Culpa falsa

Publicado: 21/09/2010 por Rômulo de Barros em Devocionais
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Alô, irmandade! Nossa comunidade blogueira anda num marasmo só. Que tal aquecermos boas discussões aqui?

Na vida cristã, uma utilidade imprescindível é notar a falsa culpa e diferenciá-la da culpa genuína pelo Espírito. Para isso devemos recorrer às nossas próprias experiências cotidianas. Qual cristão nunca se sentiu culpado por algo, até mesmo por uma tentação? Quem de nós não passou um culto de domingo inteiro se martirizando por dentro, acusando-se? Seria esse sintoma obra do Espírito?

O primeiro cuidado é saber o real motivo da culpa. Esse é o primeiro argumento por que provavelmente será falsa. Tentação é algo normal! Às vezes, quando tentado, o cristão se sente sujo, impuro, indigno… Então vem a culpa. Por quê? No fundo, por um orgulho espiritual ferido. “Oh, sou obreiro!” “Oh, sou uma ministrante de louvor!” A culpa que sentimos não é pelo erro, mas sim pela arrogância de nos acharmos grandes e imbatíveis pelo Espírito – vencedores, verdadeiros adoradores.

Outra evidência da falsa culpa é a condenação específica. Ficamos aturdidos por conta de um fato, de um pecado. Será obra do Espírito? Penso que o sentimento de culpa genuíno nos torna conscientes do estado vil pecador, mas opera o imediato arrependimento, impõe o direto reconhecimento da salvação pelo evangelho. A culpa falsa opera desespero, faz-nos esconder de Deus. Lembre do que Paulo disse: “A tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar, mas a tristeza do mundo opera a morte” (2Co 7:10).

Vamos rejeitar a falsa culpa. “Assim saberemos que somos da verdade; e tranqüilizaremos o nosso coração diante dele quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas” (1Jo 3:19,20). O segredo é ignorar o pesar e adorar, e servir, e testemunhar, e amar, e…

 

Fraternos abraços.

Rômulo de Barros.

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comentários
  1. Roberto disse:

    Ao ler o post do Romulo eu lembrei do exemplo clássico do condicionamento: o elefante de circo, cresce com uma corrente presa ao pé. Quando pequeno, ele até tenta fugir, mas percebe que seu esforço não é proveitoso, desiste. Mas o elefante cresce e fica forte. Mesmo assim, ao balançar a perna percebe que a corrente, já não mais tão capaz de detê-lo, ainda está lá. A diferença é que ele não voltou a tentar e dificilmente tentará e permanecerá preso. Assim como o elefante, a falsa culpa nos aprisiona, e libertar-se dela está longe de ser trivial. Entretanto, se há um risco iminente e grande o elefante lutará por sua vida e facilmente se libertará, mas antes será submetido a um estresse impressionante. O que fará Deus para que nos estressemos e nos libertemos? Despertará em nós a necessidade de orar e só assim nos livraremos das amarras, sem estresse, mas não sem esforço.

  2. Duarte Henrique disse:

    Grande Rômulo, excelente texto!

    Não há como argumentar em contrário, penso eu. Infelizmente, muitos de nós crescemos ouvindo coisas do tipo: “A tentação é do diabo, vai orar que ela passa”, “Quanto mais perto de Deus, mais longe do pecado” etc. Ora, é exatamente o contrário: quanto mais perto eu chego de Deus, e de sua santidade, mas pecador me sinto. Contudo, a grande diferença é a compreensão que temos do que seja a graça de Deus. Para mim será sempre favor imerecido, não só na teoria, mas na prática também. Eu nunca serei digno do amor de Deus, em hipótese alguma. Sou pecador, e continuo pecador, mas o amor dele me constrange de tal forma que sempre me volto para ele em minhas fraquezas. O triste é quando o sujeito se acha bom demais para pecar. Aí não tem como amigo, virão crises e mais crises existências e teológicas. Além disso, ainda virá a falsa culpa, como foi muito bem colocado por você, não por ter pecado, mas por não ter sido forte o bastante para não pecar…

    Abraços!

  3. Milena disse:

    Ótimo artigo, Rômulo. Levanta muitas reflexões.

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