Jugo desigual

Publicado: 08/10/2010 por Milena em Notícias
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Oi gente!

Navegando pela Internet, encontrei esse texto do Pr. André Queiroz.  Ele fala de forma bem didática sobre a questão do namoro/casamento entre pessoas de credos diferentes. Como sei que existem visões distintas e bem polêmicas no nosso meio, quis compartilhar o texto com vocês para reacender a discussão!

Fiquem com Deus!

Milena.


“Há algumas semanas atrás, estava a caminho da rádio Adoração Online, quando um senhor dirigindo o fusca bateu no meu carro. A princípio, no exterior, o carro estava apenas arranhado, o defeito maior eu descobri quando fui dirigir novamente: A roda dianteira estava desalinhada.

O grande problema de dirigir com a roda desalinhada é que o carro sempre tende mais para um lado do que para o outro, fica impossível ficar em linha reta, a não ser que haja um esforço constante para segurar o carro. Quando isto acontece, não dá para relaxar nem um minuto, dirigir se torna um fardo, é ruim, é estranho…

O termo jugo desigual tem a ver com um meio de transporte de cargas muito usado na epoca de Jesus, assim como continua sendo utilizado mesmo nos dias de hoje em muitos lugares: Animais puxando carga, e quando a carga era muito pesada, dois animais faziam o trabalho juntos. Jugo desigual, tecnicamente, acontece quando dois animais com características distintas são presos juntos para puxar uma carga: Animais com alturas diferentes, níveis de força diferentes, etc… O que acontece, é que a viagem se torna um fardo, a carga demora, um animal trabalha em dobro e se esgota, a viagem inteira é muito dolorosa e estressante em todos os sentidos.

A Bíblia utiliza isto como ilustração ao mencionar o relacionamento de Cristãos com Incrédulos:

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).

Este príncipio, pode ser aplicado em alguns aspectos de nossas vidas, mas vou me limitar a escrever sobre a aplicação dentro do contexto de namoro e casamento entre Cristãos com Não-Cristãos.

Durante minha vida, especialmente minha adolescencia, já cheguei a ter sentimentos por mulheres de fé diferente, pessoas maravilhosas, com caráter e personalidade, mas não pude me relacionar em um nível maior do que a amizade pois sabia que, a longo prazo, as coisas poderiam complicar. Complica por diversos motivos, pois a minha fé na Bíblia, e em Jesus, dita como eu vou utilizar meu dinheiro, educar meus filhos, oque vou fazer no final de semana, dita todas as decisões e aspectos de minha vida.

Durante o namoro, todas as coisas são mais fáceis e romãnticas, mas dentro de um casamento, a figura muda bastante. Quando pessoas de fé diferente, que realmente levam sua fé a sério, tentam um casamento, a vida trava em algumas áreas. Alguns casos que ouço constantemente:

– Meu marido não quer que eu vá mais na igreja.
– Minha esposa briga por que eu dou o dízimo.
– Eu quero levar meu filho no culto, minha esposa quer levar no centro espírita.
– Meu marido gosta de levar os amigos em casa para fumar e ficarem bêbados.
– Minha esposa gosta de levar quadros e roupas da umbanda pra dentro de casa.

Estes são apenas alguns, de vários casos de desigualdade que a longo prazo, com os anos de convivência, vão se tornando cansativos e desgastando o relacionamento. Claro que já escutei casos em que o parceiro se converte, mas já escutei o oposto também, diversas vezes. Creio que, as pessoas que arriscam, estão colocando a sua fé em risco, e indo contra um príncipio importante. As minhas dicas para pessoas que estão envolvidas emocionalmente com uma pessoa de outra fé:

– Peça para Deus converter a pessoa, ANTES de assumir um compromisso, ou se envolver mais profundamente.
– Não diga para a pessoa que você vai namorar com ela depois da conversão, pois a pessoa pode fingir que se converteu para começar o namoro, especialmente se você for mulher, e for muito bonita.
– Creia que Deus tem para sua vida, uma pessoa que o sirva e o ame, e não aceite nada menos do que isto. Deus não vai fazer as coisas “pela metade.”
– Peça para Deus sondar seu coração, e ver o motivo que te levou a se interessar por esta pessoa. Será que esta pessoa tem as características necessárias para um bom casamento, ou você está escolhendo de uma forma errada, impulsiva e influenciada pela mídia.

Lembre-se: Casamento é coisa séria, e é para sempre! O divórcio desgasta, machuca você, seus filhos e seus amigos. Tome decisões com sabedoria e, acima de tudo, com os princípios de Deus para sua vida, pois a sua vontade é boa, agradavel e perfeita! Nunca namore por esporte ou carência afetiva.”

Fonte: http://www.andrequeiroz.org/

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comentários
  1. Duarte Henrique disse:

    Pois é Dona Milena,

    Me lembro de já termos discutido esse assunto aqui. A época fui voto vencido. Contudo, por não ter sido convencido do contrário até hoje, continuo afirmando que religião, condição social, convicções políticas ou filosóficas etc. não são fatores determinantes para o sucesso de qualquer relacionamento. Compreendo a posição do Pr André, mas ela falha num ponto crucial, penso eu: a exigência de reciprocidade ideológica, algo que não existe no caso do amor! Sei que a conversa de que os opostos se atraem não seja verdadeira. O que hoje me encanta, amanhã será motivo de dor de cabeça. Contudo, os relacionamentos pautados em afinidades também não apontam necessariamente para o sucesso. Na verdade, os dois tipos de relacionamento são guiados pela paixão. No primeiro caso nos apaixonamos por aquilo que o outro tem e eu não. No segundo, nos apaixonamos por nós mesmos, só que na outra pessoa. Tenho para mim que o sucesso de um relacionamento reside na unilateralidade do sentimento, isto é, amar por amar, independentemente de fatores externos. Amar é sempre uma escolha, uma ação, jamais uma reação. Por isso, eu não teria nenhum problema em me casar com uma pessoa de outra religião, pois a fé, segundo Paulo, não é maior do que o amor! (I Co 13:13). NÃO ESTOU DIZENDO QUE DEVEMOS PROCURAR ALGUÉM DE OUTRA RELIGIÃO PARA NOS CASARMOS. Mesmo porque, em nossa igreja, por exemplo, existem várias opções para ambos os sexos. O negócio é que tem muita gente de frescura, esperando o príncipe ou a princesa aparecer! Vão ficar para “titia” e “titio”. A coisa não é um “bicho de sete cabeças”. Exige maturidade espiritual, só isso. Veja bem, só estou dizendo que o amor está bem acima de religião. Ademais, mais vale uma pessoa de caráter, que um cristão tomando ceia todo mês, mas que, religiosamente falando, “não sabe nem que dia é hoje”!

    Abraços!

  2. O texto de II Coríntios 6.14 já diz o suficiente, a bíblia nos oriente em como devemos proceder. Amém irmão?

    Thiago N. Fonseca

  3. Roberto disse:

    É meus caros… Eu concordo com a visão do pastor e até arriscaria dizer que não é só a religião que gera jugos desiguais. Creio que os relacionamentos tem um quê de emocional que não pode ser racionalizado, mas embora não seja racional, tem que ser razoável.

  4. Rômulo de Barros disse:

    Concordo que o amor é algo voluntário, pois, caso contrário, não haveria como amar um inimigo. Mas em relacionamento, é algo consequencial: primeiro a atração, depois a aproximação, depois a paixão, depois a convivência e, a partir daí, o AMOR.
    Se uma pessoa tem plena consciência e total convicção de sua fé e de seu modo de vida, ela chega até a convivência e nela vê que o relacionamento com a pessoa de outro credo não é algo tão fácil.

    Parabéns, Milena! Excelente artigo você colocou aqui… Agora queremos que vc também comente! Hhehehhe

  5. Milena disse:

    Então…vou fazer um apanhado pq concordo um pouco com cada um:

    Assim como o Duarte, acredito que o amor não se baseia em convicções ideológicas, e por isso é possível o sucesso em uma relação entre pessoas com crenças distintas. É POSSÍVEL, mas não o mais PROVÁVEL. Sou meio pessimista em relação ao ser humano, acho que a maioria não consegue amar com a profundidade que um relacionamento desse tipo exige. É preciso ceder muito…
    A gente deve tentar ao máximo nâo se envolver com pessoas de outra religião. Mesmo se um de nós entrar nessa e tiver “maturidade espiritual” , pouco adiantará se o conjuge tb nâo for flexível. Aproveitando o exemplo que o Pr. deu: Duarte, como vc agirira se se casasse c uma mulher que fosse adepta do candomblé (foi mal aí, Cris) e ela quisesse que o filho de vcs fosse pro terreiro ao invés da igreja? É muito dificil lidar com esse tipo de situação…
    Além disso, como o Rômulo disse, o amor vem com a convivência, e por isso dá pra evitar amar uma pessoa de outro credo (certo, na maioria das vezes). Se um cara cristão se sente atraído por uma menina de outra religião, ele pode se afastar um pouco para evitar que o sentimento cresça mais. Se isso não funcionar, é apelar para a oração como o Pr. disse, antes mesmo de o namoro começar. Se for amor o cara aguenta, até porque, como está escrito em I Coríntios 13,

    “O Amor é paciente…Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

    =)

    • Duarte Henrique disse:

      Grande Milena,

      Eu concordo que não seja algo simples. Contudo, e me perdoe se meu posicionamento acaba sendo demasiado idealista, acredito que amor e verdade sejam duas coisas indissociáveis. Eu sinceramente não consigo acreditar na existência do amor e da mentira simultâneamente numa relação. Sendo assim, creio que quando duas pessoas se amam realmente, a verdade é o prêmio que elas recebem. Veja bem, no exemplo que você deu, creio que tanto eu, cristão ortodoxo, quanto minha adorada esposa macumbeira abririamos mão de nosso partidarismo religioso, e conviveriamos na doce paz da religião natural, aquela que existe dentro de todos os homens, por mais que a ignoremos. Nós seríamos devotos um do outro. Se realmente existisse amor, tenho certeza de que nenhum de nós violaria as convicções do outro por causa de apego religioso. Mesmo porque, a verdadeira religião é o amor. Deus é amor. As outras religiões não passam de ilusão quando descobrimos isso… Tem uma frase do Oscar Wilde que não canso de repetir “Viver é muito raro, a maioria só existe”. No âmbito da existência, a religião realmente seria um óbice para um eventual relacionamento. Todavia, no campo da vida (essência) a coisa é bem diferente…

      Abraços, e se algum dia tiver de optar entre o amor e a religião, espero que faça a opção correta!

  6. Milena disse:

    E mais uma coisa: devemos tomar cuidado em todos os nossos relacionamentos. Eu digo isso por mim mesma, já que a maioria dos meus amigos e amigas atualmente nâo são da igreja. Por mais que eu goste deles, sempre tenho que vigiar porque são muitas as diferenças. Existem coisas que não dá pra compartilhar com pessoas que não vêem a Deus da forma que nós vemos.

    • Leonardo disse:

      Amigos dentro da mesma fé já é muiito difícil!
      Temos que orar mais pedindo sbedoria ao nosso Senhor, e com certeza encontraremos o melhor de Deus pra nossas vidas.

    • Rômulo de Barros disse:

      Mileninha, Mileninha, sem querer você tocou em um ponto muito importante: amizade na igreja. Ou melhor, a amizade na nossa igreja…

      • Milena disse:

        Assunto tenso. Merecia um post inteiro sobre isso, escrito por vc ou pelo Duarte – os nossos “pensadores”, rs

  7. Paz e Graça,

    O discurso do Duarte, soa bonito… o amor prevalece e tal… Mas sabemos que na prática isto não funciona, e também as Escrituras dizem claramente em 2 Corínitos 6.14 qual deve ser o procedimento de um cristão. Pode um filho de Deus e um filho do diabo viver em plena paz e acordo num casamento onde neste compartilhamos crenças, anseios, intimidade e etc? Já é difícil dois cristãos viverem bem! A verdade não é mera filosofia, Cristo é a verdade! E o verdadeiro filho de Deus, que o ama de fato e de verdade, batalha pela fé que uma vez lhe foi dada, e sabemos que em batalhas não há passividade.

    Thiago N. Fonseca

  8. O veradeiro amor é Deus, Deus é amor! E este Deus tem princípios, preceitos, mandamentos, uma palavra a qual devemos buscar viver!

    Thiago N. Fonseca

    • Paz irmãos, e parabéns para ti Thiago, porquê devemos saber que somos cristâos, e temos preceitos e principios a seguir, não é possivel um cristão relacionar-se com um esprita, que comunhão há entre a justiça e a injustiça?, entre o bem e o mal?, entre a luz e as trevas? Entre Deus e o diabo? não pode haver. Num relacionamento desta natureza quem estaria ai? Deus ou o diabo? uma coisa sei não podem estar no mesmo lugar. A vida eterna a herança incorruptivel, incontaminavel, que não pode ser contaminada, náo murcha, que está guardada nos céus é herança simplesmente dos filhos de Deus. I Pedro 1:3,4. Deus vos abençoe. E peço que debatamos dentro dos principios biblicos, visto que somos cristãos e de maneira a ajudar os outros. Deus vos abençoe rica e poderosamente.

  9. Cristiane Novais disse:

    Meu bem,

    Sem essa de me trocar por uma macumbeirinha,budista….etc..etc…rsrsrss…

  10. Tamiris disse:

    Parabéns, Mileninha!!!!
    Muito legal o que o Pr. escreveu! Eu concordo com a palavra dele.
    No meu ponto de vista não dá para misturar.
    Amigos, sim! não sou contra, até por que seria o extremo demais.
    Mas em um relacionamento que envolve uma intimidade maior, não acredito que dê certo! Conheço casais que casaram nessa situação e infelizmente não estão bem!
    No mais, a oração vale tudo, como ele fala no final, se acontecer, porque estamos sujeitos a isso, que possamos ter a sabedoria de pedir discernimento a Deus e rever os motivos que fizeram com que nascesse esse sentimento!!!

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