Nardoni – Julgamento justo. Nada mais…

Publicado: 22/03/2010 por JoABsoN_CaRLoS em Notícias
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Isabela Nardoni

Nardoni – Julgamento justo. Nada mais…

Estava eu aqui com “meus botões” a pensar: – Será que o julgamento que recairá sobre o casal Nardoni será justo?

Melhor dizendo: – O julgamento aqui na terra (realizado pelos homens) será justo? (porque quanto ao julgamento divino não tenho dúvida)

Digo isso porque analisando, JURIDICAMENTE, o caso em tela, vemos que os mesmos já foram condenados, quase que identicamente à família da escola base, ocorrido em São Paulo em 1994, no qual os proprietários da escola, além de outros colaboradores, foram acusados de praticarem abuso sexual contra crianças que ali eram educadas.

No caso da escola base, após longa batalha judicial, restou comprovado que os mesmos eram inocentes, pois, ao se conhecer a verdade, soube-se que o pai de uma das crianças envolvidas, ao terminar de assistir filmes de cunho pornográfico, esqueceu a fita no vídeo cassete, momento em que as crianças, sabe-se lá como, assistiram às cenas, fantasiando os fatos posteriormente e atribuindo aos proprietários da escola base. Pura imaginação. Pena que maldosa e devastadora, talvez inocente.

Mas isso já era tarde. Os mesmos já tinham sido condenados previa e brutalmente, tendo sua escola destruída, os carros apedrejados e quase linchados, por conta de uma “opinião pública” (entenda-se influenciada pelas mídias) feroz e com sede vingança (sangue).

Hoje, após muitos anos do ocorrido, inúmeras sentenças favoráveis ao casal base é julgada procedente (gerando incontáveis numerários de indenizações), tendo em vista o abuso no pré-julgamento ora esposado pela imprudente mídia e pelos populares indignados com o que não aconteceu de fato.

Mas o fato é que a vida dos Shimada já teve seu termo (fim) ali naquele tempo de tragédias. Alguém aqui confiaria sua criança a eles, caso refundassem a famosa Escola Base? Vai ser hipócrita quem disser que sim, a meu sentir.

O que trago à baila da discussão não é se os Nardoni são, ou não, os verdadeiros culpados pela tragédia que vitimou a vida da Isabela Nardoni, mas tão somente colocar em evidência a nossa reflexão acerca das infinitas lições que do caso em comento emanam.

Interessante é que agora há pouco, nas imediações do fórum onde está sendo realizado o julgamento do caso dos Nardoni, um senhor da Assembléia de Deus do Belém, prega a todos a mesma reflexão que aqui proponho:

globoReligioso faz pregação no fórum e diz que julgamento dos Nardoni compete a Deus

Enquanto o casal Nardoni é julgado dentro do Fórum de Santana, na Zona Norte, Orlando Torres, de 58 anos, faz uma pregação religiosa do lado de fora pedindo para que Deus salve “a alma de todos” que estão no local.O homem, que diz ser da Assembleia de Deus do Belém, afirma que o julgamento do casal não compete à Justiça. “Quem julga é Deus.” Para ele, o casal será perdoado. “Perdoar é tranquilo. Deus já perdoou.”

Ele diz que já entregou uma Biblia ao ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf e que agora quer levar uma Bíblia para o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. “Ele estava reclamando da comida. Mas acho que o problema dele é com a palavra. Quero levar a palavra de Deus e salvar a alma do Arruda.”

Torres canta hinos de louvor a Deus e dá saltos. A manifestação contraria alguns dos manifestantes presentes, mas não há confronto. (Por Marília Juste/Foto Daigo Oliva/G1)

A prisão preventiva dos acusados ainda se sustenta, JURIDICAMENTE? Popular e midiaticamente sim. Com base no direito, eu penso que não (não estou inocentando nem condenando ninguém).

– Será que o que se busca aqui é JUSTIÇA ou VINGANÇA?

Aprendemos nas cadeiras do Direito que a massa popular (largamente influenciável pela mídia) busca o segundo (vingança), da forma mais célere e cruel possível .

E, aprendemos nas fileiras das Escolas Dominicais, bem como nas palavras ministradas , que Deus é quem julga e/ou perdoa os pecados cometidos pelo homem. E isso é a “verdade verdadeira”, doa em quem doer.

Como não existe, a meu ver, diferença entre os pecados praticados pelo homem, por que julgamos (entendemos) que alguns não são passíveis de perdão e outros o são? (os nossos p. exemplo) Por que julgamos antes da verdade vir à tona? Na verdade nem deveríamos julgar não é mesmo?

Por fim, para não alongar mais o texto, proponho as seguintes reflexões:

1. O julgamento (linchamento) dos homens é justo?

2. O julgamento dos homens é imparcial (sem pré-julgamento)?

3. O julgamento reflete a vontade de Deus (Ele interfere na justiça humana)?

Assim, formulem seus quesitos (perguntas) e vamos à discussão….

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Abraço e à disposição para o debate!!!

Por: Joabson Carlos

colaborador do BLOG MP-Vida

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comentários
  1. Complexo o assunto… Muito bom seu texto Joabeira…

    As suas reflexões são válidas! Eu daria NÃO para todas as respostas!
    Essa questão de ser imparcial tem muito pano pra manga! Temos diversos fatores que nos influenciam e não nos deixa ser imparcial (religião, paternidade/maternidade, justiça, etc). Mesmo falando que o julgamento vem de Deus, temos uma vontade imensa de pré-julgar, principalmente quando os fatos explodem na nossa frente através da mídia! É humano, não tem jeito!

    Vejam no twitter o pessoal comentando a respeito:

    http://twitter.com/search?q=Alexandre%20Nardoni

    Agora o fato é que se eles foram culpados, não serei eu que direi que esse crime não tem perdão diante de Deus. Já tivemos diversos exemplos de perdão humano para criminosos… Isso sim é uma atitude cristã.

    Agora que boa atitude do Irmão Orlando… Que coragem hein?

    Abração a todos.

  2. Duarte Henrique disse:

    Grande Joabson!

    Excelente texto, excelente argumentação, excelente conclusão. Ontem, falando aqui com minha mãe a respeito do caso, disse a ela que para mim eles não merecem condenação. Caso eles realmente tenham matado aquela menina (que Deus a tenha em seus braços, se essa for sua vontade) a eternidade lhes dará o que de direito. Se forem inocentes então… nem se fala. O ato de julgar um ser humano é patétco, seja do ponto de vista sociológico, jurídico ou espiritual. O máximo que podemos analisar, e não sem corrermos o imenso risco de errarmos, são as atitudes. Em seguida, sem dizer cabalmente se são certas ou erradas, atribuirmos a elas (as atitudes) nosso juízo de valor. O julgamento humano, sem dúvida alguma, cabe à Deus. Nós nunca queremos justiça, não estamos a altura para tanto. O que queremos é sempre vingança, e muitas vezes ainda colocamos Deus “numa fria” dizendo que ele vai se vingar por nós…

    Abraços!

  3. Rômulo de Barros disse:

    Big Joabera’s Polemic!

    Cara, certamente eles já estão condenados, e não só pelas provas processuais, mas pela sociedade (não só a mídia). Muita gente reflete duvidando: mas um pai faria isso com a filha? Pergunto-lhes: um “terceiro” faria isso com essa princesinha? O caso me parece claro.

    Conversava com um grande amigo socialista e ele gritou a verdade:

    – Rômulo, grande hipocrisia esse caso. Nas favelas e bairros pobres todos os dias pais matam filhos e filhos matam pais!

    Vamos às indagações:

    Sobre o julgamento, nem o de Deus considero imparcial, visto que o Criador nos avalia com grande amor. Se Deus, na sua supremacia, é movido pelo sentimento amoroso, que dirá o homem, ser apenas iniciado, não será influenciado por emoções?

    Quanto a ser justo: o que é justiça? Querer implantar a justiça como pregamos nós, cristãos, é algo utópico. Nem Cristo quis instituir uma sociedade terrena com fundamento unicamente nos seus ensinamentos. Também o Mestre dava a César o que era de César. O Reino dele não é desse mundo, portanto, esse mundo continuará sobre os ditames humanos.

    Baseado nesse pensamento, acho necessário o Estado de Direito, acho necessária a legislação civil, acho necessária a punição por cominação legal. Por quê? Porque estarão sempre elevando o coletivo ante ao individual. Porque estarão sempre impondo limites à convivência social.

    Não digo que o sistema é íntegro, pelo contrário, está a cada dia a provar seus erros. É como Stanley Kubrick nos mostrou em sua obra de arte, o filme “Laranja mecânica” (1971).

    Perdoar os Nardoni sumariamente não seria fomentar o crime? Nem ao menos confessar o fazem! Não nos esqueçamos que no conhecimento do fato a polícia não foi logo incriminando o pai. Só após algumas evidências é que se aventou tal possibilidade. Mas, ora, a justiça já foi intencionada a provar a autoria deles… Amigos, os patronos dos réus têm a ampla defesa para demonstrar suas teses!

    Sangue no carro…

    Sangue no sofá…

    Pegadas do pai no lençol de cama junto à janela…

    Marcas de lesão no rosto da Isabella anteriores à queda…

  4. Joabson Carlos disse:

    Que eles já estão condenados isso eu não tenho dúvida…

    Mas acaso não foi precipitado demais o pré-julgamento que se fez sobre eles???

    Não existe ampla defesa quando se busca apenas confirmar o que já foi decidido… Vejamos o caso do nosso Gov. (ex), que a CLDF nem sequer esperou o trânsito em julgado do caso nem mesmo o fim do Inq. Policial (quiçá a ação penal) para correr em eleger outrem para o posto… (isso é democracia???)

    Como disse bem um jurista (ñ me recordo o nome agora):

    “É melhor eles serem condenados com a consciência de que foram eles, negando… Do que serem inocentados, com a consciência pesada até seus últimos suspiros….” (c/ adaptações)

    Repisando, não estou defendendo o verdadeiro culpado, mas temos que comprovar quem ele o é primeiro…. não acham????

  5. Juliana Pires disse:

    Desejo que justiça seja feita, caso eles sejam culpados, isso será muito triste, é triste demais saber que o próprio pai matou a filha.

    Beijos

  6. ronney portela disse:

    infelizmente ele fica no semi aberto com no maximo 6 ou 7 anos!
    ela com 3 ou 4 de acordo com minha conversa com o futoro juiz ESTEVAM!!!!!KKKK

    COMENTARIO NA HR DA VIGILIA!!!!!

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