Uma Tese Sobre A Pirataria!

Publicado: 17/11/2010 por Duarte Henrique em Avisos, Devocionais, Notícias
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Saudações amigos, na paz de Deus? Espero que sim. Já ouvi algumas discussões sobre o assunto pirataria. Discussão sempre tensa. Pois bem, deixo aqui minha impressão sobre o assunto. Apenas para reflexão!

De um modo bem simples, podemos definir efeito colateral como sendo um efeito indesejado e inevitável, que geralmente acompanha um efeito desejado. Ambos efeitos possuem a mesma causa, obviamente. Por exemplo, a quimioterapia é um tratamento usado para o combate a certos tipos de câncer. Às vezes consegue curar o doente do câncer, efeito desejado. Porém, quase sempre o tratamento vem acompanhado de um efeito colateral que todo mundo conhece, qual seja, a queda do cabelo. Lembram da Dilma? Outro exemplo: algumas mulheres, para não engravidar ou para “cortar” a menstruação, tomam anticoncepcional. O efeito desejável quase sempre é alcançado, a saber, elas não engravidam ou então a menstruação é menos dolorosa. Todavia, em alguns casos, o uso desse tipo de substância provoca efeitos colaterais tais como aumento do peso, depressão ou algum tipo de disfunção orgânica. “O que isso tem a ver com pirataria?” você pode estar se perguntando. Para ser bem direto: O CONSUMO DE PRODUTOS PIRATAS É UM DOS EFEITOS COLATERAIS DO CAPITALISMO! Isso mesmo amigos. Não vou nem entrar no mérito da questão para discutir se o capitalismo é ou não o melhor sistema político-econômico. Todavia, uma coisa é muito evidente: a pirataria é fruto desse sistema. As causas são bem simples. Num sistema que acaba transferindo o valor do ser para o ter, e que ao mesmo tempo impede muitas pessoas de terem, é inevitável que meios alternativos de se obter as coisas surjam. Filmes, propagandas, novelas, revistas, jornais etc, propõe um modelo de vida e o elevam ao status de modelo ideal. A indústria da moda exclui qualquer pessoa que não se enquadre em seus padrões. Se você não usar tal roupa de marca, ou não possuir tal bolsa, tal carro, tal celular, tal aparelho eletrônico, tal tênis etc, você é uma pessoa “out”. Contudo, esse modelo proposto é simplesmente inacessível a esmagadora maioria das pessoas. As pessoas se sentem mal por não poder ter as coisas que tanto lhe apetecem. Não deveria ser assim, mas para maioria é!

No capitalismo o “não ter” é igual ao “não ser”! O sistema é cruel. Eu posso ter, mas não é bom que todos também possam possuir. Se não acaba a graça. Qual seria a vantagem de ser ter uma Ferrari se todo mundo pudesse ter uma? O bom é fazer os outros babarem do meu carro! É como colocar um frango assando na frente de um cachorro é enxotá-lo caso ele se aproxime. Vou dar um exemplo. Outro dia fui a um shopping aqui em Brasília para uma confraternização do ML da igreja. Estava com a Cris. De repente passamos em frente a uma loja de bolsas famosas. Não sei o que mulher vê em bolsa, mas o fato é que elas não admitem passar em frente a uma loja de bolsas e não parar para ver algumas. Bom, paramos. Vocês não imaginam minha indignação quando passando o olho pela vitrine, vi uma bolsa de nada mais nada menos que R$ 8.200,00! Meu amigo, eu quero mais é que falsifiquem aquela porcaria, e que qualquer trabalhadora que ganhe um salário mínimo possa comprar uma na Feira do Paraguai por R$ 50,00 e sair desfilando por aí! O mesmo se dá, por exemplo, com roupas. No mesmo shopping vi uma camiseta, simples, sem nada demais, por R$ 300,00! Pois eu quero é que falsifiquem mesmo essa camisa, e que qualquer trabalhador possa ir a Feira do Guará, comprar a mesma camisa por R$ 20,00 e sair por aí feliz da vida! O mesmo acontece com software de computadores, aparelhos celulares, CD´s de músicas, DVD´S etc. Não é justo se criar desejo e expectativa nas pessoas e simplesmente humilhá-las depois dizendo que elas não podem ter! Lembram do que o Quico vivia fazendo com o Chaves? Oferecia o sanduíche de presunto e depois negava! Pois é.

O problema criado em torno da pirataria e da sua demonização, embora as pessoas não percebam, não passa de manipulação barata das indústrias, que agora começam a sentir no bolso o fruto de tanto tempo de exploração! Outro dia fui às Lojas Americanas e vi DVD´S saindo por R$ 9.99! Porque não fizeram isso antes? Eu mesmo já cheguei a pagar, a mais de cinco anos atrás, R$ 50,00 num CD de música! Pois é, a exploração sempre acaba criando mecanismos de defesa por parte dos explorados. É verdade que a pirataria é algo anárquico, mas e daí? O capitalismo também é! Também é verdade que o ideal seria as pessoas não dependerem de “marcas” para se realizarem. Mas infelizmente são condicionadas a isso. Alguém pode argumentar: “Mas e os direitos autorais? Não é justo que a pessoa lucre com sua criação?”. A resposta é não! O reconhecimento ao criador é sempre devido, assim como ao artista. Todavia, quando a criação ou a arte passam a ser objeto de exploração comercial amigo, aí a conversa é outra! Ao verdadeiro artista ou inventor basta o reconhecimento de sua criação ou arte! Quando começam a querer explorar sua criação comercialmente já não são muito dignos de aplausos. Ora, se algum dia houvesse uma epidemia qualquer no país e o laboratório se recusasse a abaixar o preço do remédio, alguém aqui seria contra a quebra de patente? Nem precisa responder. O artista, quando faz arte, o faz em nome da arte ou em nome do dinheiro? Sei que o assunto é extenso, mas finalizo falando a respeito do mundo religioso. Outro dia meu pai comprou um DVD cristão, uma bíblia cheia de recursos. CD original. Dentro havia uma mensagem do tipo: “Como cristãos, acreditamos que você não colaborará com a pirataria”. Ora, estão agora usando minha fé como forma de controle social? Sinceramente. E se eu quiser copiar o CD e dar para alguém como forma de evangelizá-lo? Por que o empresário ou artista cristão não pensam nisso na hora de vender o seu produto? Por que não vendem as coisas por um “preço cristão”? Por que visam lucros nada cristãos? Não deixem que usem a fé de vocês como forma de domesticá-los… O cristianismo veio trazer libertação em todos os sentidos! É uma pena que muitos cristãos não entendam isso…

Sei que muita gente me criticará pelo que escrevi. Mas antes de fazê-lo, verifique bem se você nunca comprou nenhum CD, DVD, software de computador, roupa, tênis, sapato ou óculos piratas. Verifique também se você nunca tentou burlar o sistema de energia ou de água fazendo gatos, se você nunca tentou fraudar a TV por assinatura, nunca tentou colar em uma prova. Questione ainda se você nunca tentou trocar alguma coisa que você mesmo quebrou, alegando na loja ainda estar na garantia. Analise ainda se você nunca comprou nenhum terreno em terras irregulares etc. Ah! Questione também se você nuca baixou música pela internet. Tudo isso é uma espécie de pirataria! Se você responder negativamente a todas essas perguntas, de duas uma: ou você está mentindo, ou então tem muita grana!

 

Abraços!

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comentários
  1. Rômulo de Barros disse:

    Grande Mestre, muito interessante o texto e o tema. Para variar, bem escrito.

    Eu não tenho conhecimento suficiente pra questionar o sistema político, mas confesso o óbvio: que atualmente nós somos extremamente consumistas e que nossos relacionamentos são exclusivamente voltados à aparência. O que importa é a embalagem das pessoas: a roupa, a profissão, a beleza, a família, o salário. A igreja (institucional/física) pode servir de exemplo. Eu não fujo disso, aproximo sempre da embalagem que “me apetece”.

    Sobre a pirataria, também não vou com falso moralismo: já usei e continuo a usá-la em muitos aspectos, noutros não. Não conheço ninguém que possa me dar lição nesse ponto e concordo com o desfecho do texto. Cravo uma frase de efeito: a pirataria é um soberano fundamento de que todo ser humano é pecador e carece da graça de DEUS.

    Não obstante, os fins não justificam os meios. Piratear para corromper o abuso do sistema é aumentar a imoralidade do esquema. O pior, a finalidade pura da pirataria ñ é essa bem pensada no texto, de corrigir injustiças de uma sociedade desigual. A finalidade é sustentar uma máfia de drogas e armas, é enriquecer países mal intencionados.

    Já se aceita o fato de não haver meios de coibir esse problema. Por conta da internet, o mundo empresarial já convive com isso. Como acabar, então? Não sei, e concordo com o texto quando, através de um produto “genérico”, a pessoa tem acesso à cultura, à diversão, ao bem-estar, apesar de querer muito mais vermos todos, principalmente a mim, livres do ter e realizados no ser.

  2. Isabel disse:

    Olá Duarte :)
    Gostei demais do assunto e do texto (muito bem escrito e carregado do entusiasmo Duarteano).
    Prometi para mim mesma que iria somente dar uma “espiadinha”, mas não me contive e tive que deixar meu comentário.
    Concordo plenamente com a maior parte das coisas que disse.
    O capitalismo conforme vivido atualmente é um mal muito grande, fruto da ganância humana. É um absurdo imaginar uma bolsa no valor de R$ 8.200,00, enquanto tem pessoas que vivem na rua, na miséria, na pobreza, enfim, sem condições apropriadas para crescimento, estudo, saúde, etc.
    Não sou uma das pessoas fora do modo de viver capitalista e estou longe de me enquadrar aos requisitos para poder criticar.
    Mas porque todo mundo pirateia, isso não torna o ato menos reprovável, menos errado. Porque todo mundo cola na escola, isso não se torna em algo menos ruim. Porque todo mundo trai, não torna o ato menos reprovável. Porque todo mundo leva um estilo de vida mais ou menos com Deus, não torna o ato mais aceitável. Tornamo-nos insensíveis ao ver todo dia os mesmos atos praticados como se fossem normais, mas não são. E somos desafiados diariamente para termos uma vida diferente. Penso que é também nisso que consiste o “fazer diferença” do cristão.
    É verdade que a pirataria teve seus lados positivos ao diminuir os preços de muitíssimos produtos, mas não devemos nos conformar e achar que é normal.
    Discordo sobre a sua opinião relacionada com o direito do artista ganhar dinheiro na arte. Assim como cada um dedica parte da sua vida para desempenhar atividades que lhe trarão um retorno financeiro, o artista também o faz. O artista abdica de muitas outras atividades e encarrega-se de obrigações para com a sua atividade. Acho mais do que justo que ele tenha o seu direito de autoria. Agora o que vale é perceber se o valor por ele cobrado é justo, assim como o valor de uma consulta médica, o serviço de um advogado, psicólogo, etc.
    É só isso tudo. rsrs Achei que iria escrever pouca coisa.
    Até breve, se Deus quiser.

  3. Roberto Cantanhede disse:

    Salve turma! Fiz um grande discurso muitas partes. Leia o título e o resto se achar interessante.

    DISCORDO FRONTALMENTE

    Como todos vocês eu sou fã do Dr. Duarte. Mas eu discordo frontalmente com a tese dele na forma e proporção apresentada. Se formos considerar que a pirataria é um efeito colateral do capitalismo para justificá-la quando o assunto é uma bíblia, um filme ou um mp3 copiado, vamos justificar também a marginalidade, a receptação, o tráfico e tantos outros efeitos colaterais. É preciso que pensemos não como pessoas fora do sistema, mas de dentro do sistema.

    É NOVIDADE PARA ALGUÉM COMO FUNCIONA O CAPITALISMO?

    Vamos olhar o sistema de perto ao longo da cadeia produtiva. Você produz lixo e acredita que o serviço de limpeza urbana vai dar fim em tudo quanto é porcaria que você faz em casa ou joga na rua (mesmo que nas lixeiras), curte seu som e lê um livro. Tem coisas no sistema que são justas: o lojista paga aluguel, paga alguém para te atender, paga a operadora de cartão para você não precisar andar com dinheiro, paga tributos, férias dos funcionários e não produziu nada, mas é justo que receba pelo serviço, ou não é? Existe uma transportadora que deixou o CD na loja com a bíblia, com o filme, ou o livro que se tira cópia porque é mais barato. Não é justo dizer para o motorista “olha, você transportou material de evangelismo, Deus te abençoe.”. Porque se tiver fome, certamente é preciso dar-lhe de comer, ainda mais em recompensa pelo seu trabalho. Vamos descer mais ainda na cadeia produtiva: Tem alguém que produziu o suporte: o papel, o plástico, a impressora que fez a capa colorida. Alguns empresários chineses estão trabalhando nesse nível. Vendem as coisas pelo preço de custo, e vêm quebrando algumas indústrias por aí, desafiando outras e clonando produtos. Até aí, recompensamos só, de forma geral, os chineses da cadeia produtiva. Mas e quem produziu? Não ganha nada. A operadora de telefonia hoje, que implementa a comunicação de dados, faz o papel do chinês de cuidar do suporte, e é remunerada pelo seu trabalho. Os chineses ainda tem que sobreviver com um salário sanitário para manter essa cadeia. As operadoras de telefone estão aí faturando. Sobrou a ponta da cadeia produtiva: o músico e o autor que gastou horas de trabalho ou de diversão produzindo a informação que você consome. Se ele for espertinho, vai distribuir via internet e cortar toda a cadeia de distribuição. Não dá para ficar jogando lixo na rua e dizer que é para manter o emprego do gari também. Se acabou a caça, vai pescar! O mundo da estabilidade é uma ilusão (boa de viver) mas que esconde o mundo cruel do pecado apontado pelo Romulo. Tem os fatores de escala que barateiam custos de TVs com imagens reluzentes e maravilhosas que custam caro. Mas na esquina tem um cabra vendendo uma novinha, novinha, por dérreal. Pobre de quem ficou sem? Que gastou horas trabalhando para “produzir” (comprar para quem não entendeu) a TV? Para o transportador que sabe Deus se ainda está vivo? Paciência Dr. Duarte. Isso cheira a receptação.

    USURA (JURO EXCESSIVO) É PECADO E O CAPITALISMO BEBE DESSA FONTE, PORQUE RENDE MAIS ORA!

    Existe uma coisa chamada usura. O juro excessivo. Se o senhor Victor Hugo emprestou a criatividade dele para o mundo na forma de uma bolsa, não há material ou talento criativo que justifique tal preço. Veja, não dar o dinheiro a usura é uma recomendação bíblica. Confira Ezequiel 18 de 6 a 8:
    “Não comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua separação, não oprimindo a ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, não roubando, dando o seu pão ao faminto, e cobrindo ao nu com roupa, não dando o seu dinheiro à usura, e não recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem”. Ora, se as pessoas sobre a terra fossem convertidas, jamais comprariam os produtos como o do senhor Hugo (qualquer deles, e me entendam), não comprariam Bugatti Veyron ou Ferraris. Exclusividade não se compra, apenas ilusões. Quem compra isso já vive na ilusão compartilhada por uma centena de pessoas. Existem bolsas de boa qualidade e de valor justo e automóveis de desempenho e conforto por preços justos (e nem por isso baixos, nem por isso usura). A concorrência mostra isso aos capitalistas toda hora. O fator Sony para televisores inexiste hoje nos fins na primeira década, mas já foi um mito nos anos 90. Mas não foi a conversão infelizmente, foi a concorrência dos produtos coreanos de qualidade. Se os estúdios de TV cobrassem R$ 0,50 por filme e distribuíssem via internet, garanto que ninguém se importaria de pagar. E iam faturar. Alto. O problema é que pecado gera pecado: existe o lobby das gravadoras e distribuidoras que querem que continuem a sujar a cidade para que eles precisam contratar mais garis. Querem continuar a ganhar dinheiro fácil sobre a produção alheia. Não adianta querer justificar um sistema corrupto com outro.

    SOU PECADOR TAMBÉM E SE ME ALEGASSE INOCENTE TAMBÉM SERIA MENTIROSO

    Conheço muita gente que hoje consegue caminhar com as próprias pernas porque se valeu da corrupção: copiaram livros, músicas, software de computador e hoje realimentam ativamente e de forma politicamente correta esse círculo. Formaram-se. Dominaram a tecnologia. Aprenderam novas técnicas e acordes. E jamais teriam se inserido no sistema sem usar esses meios. E hoje ficam esperneando quando vêem sua propriedade intelectual sendo “quebrada”. Ou será sua “apropriação” intelectual? É difícil engolir a pílular vermelha e sair da ilusão. Não existe almoço grátis. Pirataria é pecado. E somos pecadores. E podemos até nos arrepender, mas só alcançaremos misericórdia se deixarmos. Até pensei em pedir a pílula azul, mas não se esconde uma luz sob a cama. Vou orar e contar com a graça e a misericórdia, e apagar uns desenhos japoneses que eu baixei outro dia… Talvez comprar os livros que li na escola em xerox para que o autor ganhe alguns centavos, se estiver vivo.

    COMENTÁRIO RESUMIDO

    Se o Quico esfrega o sanduíche na cara do Chaves, é porque ele tem uma necessidade básica que é comer. Comparar isso ao desejo de uma bolsa de centenas de reais eu traduziria por se qualquer um esfrega o pecado na cara do pecador (carros ou bolsas caras) é porque ele tem necessidade de pecar (consumir de forma emocional e não racional). Ganha-se dinheiro com os desejos de usura do pecador, vendendo a ele mais e mais “pílulas azuis”. Pecado atrai mais pecado meu prezado amigo. Nações sumiram por causa disso. Valeu a reflexão, e o tema é mais complexo do que parece, mas acho que só posso te confortar dizendo que, sim, você está no meio de pecadores. E a gente nem precisaria se manifestar assim publicamente, não é? Quero ver quando aparecerem os hipócritas e falso moralistas. E Deus tenha misericórida de nós.

    ps. Por um momento muito breve tive um insight de que um consumo racional pode também ser um culto a Deus.

    • Rapaz… Uma tese de mestrado heheheeh

      Tem certeza que isso foi só um comentário? Fala a verdade… Tu já tinha esse texto aí arquivado hehehehe

      Sobre a cadeia que gera emprego a todas as camadas da sociedade, vale indicar a Fábula dos Porcos assados. Acho que se aplica ao capitalismo:

      http://contoselendas.blogspot.com/2004/12/fbula-dos-porcos-assados.html

      Fuisss

      • Duarte Henrique disse:

        Dário,

        A fábula é excelente. Penso que assim como o “sistema de porcos assados na floresta” estava cheio de vícios insanáveis dentro do próprio sistema, da mesma forma está o capitalismo. Não adianta querer combater um problema, a pirataria no caso, se não se fizer uma análise do todo. Do contrário, estaremos sempre cortando a árvore pelo tronco, e não pela raiz, como deve ser feito quando realmente se quer erradicar um mal qualquer.

        Abraços!

      • Roberto disse:

        Hehe! Uma tese sobre a pirataria exige uma tese sobre o modo de produção ;)

  4. Paz e graça,

    De fato o sistema capitalista tem tragado a todos, principalmente os evangélicos (na sua maioria) com a maldita Teologia da Prosperidade, mas dizer que se deve mesmo é falsificar tudo quanto é caro para que os menos favorecidos tenham acesso… foi longe. Entendo a revolta, mas existem leis, devemos obedecer as leis dos homens, isso se esta não for de encontro com a Palavra de Deus.

    “TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.
    Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
    Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.” Romanos 13.1-3

    ” Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho.” Jeremias 22.13

    A pirataria é um crime com até 4 anos de reclusão. Se pirateamos somos criminosos. se contribuimos com a pirataria, somos cúmplices do crime.

    Devemos pensar bem antes de dar nossas opiniões. Opiniões não são verdades.

    Thiago N. Fonseca

    http://WWW.THIAGOPELAFE.BLOGSPTO.COM

  5. Duarte Henrique disse:

    Gente, eu entendo o posicionamento de vocês. Mas não se esqueçam de um pequeno detalhe: um efeito colateral é indesejado, não é algo bom, mas é inevitável. Não defendi a pirataria, só disse que ela é algo inevitável e necessário no sistema capitalista, faz parte dele. Se fizer quimioterapia o cabelo vai cair amigo, não tem jeito O negócio é que se formos pensar com a “moralidade coletiva” nossos pensamentos sempre estarão presos a moral do “sistema”. A moralidade do cristão é sempre uma construção subjetiva. Eu sei Thiago, construída em cima da palavra. Mas vejam bem, de um modo geral vocês quatro defenderam um sistema que julgam condenável, na melhor das hipóteses. O problema de se pensar sistematicamente (dentro de um sistema fechado) é que você acaba tendo que defender coisas que ao final acabará não concordando com elas, principalmente se você for um cristão tradicional. O exemplo do filme Matrix foi perfeito Roberto, quando você toma consciência do “sistema”, você fica acima dele, e dos valores dele. Todo cristão é um Neo sabia? Ao menos deveria ser… Já ouviram falar de anarquismo cristão? Isso é conversa para outra hora…

    Abração!

    Ps 1: Mestre Roberto, a pílula vermelha não é tão inacessível como se pensa. O negócio é que ela é difícil de engolir… a maioria põe na boca e depois cospe…
    Ps 2: Grande Isabel, quando estará de volta? Como vão as coisas por aí?
    Ps 3: Mestre Rômulo, se formos levar o causalismo a últimas consequências, a culpa não é da pirataria, mas do traficante que vende a droga, e da empresa que fabrica a arma; ou será do usuário da droga e do comprador de armas? Ou será da pirataria que fomenta esse comércio ilegal? É um ciclo sem fim… na verdade é um conjunto de coisas, mas sempre precisamos de um “bode expiatório”.
    Ps 4: Thiago, opiniões jamais serão a verdade, a verdade a Deus pertence. Nós, homens, apenas tentamos, isso na melhor das hipóteses!

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