A ação do Mal.

Publicado: 20/12/2009 por anybody em Devocionais, Notícias
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Durante essa semana, os jornais e noticiários foram bombardeados com a história de uma criança que teve o corpo repleto de agulhas. Desvendado o fato, descobriu-se que se tratava de um ritual de magia negra perpetrado por três pessoas, entre elas, o padrasto da vítima. Por meio do rito, o padrasto tentava atingir a mãe do menino. Macumba, satanismo, quiromancia: muitas dessas práticas estão ocultas ao nosso entendimento, mas não distantes da nossa curiosidade. Está na hora de lançarmos mais uma polêmica nesse ditoso (ultimamente até que não) Blog MP! Gostaria de iniciar algumas discussões sobre a ação do demônio, o satanismo. Devo confessar: sou um completo ignorante, mas posso dar meus pitacos. O melhor é aprendermos uns com os outros.

É inegável a existência de um certo “culto ao oculto”, deixe-me expressar melhor: uma preocupação excessiva com satanás no seio evangélico. Tornou-se comum atribuir tudo à ação do mal. A porta bate – Sangue de Jesus tem Poder! Caiu de bicicleta – sai pra lá Coisa Ruim! Espirrou – esse corpo não te pertence! Isso lembra o bom romance do italiano Umberto Eco, “O Nome da Rosa”. Esse livro, que também foi editado nos cinemas, retrata a história de um mosteiro franciscano onde, sombriamente, começam surgir mortes. Tais mortes são atribuídas à ação impetuosa do demônio, mas na verdade não era bem o demônio que o fazia (Blog MPvida também é cultura! Recomendo).

Quem já teve a oportunidade de ler Rebecca Brown? Li-a em sua obra “Ele Veio para Libertar os Cativos” e nela se contam coisas terríveis, medonhas. Relata a libertação de uma mulher que, no crescimento dentro do satanismo, tornou-se a bruxa-mor, dita esposa de satã. No romance, que conta fatos supostamente reais, há de tudo. Detalhes da liturgia; a força maligna agindo fisicamente a ponto de lançar pessoas pelos ares, contra a parede; até relações sexuais com demônios (pasmem, era necessário ser dito).

A Bíblia também possui curiosidades a esse respeito. Cite-se a passagem da “pitonisa de En-Dor” (I Sm 28): uma feiticeira que invocou o espírito de Samuel, a pedido de Saul. Divergem-se os teólogos: era Samuel? Mas os mortos não falam, nada sabem. Era o demônio? Mas a sagrada escritura não diz: “Samuel disse a Saul”?

Pois bem, jovens, como vocês enxergam a questão do satanismo? Qual o poder das forças do mal na terra? Há poder? Há limites? Manifestações em pessoas são reais?

Que o nosso conhecimento seja inundado pela obra salvívica de Cristo, em quem não há dúvida nem sombra de variação.

Rômulo de Barros.

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comentários
  1. Às vezes ele (o demo) é inocente….

    Mas, nem sempre, ressalte-se….

    Belas observações meu caro amigo…

    Abraço e até mais…

    PS.: Diácono DUARTE, Irmão LIMA, Irmão THIAGO e demais teólogos… vms às opiniões mais escotológicas…. (se é q é assim mesmo…)

  2. Isabel disse:

    Olá Rômulo.
    Gostei do assunto que você trouxe. Essa coisa de demônio e endemoniado é algo que realmente gostaria de entender melhor.
    A Bíblia fala sobre a existência dos demônios e dos endemoniados; acredito nisso (quero deixar isso bem claro aqui). Todavia, EU, Isabel Lima, penso que a maioria das pessoas que ficam endemoniadas, não estão realmente endemoniadas. Tem igrejas, que dependendo do culto, todo mundo cai endemoniado. Acho que muitas têm distúrbios mentais, e até acredito que algumas dessas pessoas que expulsam demônios de todo mundo utilizam técnicas de hipnose.
    Uma coisa que me intriga muito, é pq existem mais “endemoniados” em determinadas regiões, determinadas classes sociais. Será que os pobres tem mais demônios? Coitados! Além de não ter $ ainda tem mais demônios. É pq raramente vejo pessoas ricas e com maior desenvolvimento intelectual endemoniadas.
    Será q tem um pouco de relatividade cultural nisso?

    Eu tenho uma pergunta pros senhores aqui: Você acredita em macumba?

    • Rômulo de Barros disse:

      Macumba? Se cremos na existência de Satanás e, mais do que isso, sabemos dos seu caráter, concluimos facilmente que os seus intentos para conosco serão sempre maléficos. Ora, a macumba geralmente objetiva o mal de alguém, todavia digo: já não é uma lei espiritual o demônio querer prejudicar-nos?

      Sobre as manifestações, faço outra pegunta: qual será o demônio pior – o que grita, urra, saltita, treme – ou aquele que silenciosamente arquiteta seus ardis?

  3. Tem um tempo que não passo por aqui mas estou de volta.
    Referente ao que foi postado, digo que: As más ações do homem caído e até mesmo as que julgam serem boas tem o dedo de Satanás… Dedo? Bem mais que o dedo, sua natureza. A árvore do conhecimento do bem e do mal no Éden nada mais era do que a representação do próprio Satanás, onde o homem, uma vez tendo provado do fruto desta árvore, passa a ter dentro de si a natureza de Satanás.

    Satanás sempre estará cooperando para que o homem faça o que é mal, e o homem também dele será um cooperador se deste mal se apropriar. Assim como Deus tem seus cooperadores, Satanás também tem os seus, ele não trabalha sozinho.

    Paz e Graça!

  4. Duarte Henrique disse:

    Fala aí meu povo? Comos estamos?

    Bom, devo confessar que já fui bastante cético no tocante à esse tipo de assunto, do tipo Padre Quevedo mesmo. Hoje sou um pouco mais ponderado. Devo confessar que amo estudar algumas áreas da teologia (história da igreja, soteriologia, formas de governo eclesiástico etc.) Mas essa área é uma das áreas para qual não me sinto vocacionado, e nem mesmo preparado para lidar, confesso. Todavia, sem dúvida, constantemente estamos expostos a situações nas quais somos tentados a atribuir à forças ocultas, coisas que não são da alçada delas. Ao mesmo tempo, corremos o risco de simplificarmos de mais coisas que de fato aconteçam mediante colaborações sobrenaturais. Muitos dos fenômenos nessa área são realmente um mistério. Todavia, reconheço que, independentemente de vocação ou não para esta área, devemos estar sempre preparados para agir, mas sempre em nome de Jesus, pois se tentarmos agir em nome próprio, corremos o risco de sair “nus”, como aconteceu com certos jovens na bíblia que foram atuar nessa área sem ter a menor vocação…

    Abraços!

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