Que Jesus é Esse?

Publicado: 14/07/2010 por estevameduardo em Devocionais
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Quando olho para a cristandade, especificamente as denominações evangélicas, faço a mesma pergunta feita no título desta postagem: “Que Jesus é esse?”. Faço esta pergunta questionando se o Jesus que vem sendo pregado é o Jesus das Escrituras.

Vejo um “Jesus” mordomo dos homens, um garçom que serve apenas para servir a todos e no fim leva os 10%, um Jesus que é um meio para alcançar nossos sonhos mesquinhos, um bonequinho que serve para satisfazer as vontades de nossa meninice.

São muitos “Jesuises”, Jesus Roqueiro com seus shows, Jesus Caipira com suas festinhas, Jesus Forrózeiro promovendo o rala-coxa gospel, e muitos outros.

Isso é o homem tentando tornar Jesus mais atrativo, tentando dar uma mãozinha a Deus, a mesma mãozinha que Sara tentou dar a Deus quando disse para Abraão ter um filho com sua escrava, dizendo com isso ser a Palavra de Deus insuficiente.

Enfim, este Jesus não é o Jesus Deus encontrado nas Escrituras, o Jesus Senhor Soberano, para o qual, e por meio do qual são feitas todas as coisas. O Jesus das Escrituras, a Palavra que se fez carne, o evangelho de Deus é suficientemente poderoso para salvar o homem, a Sua Igreja não precisa de aparatos mundanos, nem mesmo de cristianizar o paganismo.

Igreja Evangélica Apóstata Romana, errais por não conhecerem as Escrituras.

O Jesus das Escrituras, este sim é o verdadeiro Deus e a vida eterna, este que foi deixado do lado de fora por uma Igreja que pensa ter tudo e não precisa de nada, ele está a porta e bate, a Suas ovelhas reconhecem a Sua voz, ouvem e seguem. A quem temos escutado, a quem ou ao que estamos seguindo?

Jesus é suficiente para a Sua Igreja!

Paz, graça e arrependimento sejam convosco.

 Thiago N. Fonseca

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comentários
  1. Rômulo de Barros disse:

    A distância entre a visão elevada e o frenesi pecaminoso é bem curta, Thiago.
    Só acho que devemos cuidar para não sermos como fariseus, que colocavam um fardo pesado nas costas dos outros e pisavam nas nuvens. Não é legitimando o pecado, mas o próprio JESUS disse: “o que não é contra nós, é por nós”.

    Concordo consigo em dizer que o cristianismo praticado atualmente vai na contramão do concebido na CRUZ. Entretanto, é necessária muita calma no rigorismo, pois se a graça purifica o mais vil pecador, que diremos do mais inocente ou ingênio cristão?

    PS. Não estou acusando-o de fariseu, quero apenas advertir para o reconhecimento de que as nossas críticas, por mais que convictas, não têm o condão de ser verdades absolutas.

    Fraterno abraço!

  2. Lima disse:

    No encerramento de sua carta aos Romanos, Paulo apela aos santos: “ROGO-VOS, IRMÃOS, QUE NOTEIS BEM AQUELES QUE PROVOCAM DIVISÕES E ESCÂNDALOS, EM DESACORDO COM A DOUTRINA QUE APRENDESTES; AFASTAI-VOS DELES, PORQUE ESSES TAIS NÃO SERVEM A CRISTO, NOSSO SENHOR, E SIM O SEU PRÓPRIO VENTRE; E, COM SUAVES PALAVRAS E LISONJAS, ENGANAM O CORAÇÃO DOS INCAUTOS” (Rm.16.17,18). Paulo advertiu a Timoteo que as pessoas, por amor a si mesmas, vão atrás de mestres que lhes digam exatamente o que querem ouvir (2Tm.3.2-4; 4.3-5). Muito do que chamamos de relevância, Paulo menciona nessa passagem como ateismo.

    “Suaves palavras e lisonjas” fazem parte da dieta basica da religiao do “evangelicalismo”brasileiro. Não apenas os evangelicos têm se equiparado aos seus rivais liberais em acomodar na religião à cultura secular, mas agora estão claramente na liderança.

    A norma não é justiça, diversão; não santidadediante de Deus, mas a felicidade diante de si mesmo. Como qualquer droga recreativa, o “cristianismo light” pode fazer as pessoas se sentirem melhores por um momento, mas não reconcilia os pecadores com Deus. Cristo jamais foi um pragmático.

    P.S Thiago belissímo texto.

  3. Robertz disse:

    Esse texto do Thiago é pano para um enxoval inteiro.
    Todo Jesus que vem a mim é diferente do Jesus que assim disse. Se ele tivesse dito “Vou após vós” tudo estaria certinho. O problema é que a mensagem da cruz tem que sumir mesmo. Senão Cristo não volta. Até que isso aconteça, eu quero viver a verdade marginalizada que pouca gente prega onde o foco da mensagem da cruz é o outro, e é uma pena que ainda não consiga. Leia aqui o seu desabafo pessoal porque todos queremos algo que nos agrade, o que embora não seja errado, não deve ser o centro das nossas vidas.
    Aqui tento falar daqueles assuntos que a Bíblia delimita, mas não diz pontualmente: vale dizer que Deus desde o início disse que era para dominar: vamos fazer música, comida, uma família, máquinas, ciências e todas as coisas que se pode fazer debaixo do sol, porque é tudo vaidade. Mas qual o limite? Quanto mais perto da vaidade, mais longe de Cristo. Cuidado para não ficar longe demais senão não vai dar tempo de comprar azeite se ele acabar; que o seu centro não se torne a vaidade.

  4. Duarte Henrique disse:

    Grande Thiago, graça e paz.

    É sempre bom ver seus textos por aqui. Devo confessar que respeito seu ponto de vista, acredito que suas críticas sejam, em boa parte, válidas. Mas não se iluda, isso não é um fenômeno recente, sempre esteve, e sempre estará presente na existência da igreja. Quando Jesus perguntou aos discípulos, nem eles mesmos souberam responder quem ele era, a não ser Pedro, e por revelação do Espírito Santo. Contudo, recentemente deram pra pegar no pé dos “evangélicos” (Mas quem são eles afinal?). É a síndrome Caio Fabiana que está se alastrando de forma descontrolada… E aqui divergimos. É muito fácil detectar erros, somos peritos nisso. Mas na hora de oferecer soluções, sempre somos vagos e imprecisos. Todavia, disfarçamos nosso discursso superficial como palavras de efeito, mas que acabam se restringindo ao nosso “teologuês”. Não devemos absolutizar nossa visão pessoal de Jesus, pois não existe nada que viole mais o evangelho pregado por Jesus, que a vã tentativa de dogmatizá-lo. O máximo que podemos fazer, penso eu, é compartilhar nossa experiência com os outros, e deixar que Deus se revele ao indivíduo. Penso que ao invés de ficar falando de “grupos”, devemos falar dos problemas que afetam o homem de um modo geral, e não apenas o “evangélico”. Essa atitude rancorosa pode nos tornar pessoas amargas e intolerantes, doentes da alma. Houve uma época em minha vida em que quase fui possuído por esse ódio, disfarçado de piedade. Assim jamais poderemos fazer nada de útil. Por fim, não se esqueça, a experiência do evangelho é algo subjetivo, por mais que não aceitemos essa verdade, inflamados por nossa suposta ortodoxia.

    Abraços e permaneçamos na paz de Deus!

  5. Paz e graça,

    Ouvir falar dos problemas que afetam o homem de um modo geral o mundo está cansado de ouvir, mas e os que assolam a igreja de Cristo? E o engano que escraviza filhos de Deus sinceros? O ministro do evangelho não deve se calar diante da degradação que só não enxerga quem não tem olhos para ver. O mal da igreja é ser tolerante com tudo o que se ouve e se prática, o pior não é o grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons. Iludido não estou, bem sei que estes males não são de hoje e sempre estará presente no seio da Igreja, mas não no coração de cristãos vencedores que guardam a palavra e não se prostram diante da estátua do homem que foi erigida.
    Aqui denuncio as práticas errôneas de um povo… se sinto ódio??? Não, mas antes batalho pela fé que uma vez nos foi entregue.

    Thiago N. Fonseca

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