duarte…

    Então você crê que o Reino Milenar não será na terra, não há um reino futuro onde Cristo reinará sobre nações???

    Que somente salvos podem fazer parte do Reino dos Céus e que somente estes podem práticas boas obras, obras no Espírito, disso não tenho dúvidas! Mas vemos por todo o Novo Testamento Cristo falando do servo bom e fiél e do servo mal e negligente, Deus faz distinção entre seus servos, suas obras, seu serviço a Deus dirá se reinará sobre 5, 10 ou nenhuma cidade, ou nunca leu isso?
    Há um reino a ser conquistado por nós, Cristo já realizou esta obra, hoje ele está aplicando ela em nós através de seu Espírito. O Reino de Deus é de Eternidade a Eternidade, quando a Bíblia se refere ao Reino dos Céus não tem um sentido tão amplo quanto o Reino de Deus. O Reino dos Céus está em nós e será manifesto em sua plenitude no Milênio, onde Cristo e seus santos reinarão sobre sobre nações, o Reino dos Céus faz parte do REino de Deus.

    O problema é que pessoas se apoiam muito na teologia e “nos bons comentários de seus teólogos”. A Bíblia é clara, existe distinção entre Salvação Eterna e Reino dos Céus! Se a Bíblia nos diz que devemos nos encontrar dignos do Reino, e este Reino é o mesmo que salvação, a salvação depende do nosso esforço de nos encontrarmos dignos do Reino. A Bíblia não se contradiz neste aspecto, Salvação Eterna é uma coisa, Reinos dos Céus é outro. Não se pode ter um entendimento claro e amplo das Escrituras se não entendermos isso. Se não houver esse entendimento a Bíblia estará cheia de contradições!

    Lucas 10.15-26 diz:
    “E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem entregara o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado.
    Apresentou-se, pois, o primeiro, e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.
    Respondeu-lhe o senhor: Bem está, servo bom! porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade.
    Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.
    A este também respondeu: Sê tu também sobre cinco cidades.
    E veio outro, dizendo: Senhor, eis aqui a tua mina, que guardei num lenço;
    pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que não puseste, e ceifas o que não semeaste.
    Disse-lhe o Senhor: Servo mau! pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem severo, que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei;
    por que, pois, não puseste o meu dinheiro no banco? então vindo eu, o teria retirado com os juros.
    E disse aos que estavam ali: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem as dez minas.
    Responderam-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas.
    Pois eu vos digo que a todo o que tem, dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”

    Mateus mostra o Cristo em seu Reino, está repleto de parábolas a respeito do Reino dos Céus, mostra servos bons e fiéis recebendo o galardão de reinar sobre cidades, sobre nações no Reino de Seu Senhor, o Cristo, o Rei do Reino dos Céus!

    Apocalipse 2.26 diz:

    “Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações,”

    Na Bíblia não há contradição, o homem vê o que quer ver, a Bíblia nos mostra o que Deus quer que vejamos. A visão de Calvino foi limitada e falha em alguns pontos. A verdade não está nas mãos dos protestantes, reformadores ou evangélicos, está em Cristo, em sua Palavra.

    Paz e graça seja contigo!

    Thiago Neiva

  3. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Duarte..

    O que são as nações sobre as quais os vencedores hão de reinar em Apocalipse 2.26?

    Paz!

  4. Rômulo de Barros disse:

    Thiago,

    Muito interessante a sua exposição, essa diferença entre salvação – reino de Deus – reino dos Céus é algo novo para mim. Até acho que deve haver mais espaço para entendermos.

    Confesso não ter entendido, mormente quanto ao seu segundo comentário sustentando tal diferença. Mesmo assim, parabéns, é uma vertente curiosa.

    Confesso não ter capacidade para entrar nessa discussão, não tenho conhecimento bastante.

    Vcs poderiam, antes, exporem em outros posts as bases do Calvinismo e do Arminianismo para nós conhecermos.

    É isso aí galera, cresçamos na graça e no CONHECIMENTO de Cristo Jesus!

    Abraços!

  5. Duarte Henrique disse:

    Bom Thiagão,

    Vamos lá. Primeiro, eu vejo a distinção entre servos bons e servos maus (Mt. 25:28), mas de forma diferente. Para mim, existe diferença entre o joio e o trigo (Mt. 13:30), entre bodes e ovelhas (Mt. 25:33). Contudo, o servo mau, os bodes e joio sofreram a condenação do juízo. A eles não é reservado participação alguma no reino de Deus. Além do mais, data vênia, para entendermos o texto de Lucas que você citou, temos que fazer um paralelo com o texto de Matheus 25:14-29. A lição de moral por trás da parábola é a seguinte, devemos servir a Deus com aquilo que temos, sem que nos lamuriemos por ser mais ou menos agraciados com dons do que outras pessoas. Não se trata, aqui, de ensinar que quem trabalhou mais vai ganhar mais no reino de Deus. Mesmo porque, o pagamento será igual para todos (Mt. 20:1-12) Além do mais, como já disse em outra ocasião, as parábolas não encerram verdades literais. O fato de que alguém receba como recompensa, numa parábola, o reinar sobre cidades, em nada implica que isso vá acontecer de fato. Do contrário, teríamos de aceitar a idéia de que quem está no inferno consegue conversar com quem esteja no paraíso, pois é isso que acontece na parábola do rico e de lázaro.
    Outra coisa, o amilenismo não nega que o reino será na terra. A diferença é que, ao contrário do que afirmam pré ou pós milenistas, que fazem uma leitura literal do apocalipse, os amilenistas simplesmente afirmam que Cristo reinará por meio da igreja, e não literalmente sentado num trono em Jerusalém, como faziam os monarcas na antiguidade.
    Com relação aos teólogos e a teologia, posso dizer que sempre gostei de estudar teologia e filosofia, desde adolescente. Concordo com você que muita gente se baseia neles, mas eu procuro não ser assim. O que faço é juntar minhas convicções às deles. Mesmo porque, muitas vezes, dependendo do assunto, eles se contradizem. Aí optamos por aquilo que achamos ser o mais coerente com a bíblia e com nossa consciência. Como já te falei em outra ocasião: a bíblia, infelizmente, não fala por si só. É preciso lê-la e interpretá-la. Você interpreta do seu jeito, eu interpreto do meu. Concordo que ela não seja de particular interpretação, mas quem é que está certo? Eu ou você? Aí você diz, “mas o Espírito é um só!”. Ao que lhe respondo com um exemplo: John Wesley e George Whitefield (fundadores da igreja metodista) pensavam de forma totalmente diferente em ralação a soteriologia, mas isso não impediu que ambos fossem usados pelo Espírito Santo na pregação, muito embora eu pense que John Wesley estava totalmente errado. Agora, uma coisa é indubitável, quem quer realmente se aprofundar no belo mistério da vida, deve buscar se aprofundar na vida. A fuga da caverna que Platão ensinava… Nesse sentido os teólogos e filósofos são muito úteis, pois muitas vezes já discutiram coisas bem mais profundas que nós. Nosso trabalho é dar seguimento.
    Finalmente, você pergunta em relação às “cidades” do apocalipse (2.6). Pois bem, veja, eu não interpreto o apocalipse do mesmo modo que você. Eu o vejo sobre o aspecto histórico. Aquela foi uma mensagem dita para a igreja de Tiatira. Num dado momento da história ou aquilo já se cumpriu, ou se cumprirá. Mas na história da humanidade. E não num período pós tribulação. Talvez isso se cumpra com a igreja no milênio. Mas veja bem, na visão amilenista (histórica). O problema de se ver o apocalipse de modo escatológico, é que acaba-se criando uma série de interpretações, ao meu ver, grotescas, de certos aspectos históricos. Há, inclusive, quem negue qualquer aspecto futurístico ao apocalipse, afirmando que tudo aquilo já se cumpriu nos primeiro séculos da igreja cristã, sob a égide da Babilônia (Império Romano). Mas são apenas interpretações… Não chego a ir tão longe. Muitos cristãos, na verdade, esperam compensar o presente de provações com glórias no futuro, o que, para mim, às vezes soa quase como que um vingança contra os ímpios… Essa é minha visão, e, também, uma crítica feita por Nietzsche ao cristianismo positivo.

    Abraços!

  6. Duarte Henrique disse:

    Rômulo,
    se você queiser posso te mandar um estudo sobre o assunto, que tenho em powerpoint, para o seu email. Não é exaustivo, mas já dá alguma luz.

    Abraços e bem vindo ao fabuloso mundo da soteriologia cristã, onde a coisa esquenta.

    PS: Não se constranja em participar, aqui todos estamos para crescer!

    • irineu disse:

      Irineu em 15/11/2009 às 16:00 Olá! mocidade, não vou tratar do assunto discutido pelos irmãos Thiago e Duarte. Mas quero falar sobre o sacríficio de jesus e os sacrifícios da lei, assuntos abordado na escola dominical na sala dos jovens. O irmão serginho, nosso professor de hoje, disse algo que não concordo. Ele afirmou que os sacrifícos da lei foram suficiêntes para perdoar os judeus no período da lei, ou seja, eles foram perfeitos para lhes perduar os pecados. Mas o escritor de hebreus nos afirma que tais sacrifícios não perdoaram pecados veja HB: 10.4 e 11 neste texto, o escritor afirma claramente que sangue de animais nunca removeram pecados. Pelo que entendo os sacrifícios da lei cobriam os peados, eles não eram perfeitos para perdoar porque se fossem, não haveria precisão de Deus enviar jesus para fazer o sacrifício perfeito, porque táis sacrifícios perdoavam pecados perfeitamente. O apóstolo, Paulo, afirma em RM: 3. 25 e 26 Que Deus suportou os pecados anteriormente cometidos. Ele está se referindo às pessoas que viveram antes do seu sacrifício, ou seja, de Adão até antes do sacrifício de jesus. Deus suportou os seus pecados mas só perdoou seus pecados no sacrifício de jesus, como deixa claro no verso 26. Neste aspecto, o sacrifício de jesus atingiu o passado, o presente e o futuro. A lei afirma que sem derramamento de sangue não há remissão de pecados, mas somente o sangue de um homem perfeito poderia remir o ser humano e não sangue de animal. Porque a lei fora dada para homens cumprir. Assim somente um homem perfeito poderia derramar seu sague para remir outro homem e não animais. Daí surge necessidade de Deus se tornar homem para se realizar o sacrifício perfeito. Deus jamais aceitaria o nosso sacrifício porque o nosso sacrifício seria imperfeito por seremos pecadores e não termos a capacidade de viver perfeitamente a lei de Deus. Termino por aqui, obrigado.

  7. Lima disse:

    Irmãos, Duarte e Thiago
    Primeiro: diante da Bíblia, não existe a minha interpretação e a sua isso é relativismo. Como cristãos ela é a nossa regra de fé e prática e única verdade (Jo.17.17).
    segundo: Thiago qual é sua visão escatologica?
    terceiro: A visão do Duarte amilenista é a que Cristo e os apóstolos pregavam ou seja, “o Já e o ainda não”. E foi sistematizada pelos reformadores.
    Quarto: Existem dois livros muito bons que tratam desse assunto com muita propriedade.

    Mais que vencedores – William Hendrincksen, Ed.Cultura Crista e A Bíblia e o futuro – Antony Hoekema, Ed. Cultura Cristã.
    Erramos muito nesse assunto, quando compreendemos a visão escatologica de maneira errada. A Bíblia é inerrante, nós é que somos falhos, Um abraço fraternal.

  8. Duarte Henrique disse:

    Grande irmão Lima,

    Sempre enriquecendo nosso debate! Veja só irmão Lima, é o que já disse para o Thiago: concordo que a bíblia não seja de particular interpretação. Mas na verdade, o homem que conseguir afirmar que a interpretação bíblica dele é a 100% correta, teria que ser um excelente conhecedor dos textos originais (originais no sentido de serem os primeiros escritos), das circunstâncias em que a bíblia foi escrita, bem como das próprias pessoas que a escreveram. Eu acho isso impossível. O máximo que podemos fazer, em minha humilde opinião, é buscar a melhor interpretação, mas sem afirmar que ela seja, com certeza, a correta de forma indubitável. Mas me diga aí, e você, é calvinista ou arminiano?

    Abraços e continue colaborando.

    PS: Já falei com o Dário, e em breve vamos colocar os textos que vocÊ enviou.

  9. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Duarte…

    “A bíblia, infelizmente, não fala por si só”, aqui surge um grande problema, é dizer que a bíblia é insuficiente. Não existem duas interpretações das Escrituras. O problema daqueles que interpretam a Bíblia é que não tomam o seu todo. Pelo fato de muitos serem os homens que intepretaram a Bíblia em alguns momentos usaram de palavras para trazeram o sentido de outra, e acaba não sendo o sentido real. Quando isso acontece como então saber o que realmente certas passagens querem dizer? Devemos conhecer o contexto geral da Bíblia, não se entende as parábolas em Mateus apenas em Mateus, nem se entende o Apocalpse no Apocalipse.

    A Bíblia deve ser suficiente para nós, os Calvinistas contribuíram bastante para o entendimento da Escrituras, os protestantes e muitos outros fizeram o mesmo. Com isso devemos tirar deles aquilo que é Bíblico e somente Bíblico.

    O problema do homem é que ele carrega muito da teologia e filosofia e isso acaba ofuscando as verdades bíblicas.

    Em Mateus 25.33 não ser refere a salvos e não salvos, como os incrédulos e a igreja, faltou uma leitura mais cuidadosa do texto.

    Não estou aqui procurando entender sua visão nem o que Nietzsche disse, mas como cristão buscar a revelação Bíblica o que ela diz!

    Um blog é um lugar muito pequeno para coisas tão grandes, me limita muito, são muitos e me falta tempo aqui para expor a todos.

    Poderiamos um dia nos reunirmos para conversarmos sobre tais questões, com a Bíblia aberta diante de nós.

    Paz e graça!

  10. Thiago Neiva Fonseca disse:

    (Comentário Corrigido)
    Duarte…

    “A bíblia, infelizmente, não fala por si só”, aqui surge um grande problema, é dizer que a bíblia é insuficiente. Não existem duas interpretações das Escrituras. O problema daqueles que interpretam a Bíblia é que não tomam o seu todo. Pelo fato de muitos serem os homens que intepretaram a Bíblia em alguns momentos usaram de palavras para trazeram o sentido de outra, e acaba não sendo o sentido real. Quando isso acontece como então saber o que realmente certas passagens querem dizer? Devemos conhecer o contexto geral da Bíblia, não se entende as parábolas em Mateus apenas em Mateus, nem se entende o Apocalpse no Apocalipse.

    A Bíblia deve ser suficiente para nós, os Calvinistas contribuíram bastante para o entendimento da Escrituras, os protestantes e muitos outros fizeram o mesmo. Com isso devemos tirar deles aquilo que é Bíblico e somente Bíblico.

    O problema do homem é que ele carrega muito da teologia e filosofia e isso acaba ofuscando as verdades bíblicas.

    Em Mateus 25.33 não ser refere a salvos e não salvos, como os incrédulos e a igreja, faltou uma leitura mais cuidadosa do texto.

    Não estou aqui procurando entender sua visão nem o que Nietzsche disse, mas como cristão buscar a revelação Bíblica o que ela diz!

    Um blog é um lugar muito pequeno para coisas tão grandes, me limita muito, os textos são muitos e me falta tempo aqui para expor a todos.

    Poderiamos um dia nos reunirmos para conversarmos sobre tais questões, com a Bíblia aberta diante de nós.

    Paz e graça!

  11. Duarte Henrique disse:

    Bom Thiago,

    De acordo, o dia que você desejar, e existir disponibilidade, podemos nos reunir para discutirmos e estudarmos esse e outros assuntos da bíblia. Agora não se esqueça: fazendo isso, inevitavelmente já estaremos fazendo teologia. Além do mais, nós poderíamos ficar aqui o tempo inteiro dizendo que um ou outro não leu a bíblia direito etc… como fariseus e saduceus faziam. Mas penso que seja mais coerente, fazermos aquilo que Paulo recomendou ao Filipenses:
    ” Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará.
    Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo”. Fp 3:15-16

    Ah! Quando eu disse que a bíblia não fala por si só, me referi ao aspecto empírico mesmo, se é que posso falar assim. Afinal, você já viu algum exemplar da bíblia ficar de pé, se abrir e começar a se explicar? É isso, o homem tem que ler e entender! Meditar, e a meditação exige muito mais do que a mera leitura, exige estudos, inclusive nos teólogos mais estudiosos que nós. Eu não conheço a língua hebraica, o grego e o aramaico, isso já é mais que sifucuente para que eu tenha a humildade de reconhecer que um auxílio às vezes é bom. Pelo menos eu penso assim.

    abraços!

  12. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Duarte…

    Eu disse que muitos contribuíram, mas devemos observar se acontribuição destes é Bíblica ou não! Entende isso? Não estou negando auxílios! A Reveleção Bíblica vai muito além do conhecimento do hebraico, aramaico ou o que quer que seja.

    O problema não é fazer teologia, a questão é se ela será bíblica!

    Paz!

    Obs: Tem msn?Rs

  13. Rômulo de Barros disse:

    Duarte, mande para o meu e-mail que eu quero sim.

    Aos incautos, como eu: vejam nesse link um texto simples que diferencia o calvinismo e o arminianismo: http://5calvinistas.blogspot.com/2009/11/breve-comparacao-entre-arminianismo-e.html

    Irineu, também discordei nesse aspecto, tanto que perguntei, mas…

  14. Cláudio Lima disse:

    Para eu tentar entender o irmão Thiago, existe a “Salvação Eterna” e o “Reinos dos Céus”, eu posso participar da Salvação Eterna, mas talvez não participe do Reino dos Céus?

    Imagine a seguinte situação, eu na salvação eterna, vejo outros no reino dos céus, ai penso, eu poderia estar lá, mas não estou… não seria uma “discriminação”?

    Talvez eu ficaria triste com isso, mas lá não há tristeza?

    Qual dos dois seria o paraíso dito por Jesus ao ladrão na cruz?

    Pergunto porque realmente esta confuso na minha cabeça esta situação, porque se entendi bem existiriam “Dois Céus”

    Cláudio Lima

    P.S. Parabéns pelo tema, afinal, não se fala mau de ninguém, nem de igrejas e mesmo assim é polemico.

    • Rômulo de Barros disse:

      Endosso as dúvidas do Cláudio…

      • Duarte Henrique disse:

        Grande Rômulo,

        Esse assunto é realmente muito interessante, e tem muitas variantes. Eu penso que não exista distinção alguma, mas é sempre bom conhecer novas idéias.

        Abraços!

  15. Duarte Henrique disse:

    Fala aí galera? Tudo bem? Espero que sim.

    Rômulo, vou mandar o esquema para o seu email. Thiago, meu MSN é veracuria@hotmail.com; É muito raro eu usar, mas de qualquer forma pode ser que nos encontremos por aí, no mundo virtual. De qualquer forma, você também pode nos visitar no Beréia. É um projeto da mocidade lá da igreja feito exclusivamente para debates e estudos bíblicos, e ocorre todas às segundas, às 20:00 no salão da igreja. Se poder comparecer será um prazer.
    Irineu, eu tendo a concordar com você, mas tem uma coisa que me deixa um pouco pensativo às vezes: se pararmos para analisar à fundo, a menos que atribuamos algum valor a lei e seu sacrifícios, sem ser aquele que o calvismo corretamente já atribui, acabaremos por ter que aceitar a idéia de que tudo no Velho Testamento não passou de um teatro, pois não tinha valor algum, em sentido algum. Contudo, realmente penso que, de uma forma ou de outra, as pessoas eram redimidas pela graça, mesmo no velho testamento. Afinal, Jesus não veio trazer a graça de Deus, mas revelar essa graça. Agora fica a pergunta: será que a lei de fato seria apenas para mostrar a incapacidade do homem ser justo?…

    Abraços galera!

    • irineu disse:

      Agradeço ao Rômulo e a você Duarte por terem dado suas opiniões. Na realidade, não acho que tudo no velho testamento não tenha valor algum. No que se refere aos sacrifícios, entendo que eles tinham valor, valor para desviar a justiça de Deus sobre os pecados cometidos até a manisfestação do sacrifício de Cristo. Mas creio que táis pecados foram punidos e perdoados em Cristo. Hb 10. 4 e 11 mostra que táis sacrifícios nunca perdoaram pecados. Quando você fala da lei apenas para mostrar a incapacidade do homem em ser justo, concordo que esse ponto é a pricipal função da lei, Paulo diz isso em romanos 3. 19 e 20. Mas de forma alguma acho que esse aspecto da lei seja o único. Vou listar alguns motivos pelos quais a lei foi dada: 1- foi dada para ser uma revelação de Deus e de sua vontade. A distinção do certo e do errado não é simples questão de covenção social. Está arraigado no ser e no carácter de Deus e a lei mostra isso de forma indiscutível. Mesmo que o relacionamento que a lei trouxe entre o homem e Deus não fosse perfeito, tinha-se um relacionamento, ou seja, o homem vivia a lei para se ter um relacionamento com Deus, apesar de não a cumprir perfeitamente, dai surgirem os sacrifícios paleativos para mediar essa imperfeição. Mas Deus não aceitava de israel outro comportamento a não ser o determinado pela lei. 2- a lei foi dada também para trazer paz social a israel. o que seria de israel sem normas sociais, os limites penais e criminais que a lei trouxe. Esses limites eram expressados pelos líderes de israel: ”Orai pelo bem-estar do governo, visto que,aw nÕ DOAAW O RWMOE

    • irineu disse:

      Descupe-me Duarte sem querer apertei alguma teclas e enter. Continuando: “Orai pelo bem-estar do governo, visto que, se não fosse o temor que inspira, os homens se devorariam vivos, uns aos outros.” Rabi hanina. Hoje alguns pecados só são conhecidos como táis pelos textos da lei Ex: sexo entre homens e animais, entre irmãos, entre filho e mãe, entre pai e filha etc. Sem a lei, muitos comportamentos que hoje temos na soiedade não poderiamos classificar como pecado. Vou termidando por aqui, tchau.

  16. Janjão disse:

    Na minha opinião existe controversas a respeito da amplitude propagada neste assunto.
    Em resumo acredito existir uma falta de comprofodência compactualizada com um todo!

    Bem, acho que é isso!

    Beijo para o meu pai, minha mãe, minha família e o amor. Em especial para o Chester!!

    Cum Deus, bençoi, amém, amém. Vá em paz!

    • Rômulo de Barros disse:

      Janjãozinho, meu filho! Até que enfim descobriu o BLOG, né? Da próxima vez escreva sem códigos, beleza? hehehehe

    • Vixi…

      Não sei se boiei no texto ou no comentário do Janjão… hehehe pensee…

      Continuem contribuindo aí seus Cabeções… Eu to só acompanhando e tentando entender… Um dia eu vou ser igual a vocês… eheheh

      Pra mim é um tema bem complexo que acaba afastando a maioria deste debate… Mas tá valendo para aqueles que não estão mais afim do “água com açúcar”.

      Fuis

    • Estevam Eduardo disse:

      O Janjão tem razão o verdadeiro problema é a falta de comprofodência como um todo. A sociedade moderna está assim msm.

      Discordo do joão no que diz sobre a falta de comprofodência compactualizada, penso que o correto seria somente dizer q o problema é a pura falta de comprofodência msm.

      É isso ai!

      • Karol disse:

        Eu acho que em tudo está realmente faltando comprofodência em todos os aspectos!!

        Está uma falta de comprofondência com tudo… ;D

  17. Thiago Neiva Fonseca disse:

    Cláudio Lima,

    Você pode ser um salvo e ainda assim perder o galardão do Reino. O Reina Milenar antecederá nossa entrada na Eternidade Futura. Não confunda o reino dos céus tão citado em Mateus com Eternidade. E outra, tira esse conceito de que vai passar a Eternidade morando no Céu.

    Paz!

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