Reportagem da Revista Época.

Publicado: 09/08/2010 por Duarte Henrique em Avisos, Devocionais, Notícias
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Graça e paz amigos,

Algum tempo atrás o Joel Júnior me disse que o “Apóstolo” Renê Terra Nova (Ministério Internacional da Restauração) havia recebido o título de “Patriarca”. Achei que ele estava brincando, querendo nos descontrair um pouco. Por mais esquisito que o ministério daquele sujeito possa parecer, voltado para o período da lei e com a hierarquia militar do G12, uma paspalhada desse nível seria algo improvável. Contudo, apenas para desencargo de consciência, resolvi fazer uma pesquisa e descobri que o Júnior estava falando sério. Por mais bizarro que possa parecer, num congresso organizado por líderes ligados a ele (confira), chegaram à conclusão de que ele merecia ser honrado com o título de “patriarca”. Bom, já são tantas bisonhices no meio evangélico e neopentecostal hodierno, que acabei aceitando isso como algo medonho, mas normal. Afinal, fazer o que? Se fossemos dedicar um post aqui só para falar das esdrúxulas práticas que tem ocorrido no meio evangélico (pentecostal e neopentecostal) gastaríamos o resto do ano e não chegaríamos a um rol taxativo, pois cada um de nós teria sempre uma prática teratológica que viu em algum lugar para acrescentar ao rol.

Contudo, por graça divina, fui agraciado agora pouco pela leitura de uma reportagem cujo link foi disponibilizado aqui no blog pelo Josué Flausino no post “Como Demônios Se Transformam Em Anjos”. Ao que tudo indica, a reportagem foi publicada na revista Época dessa semana. Pasmem vocês, a Época é uma revista secular, mas nunca li uma reportagem com intenções tão cristãs como essa. A jumenta falou novamente… O TEXTO É REVOLUCIONÁRIO, pois expõe certas convicções e preocupações que, aqui e ali, algumas pessoas têm em relação ao panorama cristão atual, mas ficam com medo de expor seu pensamento e serem chamadas de “herege”. Nunca li nenhuma reportagem assim na imprensa brasileira antes. Dou meu aval a tudo o que foi dito. Confesso que fiquei muito entusiasmado ao saber que mais gente pensa assim. Não prego e nunca pregarei o fim das igrejas institucionalizadas, mas advogo, peremptoriamente, uma mudança profunda em sua estrutura, seja nos que diz respeito à aspectos elementares, tais como sistema de hierarquia e forma de governo, até aspectos mais profundos, tais como finalidades e posicionamento sociológico. Eu lhe desafio a ler essa reportagem e, ao menos como um bem para você mesmo, pensar um pouco a respeito. Segue o link  da reportagem que foi publica na íntegra no blog Uma Estrangeira No Mundo http://estrangeira.wordpress.com/2010/08/07/revista-epoca-os-novos-evangelicos/

Muito obrigado pela riquíssima contribuição grande Josué!

Abraços amigos!

PS: Roberto, já é um bom tema para o primeiro programa de teologia que faremos em breve, o que acha?

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Duarte

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comentários
  1. Rômulo de Barros disse:

    A minha pergunta é: qual a denominação que hoje está menos distante da essência?

    • Duarte Henrique disse:

      Rômulo,
      Penso que, de um modo geral, todas estejam distantes da essência, ao menos do ponto de vista sociológico, quer dizer, como igreja atuante na sociedade, que se mistura. A igreja hoje adota uma postura muito farisaica, ou seja, de que não pode se contaminar com o mundo, que não é digno dela. De fato, não podemos no contaminar com o “mundo”, mas se afastar dele num comportamento totalmente alienado também não é nem um pouco cristão. Agora, por outro lado, no que diz respeito à aspectos doutrinários, ao menos em tese, as igrejas presbiterianas tradicionais (mas tem que ser tradicional!) ainda são as que mais seguem o evangelho, em minha opinião. Aí você me pergunta, “O que você está fazendo na Assembléia de Deus?”. É uma longa história…

      Abraços!

      • Rômulo de Barros disse:

        Eu não faço essa pergunta, não, Mestre. E acho que o seu lugar é exatamente onde está. A explicação para isso “é uma longa história”, a começar pelo penúltimo domingo, dia 1º/8/2010… Hehhehe

        Abraço

  2. Ana Cristina disse:

    isso é a verdade nua e crua.

    Em um breve comentário, minha opinião é de que não me incomoda as neopentecostais, desde que não fuja a essencia. A essencia que é o amor de Deus e Sua soberania, a fé, a solidariedade e o proprio entendimento da palavra de Deus, porque infelizmente não está prescrito em nenhum lado, a “forma de que devemos servir a Jesus”. Conforme mencionado pelo Junior na escola dominical (08/08), quando a prostituta procurou a Jesus, ele não discutiu a vida pregressa dela nem mesmo opinou sobre sua vida futura, ele disse: “Vai e não peques mais”, e até mesmo em outros cultos, que foi dito que a fé liberada produz bons frutos não importa se a pessoa esteja em uma igreja “toda errada”.
    Creio que a palavra deve ser liberada de forma simples e que venha a atingir seu objetivo na vida de cada um que a procura. Agora, sem dúvida é asqueroso a forma que muitos se utilizam do cristianismo para adquirir alguma vantagem.

    • Duarte Henrique disse:

      Ana,

      É sempre bom ver que você participa das discussões aqui no blog. De um modo geral, quando o assunto não é fofoca ou discussões sexistas, é uma das poucas que participam com frequência. Parabéns, está no caminho certo. É uma pena que as mulheres de um modo geral não se interessem tanto por assuntos teóricos. Paciência, Deus fez assim.
      Com relação ao que você disse, penso que a intenção da reportagem não foi nem a de desmoralizar as igrejas neopentecostais, mas a de mostrar que existe um grupo que diz, “hei, cristianismo é isso aqui!”. É mais ou menos como se chegasse uma menina falastrona, mal intencionada, e fofoqueira na igreja e dissesse pra todo mundo: “Olá, eu sou a Ana Cristina”. Ora, sem que você falasse nada a respeito do caráter dela, você simplesmente poderia chegar para as pessoas e dizer: “Não, espere aí, eu sou a Ana Cristina”. Essa foi a intenhção da reportagem, penso eu.

      Abraços!

  3. Ana Cristina disse:

    reportagem interessantissima! Expressa a tuburlencia de mudanças e transformações, novidades e tendências vividas pelo cristianismo.
    abs,

  4. Ana Cristina disse:

    Oi Duarte,
    Ei! Calma aí, antes tenho que jogar por terra a frase que diz que nós mulheres somos a classe desunidas. rs…Não pegue pesado com as mulheres. O fato de não se expressarem não quer dizer categoricamente que não se interessem, pode ser timidez. Elas pouco participam na escola dominical, mas as que falo com mais frequencia tecem bons comentários extra-classe.

    sobre a intenção da reportagem – Por isso coloquei no ínicio “breve comentário”.
    É um assunto que vale a pena discutir pela complexidade. Seria recomendável que partisse de nós cristãos. Mas infelizmente está sendo mais e talvez melhor discutido pelos não cristãos que geralmente no final dão uma conotação diferente, alguns até denigrem.

    Obrigada pelo incentivo,
    abs

  5. Ana Cristina disse:

    E para mim é um privilégio participar desse blog

    Parabenizo pelo excelente trabalho realizado!!

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