Outra Visão sobre a Virgindade

Publicado: 01/12/2009 por anybody em Devocionais
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Super jovens MP,

Após a polêmica opinião do Rev. Caio Fábio sobre o SEXO ANTES DO CASAMENTO, coloco aqui um artigo de um eminente teólogo chamando AUGUSTUS NICODEMUS (mas este sabe para onde o vento vai, hehe).  Ele é pastor presbiteriano e escritor. Vejamos o texto:

Vergonha de ser virgem.

Alguns anos passados fiquei estarrecido com uma estatística publicada por uma revista evangélica após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, haviam nascido em lar evangélico e eram freqüentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já haviam tido sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

Essa reportagem foi publicada em setembro de 2002. Desconfio que os números são ainda mais estarrecedores se forem atualizados para 2009.

Não vou aqui gastar muito tempo defendendo o que, acredito, a maioria dos nossos leitores já sabe que é nossa posição: sexo é uma bênção a ser desfrutada somente no casamento. Namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus. Mesmo que não tenhamos um versículo que diga “é proibido o sexo pré-marital” (desnecessário à época em que a Bíblia foi escrita, visto que na cultura do antigo Oriente não existia namoro, noivado, ficar, etc.), é evidente que a visão bíblica do casamento é de uma instituição divina da qual o sexo é uma parte integrante e essencial.

Alguns textos que mostram que contrair matrimônio e casar era uma instituição oficial entre o povo de Deus, e o ambiente próprio para desfrutar o sexo:

“…nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações” (Dt 7.3).

“…Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa” (Gn 34.12).

“… e lhe dará uma jovem em casamento…” (Dn 11.17).

“… Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” (Mt 9.15).

“… nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt 24.38).

“… Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento…” (1Tim 4.1-3).

“… Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem…” (Dt 22.13-14)

“… Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar” (Mt 19.10).

“… Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1Cor 7.9).

“… Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca” (1Cor 7.28).

“… A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1Cor 7.39).

“… quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.” (1Cor 7:1-2)

“… Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Heb 13.4).

“… que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1Tes 4.4-7).

As passagens acima (e haveriam muitas outras) mostram que casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus. As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

O ônus de provar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?

O que existe na verdade é aquilo que Judas menciona em sua carta, sobre pessoas ímpias que transformam a graça de Deus em libertinagem (Judas 4). Os argumentos do tipo, “quem casou Adão e Eva” demonstram o grau de má vontade e a disposição do coração de continuar na prática da fornicação, mesmo diante da resposta: “O caso de Adão e Eva não é nosso paradigma, a não ser que você tenha sido feito diretamente do barro por Deus e sua namorada tenha sido tirada de sua costela. Se não foi, então você deve se sujeitar ao paradigma que Deus estabeleceu para toda a raça humana, para os descendentes de Adão e Eva, que é contrair matrimônio, casar-se, um compromisso público diante das autoridades civis”.

Os demais argumentos – “é melhor que os namorados cristãos tenham sexo responsável entre si do que procurar prostitutas, etc.” nem merecem resposta. O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação.

Chegamos ao ponto em que os rapazes e as moças cristãos têm vergonha de dizer, até mesmo em reuniões de mocidade e de adolescentes, que são virgens.

Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho. “A vingança pertence ao Senhor” (Rom 12.19).

Bom, achei interessante demonstrar uma opinião forte e sedimentada para contrapor àquela que nós vimos anteriormente.

Meu desejo é que cada linha, cada palavra que passe ao nosso entendimento produza enriquecimento e sabedoria nos nossos corações!

Rômulo de Barros

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comentários
  1. Duarte Henrique disse:

    Mestre Rômulo,

    Excelente texto. É, de fato, um contrabalanço ao que foi postado anteriormente. Acredito que em ambos os lados existam erros. “Lá vem o cara querendo ser dialético”, vão pensar vocês. Mas não é isso.
    Acredito sim, que o pensamento liberal contenha seus erros, no ssentido de banalizar o casamento e o sexo, fazendo dos mesmos uma coisa muito simplória, ao invés de simples, pois o casamento e o sexo realmente são coisas muito simples. O casamento é uma certeza que se leva uma vida inteira para se alcançar, o que logicamente exige compromisso do casal. Não pode ser algo empírico, experimental. As vezes digo para madame o seguinte: “Só vou ter certeza de que você era a pessoa certa no dia em que eu estiver morrendo, e então reavaliar tudo o que passamos”. Logo, o sexo, consequência do casamento, deve vir acompnahdo dessa convicção espiritual. O que é o verdadeiro casamento? fica pra depois…
    Contudo, se de uma lado os libertinos erram, os moralistas e conservadores também erram. Acho que a nossa denominação é um bom exemplo disso. Em nossa cultura evangélica o sexo é um tabu! Muitas igrejas até mesmo ensinam que é algo sujo, ou que deva ser reprimido durante a juventude e adolescência. Isso é errado! A sexualidade evangélica muitas vezes é reprimida. É por isso que temos tantos problemas nessa área em nossa igrejas. Mulheres insatisfeitas com os maridos e vive-versa, adolescentes em conflito, inclusive em relação a própria sexualidade etc. Eu poderia contar histórias aqui que vocês não acreditariam, como por exemplo, a da moça, lá da minha igreja antiga, que entrou em pânico na noite de núpcias quando viu o marido nu! Gente, sexo é um coisa sobre a qual deveríamos falar sempre na igreja. A mulher deveria ter coragem de contar suas fantasias ao marido e vice-versa. O adolescente e o jovem deveriam se sentir a vontade para fazer perguntas sem constragimento na escola dominiacal ou numa palestra etc.
    Ser virgem e ser reprimido não adianta de nada! Não ser virgem, mas ser sequelado também não!
    Viva ao casamento espiritual e verdadeiro!! Viva ao sexo santo e sem maldade!!

    Abraços galera!!!!

    • Rômulo de Barros disse:

      É Prof. Duarte, realmente é um grande tabu. E por isso tanto problema conjugal nesse respeito. Muito bem lembrado…

  2. Roberto Cantanhede disse:

    Galera, fiquem atentos. A libertinagem sexual já não tem mais força no novo mundo antigo… Por razões óbvias. Não há mais repressão e as amarras das ditaduras, as revoluções que favoreceram os interesses dos capitalistas não são mais necessárias. As pessoas de valor não precisam mais provar nada para ninguém. A devassidão saiu do foco do mundo mas já existia antes de ganhar as passarelas da história.
    Sobre o que é o verdadeiro casamento, já pude saborear uma pizza na presença do rev. Duarte e mais algumas pessoas onde falamos sobre o assunto. O casamento é uma atitude consciente e séria, que deve ser tomada até antes de um namoro propriamente dito. A formalização é apenas uma conseqüência saudável que não custa tanto assim (dá-lhe domínio próprio); até ajuda dando a chance de consolidar a decisão antes do ritual, para os que eventualmente vão nesse barco do namoro antes de estabelecer suas convicções.

    • Rômulo de Barros disse:

      Robertão,

      Costumo dizer às pessoas que a libertinagem hoje é levíssima se compararmos aos primórdios. Basta lermos as leis mosaicas e, por ilação, conhecermos a realidade daquele tempo…. Terrível!

  3. Fabrício disse:

    Apesar de concordar com as ideias deste post, achei as ideias do post que se contrapõe a esse mais sólidas e explicativas. A bíblia tbm alerta sobra a “santidade” exagerada.. quero alcançar um equilibrio entre a liberalidade e o conservadorismo, tendo em mente que os pensamentos de Deus são infinitamente maiores que os nossos!

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