Viva a Democracia Eclesiástica!

Publicado: 24/12/2009 por Duarte Henrique em Devocionais
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Fala aí galera, tudo bem? Estamos caminhando, caminhando…

Quem me conhece mais a fundo sabe que nunca fui um defensor da democracia no âmbito Político-Estatal. Definitivamente, penso que, na prática, democracia e governo de ninguém sejam a mesma coisa. Sou muito mais simpático ao anarquismo, ou, no muito, à aristocracia, mas a tal democracia… Não dá!

Contudo, penso que no âmbito eclesiástico a coisa seja diferente, bem diferente. Diferentemente do que ocorre na sociedade civil, onde existem valores, ideologias, filosofias, costumes e vontades conflitantes, no âmbito eclesiástico, em tese, formamos uma comunidade cristã, ou seja, pessoas que se pautam, é óbvio que com certa variação, dentro dos mesmos princípios. Aqui sim, na comunidade cristã, a democracia é o melhor regime. Todo cristão possui igual poder de decisão, pois não existe hierarquia material entre nós, apenas formal.

As igrejas históricas, batistas, congregacionais, presbiterianas etc., tem uma tradição democrática bem mais desenvolvida que a nossa denominação, isso é fato! Enquanto nosso modelo de governo ainda é o episcopal (a liderança decide sem o apoio da congregação), por lá, há séculos, os modelos adotados são o Presbiteriano (a congregação decide indiretamente) e o Congregacional (a congregação decide diretamente). Estamos defasados…

Contudo, muito me alegrei agora nesse final de ano em nossa igreja, pois, a despeito de nosso histórico episcopal rígido, alguns departamentos, a saber, Mocidade, Adolescentes e Louvor tiveram eleições, sugestivas é bem verdade, mas que foram prontamente acatadas pela direção da igreja. Não poderia deixar de ser assim, pois estamos num ambiente em que se reconheceu a capacidade dos departamentos de decidir seu próprio rumo, fruto de um amadurecimento saudável. Afinal, devemos crescer na graça, mas também no conhecimento.

Esperamos que esse seja o marco inicial de um processo que, ano que vem, se estenda a outros departamentos também, pois isso será um claro sinal de que nossa congregação está evoluindo e reconhecendo que os bons valores devem ser mantidos, mas que os decrépitos e obsoletos devem ser superados. Além do mais, ano que vem podemos melhorar os mecanismos de escolha.

A Constituição brasileira diz que ‘’todo poder emana do povo’’. Bem, com relação ao Estado isso não passa de, no mínimo e para ser eufêmico, um idealismo. Mas numa comunidade cristã verdadeira deve ser algo real e aplicável sempre.

Parabéns à Direção da igreja por ter se manifestado favoravelmente à democracia eclesiástica, pois agindo assim está na esteira do que tem existido de mais legítimo e benéfico em termos de administração eclesiástica ao longo da igreja cristã. Parabéns a todos os que participaram para que isso acontecesse em seus departamentos. Parabéns a toda congregação, pois demonstrou que possui pessoas maduras, que buscam uma condução legítima para os departamentos da congregação.

Abraços!

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comentários
  1. Duarte,

    Texto claro e de fácil entendimento. Entendi perfeitamente o porque da Democracia ser uma falácia na sociedade.

    Fiquei curioso sobre a sua simpatia sobre o anarquismo e à aristocracia.

    Vou fazer igual ao “Joselito”: Vou espalhar que tu é anarquista ahahahah

    O pessoal tem um preconceito enorme sobre essa palavra. Não vou fazer como a maioria faz, vou estudar a respeito do assunto e daí fazer algum julgamento sobre a sua simpatia hehehehe

    Concordo que a Democracia é melhor aplicada na nossa comunidade cristã. O que me preocupa é a diversidade de princípios que nossa denominação tem. Há conflitos enormes de valores, ideologias, filosofias, costumes e vontades entre a velha e a nova geração. Eu vejo um grande problema aí.

    Se pararmos para pensar o regime que melhor se encaixa até hoje na nossa administração eclasiástica é a ditadura.

    Isso mesmo. Vamos levantar alguns pontos para ver se não é verdade:

    – Cargo vitalício ou longos períodos no poder

    – Administração centralizada (o líder faz tudo, decide tudo, não delega nada a ninguém)

    – Qualquer ameaça ao seu cargo deverá ser sumariamente eliminado (neste caso limado); Pessoas capacitadas são vistas como ameaças e não como colaboradores; Sugestões e críticas construtivas são vistas com maus olhos e a maioria das vezes engavetadas.

    – Falta de transparência; Quer saber alguma coisa? Vá procurar na rádio corredor. Nunca uma mentira é apurada a fundo (diretamente na fonte). O caos (fofocas) decide quem é certo e quem é errado.

    Já perceberam que a maioria dos Departamentos são contaminados por este regime de governo? Estou mentindo? Lideranças: Parem um pouco e vejam se vocês não estão contaminados com esse regime. Meditemos e mudemos de postura.

    Graças a misericórdia de Deus, tivemos uma mudança drástica neste regime; Porque não dizer uma revolução sem armas?

    Parabéns a Direção da igreja por acatar a vontade da maioria. Fiquem atentos para respeitarem também os acordos que os mesmos fizerem.

    Eleição não é a única forma de apresentar uma lista de sugestão. Se a liderança chegar e apresentar uma lista, a mesma só tem que ser questionada se é CONSENSO da maioria. Simples.

    Se o departamento X quiser escolher o seu líder através do sorteio, por exemplo, foi o acordo entre a maioria e deverá ser acatado/respeitado. Paremos de querer inventar acordos e premissas que não foram previamente acordados/estabelecidos.

    Parabéns Duarte pelo texto e pela abertura desse importantíssimo debate.

    Fiquem com Deus.

    • Joabson Carlos disse:

      Falou e disse….

      Abraço e até mais…!!!!

      PS.: BOM NATAL A TODOS QUE LEREM ESSA MENSAGEM E AOS QUE NÃO LEREM TBM…

    • Duarte Henrique disse:

      Dr. Dário,

      O anarquismo realmente é um sistema político contra o qual existem muitos reconceitos, mas quando o estudamos um pouco mais, parece ser o mais legítimo. Ao menos, em tese, é o que mais respeita a liberdade do ser humano. O problema é que muitos anarquistas são ateus. Porém, existe o chamado “anarquismo cristão”, defendido, por exemplo, por Tolstói (escritor russo).
      No que diz respeito à realidade em nosso meio, concordo com você. É por isso que temos que enxergar o que aconteceu esse ano como um progresso. Outrossim, como disse o Roberto, em seu comentário logo abaixo, devemos fazer de tudo para que a mudança do processo seja o menos traumática possível. Contudo, toda mudança numa estrutura rígida, por menor que seja, haverá de provocar conflitos, afinal os alicerces serão abalados e a obra logo ruirá. Todavia, com certeza, Deus pode fazer surgir daí um palácio muito mais bonito que o anterior!

      Abraços!

  2. Rômulo de Barros disse:

    É um avanço e tanto. Mas, para o ano que vem, devemos, nós, o corpo de membros e integrantes de departamentos, sermos mais ativos e organizados, implementando melhor esse sistema. Ao invés de num dia qualquer juntar os que têm e votar; vamos montar um verdadeiro pleito, inscrever candidatos, abrir espaço para propostas de gestão etc. Concordam?

  3. Roberto Cantanhede disse:

    Vamos só tomar cuidado né. Voz do povo pode até coincidir com a voz de Deus, pero ni siempre… Se eu quisesse minar uma instituição, certamente semearia lentamente nomes e atitudes que ficariam pairando ali na cabeça das pessoas e que certamente não cumpririam seu papel enfraquecendo os grupos e diminuindo as chances de vida da igreja seleta de Cristo. Entretanto, creio que como Cristãos que somos, ou queremos ser, pessoas sérias, refletimos em oração os nomes votados, que ponderamos os gestos, compromisso, e não apenas o momento da eleição mas as várias contribuições dadas desde a conversão e as recentes. Não creio que as autoridades eclesiásticas tenham acesso privilegiado a Deus, e portanto, como crentes maduros que somos e não querendo delegar a essas autoridades a escolha de nossos líderes que tenhamos certeza do que temos feito e que a graça nos seja suficiente. E se fica alguma marca do processo, não criemos outras, mas curemos as feridas. Um organismo são resiste mais.

    • Duarte Henrique disse:

      Grande Roberto,

      Esse é um dos males da democracia. Um povo ignorante, acaba votando de modo ignorante. É por isso, e não é de hoje, que políticos não têm o menor interesse em dar instrução e educação para o povo. Eles sabem que o dia em que o povo tiver o mínimo de consciência política, haverá de descartar boa parte deles logo de início.
      Na igreja não deveria ser assim. Se nossos líderes se preocupassem mais em instruir o povo com doutrinas genuinamente cristãs, teologia de boa qualidade etc., com certeza teríamos resultados bem melhores. Aí poderíamos ficar tranquilos no que diz respeito à eleições na igreja. É um círculo vicioso: não sabemos se somos imaturos para votar, e por isso escolhem em nosso lugar, ou se fazem com que permaneçamos imaturos para escolherem em nosso lugar…

      Abraços

  4. Democrático??? A Igreja não deve ser regida por um sistema democrático, mas sim pelo Teocrático – Os líderes devem ser escolhidos segundo o padrão que as Escrituras estabelecem, deixar escolhas como “liderança” nas mão do povo é um erro. Existem muitos cargos de líderança na igreja, a maioria deles desnecessários. O Presbitério, segundo as Escrituras devem fazer tais escolhas, com muita cautela e sem partidarismo.

    Paz e graça sejam com todos os santos!

    • Concordo, discordando…. Como assim..!!!????

      Vejam só:

      Pode o presbitério se equivocar e designar liderança diversa daquela que é o desejo de Deus. E isso seria porque a vontade de tal deliberação (ministerial) se sopesasse a de Deus???? Claro que não! mas por permissão dEle, para que se aprenda, para que se busque tal inspiração verdadeiramente em Deus… o que nem sempre acontece, por isso que a MP decidiu por indicar alguns nomes para que a liderança de 2010 fosse montada.

      Não poderíamos dizer que os jovens também estavam inspirados em Deus (Teocracia-democrática) para confirmar aquilo que era o verdadeiro desejo do Sr.????

      Em resumo: Deus tem como instrumentos-líderes tais pessoas e coloca esses nomes no coração dos jovens que convivem quase que diariamente com eles…

      Penso mais ou menos assim…

      Abraço e até mais!!!

    • Duarte,

      Taí uma boa discussão. É pra existir mesmo esse direcionamento, através do Presbitério, segundo as escrituras ou na “vontade de Deus”?

      Onde podemos nos basear na bíblia para tal afirmação do Thiago?

      Valeus

  5. Duarte Henrique disse:

    Fala aí Thiagão, beleza?

    É sempre bom te ver participando aqui. Contudo, nesse tema, acho que você está confundindo as coisas. Ninguém aqui duvida que a igreja deve ser guiada por Deus (teocracia). O que estamos discutindo aqui é a forma como isso será materializado, pois, com certeza, Deus não vai descer do céus e dizer o que pensa. A questão é como a vontade dele vai ser manifestada na igreja: Será pela escolha de um único homem (modelo episcopal: Pentecostais e neopentecostais)? Será pela escolha de um grupo (modelo presbiteriano: igreja presbiteriana e outras)? Ou será pela vontade de toda congregação (modelo congregacional: batistas tradicionais e congregacionais)?
    Pelo que você disse, prefere o modelo presbiteriano, mas ele não é o único modelo bíblico!

    Dr. Dário,

    Existem passagens no novo testamento em que toda congregação decidiu (modelo congregacional), como por exemplo, quando foram escolher os sete diáconos que deveriam cuidar da parte administrativa da igreja, enquanto os apóstolos cuidariam da pregação do evangelho (At. 6:3). Na escolha de matias foi a mesma coisa At 1:26. Temos também casos em que as decisões caberiam a uma única pessoa (modelo episcopal), como Paulo recomendou a Timóteo em várias ocasiões. Temos ainda casos em que um grupo decidiu (modelo presbiteriano) como foi o caso do concílo de Jerusalém At. 15

    Eu ainda acho que o modelo congregacional seja o melhor para um aigreja espiritualmente madura. O modelo presbiteriano só deve ser usado numa congregação com muitos membros, por questões práticas, pois o grande número de pessoas inviabilizaria a votação direta para todos os assuntos. Mas o modelo episcopal nunca é o melhor. Só deve ser usado para a abertura de trabalhos, mas logo deve progredir para o presbiteriano e depois para o congregacional. O modelo episcopal é bom para quem quer ser “dono de igreja”…

    Abraços!

    • Legal Duarte,

      Ficou bem mais claro com a sua explanação.

      Realmente esse modelo episcopal é bom para aqueles que querem ser donos da igreja… Já vi demais isso! É onde a ditadura mostra a sua cara.

      Duarte,

      A questão da vontade de Deus é complicadíssima em nosso meio. Pare um pouco para conversar com alguém que tem a mente contaminada por esse regime.

      Muitos acham que a vontade de Deus só é manifestada pelos “ungidos” do Senhor (no modelo episcopal). Essa questão é complicadíssima.

      Enquanto tiverem esse conceito (ao meu ver errado) não adianta querer propor novas formas de manifestação da vontade de Deus (Congregacional e Presbiteriano).

      Olha os comentários contrários começaram a chegar… Veja no final do artigo… O argumento dele é está bem estruturado heheheheh

  6. O grande problema hoje, é que sendo a escolha da liderança, feita pelo presbitério ou pelos “membros”(pois todos são membros de um só corpo), os critérios usados para tais escolhas passam distante dos padrões bíblicos para um líder. Quando digo Presbitério, digo daqueles aos quais Deus confiou o seu rebanho, Apóstolos, Profetas e Pastores e mestres, o governo representativo de Deus, isto quando guiam o rebanho com sinceridade segundo as Escrituras. Já passei por muitos lugares, e as escolhas feitas pela cristandade no presente século na maioria das vezes causaram grandes problemas.

    Paz e graça!

  7. Permita-me discordar mais um pouco de você irmão Thiago, especificamente em um ponto.

    quando você faz alusão aos critérios de escolha e/ou indicação dizendo que “os critérios usados para tais escolhas passam distante dos padrões bíblicos para um líder”, acaso você não estaria entrando em um campo extremamente subjetivo??? Acaso isto não denotaria a ideia de que apenas uma pessoa estaria ligada às “escolhas” de Deus para tal ofício ministerial??? Sendo assim, tal afirmação não seria contraditória com a frase utilizada anteriormente??? “todos são membros de um só corpo”

    Não estou discordando de tudo que você mencionou e fundamentou da sua maneira, mas apenas fazendo uma subsunção à minha opinião blz…

    Abraço e até mais!!!!

    PS.: Eu, p. ex., indiquei pessoas que conheço a competência, vejo claramente a vocação ministerial, e, sem sobra de dúvidas, são pessoas que se dedicam sobremaneira à obra do Sr. Jesus….

  8. carlos disse:

    A DEMOCRACIA… E DO DEMO

  9. Joabson Carlos

    Não disse uma pessoa, mas ao Presbitério, o corpo administrativo. A eleição deve ser feita por apontamento não por votos. O Irmão Duarte citou alguns textos tentando justificar a democracia, mas a escolha de Matias foi por sorteio, a escolha dos diáconos foi de acordo com o padrão estabelecido pelos Apóstolos, não por voto (Atos 6.3). A vontade de Deus está nas Escrituras, a bíblia nos dá um padrão de liderança, se alguns usam da autoridade que Deus os deu e se fazem “donos” da Igreja, Deus a de julgar a cada um conforme as suas obras. Todos são membros, sim, mas a uns é dado mais do que a outros, nem todos são Apóstolos, nem Pastores e mestres, nem Profetas, e etc.

    Paz e graça seja contigo.

    • Duarte Henrique disse:

      Opa Thiagão!

      Vamos ler os versículos até o final: “E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos”. A expressão final é bem clara: POR VOTO COMUM. O sorteio foi algo indicativo, uma preliminar, mas a decisão foi de todos os 120 presentes a reunião. Sem contar que existem sérias controvérsias acerca desse “lançamento de sorte”, sendo que alguns entendem tratar-se de uma expressão idiomática para “eleição”. Parece razoável, afinal o V.T condena a prática da advinhação…
      Na outra passagem, os padrões são estabelecidos pelos apóstolos, concordo, mas a decisão foi sim da congregação, não há como negar: “Os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio”. O verbo escolher está no imperativo da 2ª pessoa do plural, ou seja, os discípulos, não os apóstolos, fizeram a escolha. Do contrário estaria “escolhamos”.
      A igreja não tem dono da verdade Thiago, não adianta. O “ungido de Deus” é um mito que deve ser extirpado de nosso meio. O único que realmente era o “ungido de Deus” é Jesus, o Cristo. Todos nós, sem exceção somos ungidos “por tabela”, pois o representamos na terra. O cristianismo bíblico não é uma espécie de “aristocracia” teológica, onde existe divisão entre clero e laicato. Todos nós somos parte do clero agora:”Vois sois geração eleita, sacerdócio real” a dicotomia vetero testamentária acabou…

      PS: Mas de qualquer forma, admitamos sua idéia, a pergunta é: quem iria eleger o presbitério?

      Abraços!

  10. Duarte

    “Ungido”??? Em momento algum falei de ungidos! De fato existem congregações que são pastoreadas por apenas um pastor, assim sendo, é necessário a participação dos demais. Estou falando de Presbitério, não me venham com “Clero”, pois sei muito bem que é pela mente reformada que tem que tenta acabar com tudo aquilo que tenha algum traço do catolicismo. Estou falando de algo bíblico, falando daqueles que Deus deu a Igreja como Homens-dom, para pastorear e ensinar a Sua Igreja. Existem questões simples de serem decididas, que existe a participação de todos, outras não, outras exigem muito critério, e estas cabem ao presbitério. O serviço de diaconato é um serviço simples, não todo essa pompa que criaram hoje em torno dos ofícios que Deus estabeleceu na Igreja.

    Agora ao povo cabe a escolha de seus pastores???

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