Líderes não são maiores do que a graça de Deus – Quanto mais alto, maior a queda! (Blog BEREIANOS)

Publicado: 26/11/2010 por JoABsoN_CaRLoS em Avisos, Devocionais
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Quanto mais alto, masior a queda...!!!

Salve, salve galerinha…
há bastante tempo que não passo por aqui por conta de afazeres “domésticos” etc…
Mas ao viajar por este mundão que é a NET me deparei com esse texto que reflete, em parte, a realidade de posts antecessores…
Pois bem, trata-se de um escrito bastante REFLEXIVO e se amolda, certamente, ao menos em algumas partes, às nossas próprias vidas e histórias…
Enfim, eis o texto de autoria do irmão Geremias do Couto (um dos colaboradores do blog BEREIANOS.BLOGSPOT.COM):

Ah, se todos nós, que somos considerados líderes, tirássemos as nossas máscaras e vivêssemos o discipulado em sua forma simples e bíblica. Ah, se abríssemos mão de certos caprichos, vaidades, presunção, arrogância, orgulho, farisaísmo, ostentação e viéssemos para a planície. Quanto ganhariamos! E a igreja também! Não generalizo, mas uso a linguagem da inclusão ao pensar que muitos de nós estamos de fato incorrendo nessa gravíssima falha. Sei que o desenvolvimento pessoal é parte do nosso crescimento. Mas considerar tudo o que conquistamos como esterco (tem lá o seu valor) é um dos princípios da vida cristã.

O que está em cena, aqui, não são as nossas conquistas em si mesmas, mas o pedestal, a glória humana, a fantasia, a hipocrisia, o aplauso e a consequente perda de referenciais. Achar que somos tudo, quando, na verdade, nada somos. Ou passar uma falsa humildade, que, no fundo, pretende que as pessoas olhem para nós e digam: “vocês são mesmo os tais!” Esse é o cerne. Quantas vezes pregamos e, ao final, nos sentimos frustrados, quando as pessoas não nos procuram para “elogiar” a nossa pregação! Quantas vezes chegamos de propósito atrasados ao culto para que a assistência nos olhe com admiração e, se não pode falar alto, pelo menos pense ou cochiche: “Está chegando o pregador!” Esse é o ponto.

Infelizmente, trazemos para a nossa realidade da fé um pouco (ou muito?) da herança católica que faz o povo olhar para os seus líderes como infalíveis. Estes, por sua vez, vestimos a farda com muita facilidade. A partir disso, passamos a ser os reis da cocada preta (sem racismo, por favor. Pode ser branca também!). Até na forma de andar, gesticular ou fazer alguns trejeitos, expomos a aura da infalibilidade que tanto massageia o nosso ego. Não conseguimos ser simples, e, se tentamos aparentar simplicidade, fazemos de maneira tão afetada que logo transparece a prepotência. Como neste conhecido bordão: “Fulano é tão humilde que tem orgulho da sua humildade”.

Só que a casa cai. Não há arrogância que dure para sempre. De tempos em tempos, para a nossa tristeza (e também aprendizado), surge uma nova notícia, dando conta do fracasso de um líder, que muitos o tinham como o grande referencial e o tratavam, não com o respeito que todos merecem, mas com idolatrada veneração. Podemos chegar a este ponto, quando perdemos os nossos limites. Quando achamos que não temos de prestar contas a ninguém. Quando nos colocamos no pedestal acima dos “simples mortais”. Quando não nos reconhecemos como o principal dos pecadores, à semelhança de Paulo. Quando deixamos de olhar as “nossas justiças como trapos da imundícia”. Quando achamos que somos maiores do que a graça de Deus. Quando o pecado torna-se apenas um detalhe que não nos importa em nosso dia a dia. Quando, por confiar em nossa autossuficiência, não buscamos ajuda em nossos momentos de fragilidade.

Creio que Deus permite a exposição de alguns dentre nós, trazendo à tona todos os apetrechos escondidos no seu coração, para que o povo perca essa visão “divinizada” da liderança, e nós, que somos tidos em tal condição, possamos humildemente dizer como João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”, ou como Paulo: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Ao contemplarmos tais situações, por outro lado, nossa atitude deveria ser a de vestir-nos de sacos e assentar sobre as cinzas para chorar os nossos pecados pessoais e coletivos, orar pela restauração de quem está sendo tratado pelo Senhor e, com inteireza de coração, nos expormos aos braços amoráveis do Pai para deixar de ser sustentados pelas nossas próprias pernas.

Líderes são necessários na igreja desde os primeiros dias do Cristianismo. Atos dos Apóstolos descreve a sua existência. As epístolas tratam de forma clara o assunto. Mas não formam casta especial. Privilegiada. Com alguns galões que possam distingui-los dos demais crentes em sua relação com Deus. Não são pequenos deuses para ser glorificados pelos homens. São modelos, inclusive na fraqueza, para que possam pelo exemplo mostrar aos que lideram, no mesmo nível, que só pela graça – unicamente e apenas pela graça – sem qualquer outro privilégio, podem superar as falhas e buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. E aí todos saberão que ninguém é melhor do que ninguém ou ocupa lugar especial à direita ou a esquerda do trono de Deus.

Somos humanos, fracos, faliveis, necessitados, dependentes, incapazes em nós mesmos, para os quais o Senhor, que enfrentou todas as nossas fraquezas em sua humanidade, pode dizer: “A minha graça te basta”.

Fonte: [ Geremias do Couto ]
Via: [ Ministério Batista Beréia ]


Espero que tenham gostado e refletido sobre o tema…

Confesso que me vi em alguns trechos e isso me gera profunda “vergonha” e, ao mesmo tempo, discernimento para prosseguir tentando acertar onde tenho errado e caído…

Abraço e espero que a todos o texto seja proveitoso!!!

Joabson Carlos / MP-Vida

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comentários
  1. Rômulo de Barros disse:

    De fato, geralmente são as pessoas mais honestas que têm a mais profunda consciência de sua própria degradação.

    JOHN STOTT

  2. Lima disse:

    Pastor Geremias do Couto é pastor Assembleiano. Ah se todos tivessem o mesmo pensamento e conduta. O mesmo não tem vergonha do evangelho.

  3. Duarte Henrique disse:

    Fala seu Joabson! Estava sumido mesmo hein!

    Contudo, vejo que já voltou em grande estilo, com um bom texto para reflexão. O assunto é interessante e, para variar aqui no blog, controverso. Eu, particularmente, não acredito na figura do líder cristão pré-constituído. Muito embora o autor do texto tenha dito que “Líderes são necessários na igreja desde os primeiros dias do Cristianismo. Atos dos Apóstolos descreve a sua existência. As epístolas tratam de forma clara o assunto”, entendo que essas pessoas surgem casuísticamente, ou seja, em situações concretas. Frequentemente Deus capacita pessoas para que se levantem e exerçam uma determinada função, em determinado momento, principalmente em momentos de crise. A perpetuação dos “líderes cristãos”, ao meu ver, é uma deturpação do cristianismo bíblico, anarquico do ponto de vista “espiritual”. Não existem, como o autor bem colocou, castas dentro do cristianismo. O problema é que a maioria dos cristãos jamais consegue desenvolver autonomia espiritual, ficam sempre dependentes da “liderança”. Mal percebem que assim aniquilam tudo que pode existir de bom na espiritualidade humana, isto é, uma relação unipessoal com Deus e o cosmo que os cerca. O único líder do cristianismo é Jesus, e nem ele quis esse papel, pois disse que não nos chamaria de servos, mas de amigos.

    Abração, e não suma rapaz!

  4. Certamente devemos nos inspirar em nosso “líderes” que prezam e buscam constantemente ao Espírito Santo e suas virtudes.
    Acertadamente não deve existir a perpetuação de “pseudo-poder” no ceio da igreja, até porque a glória deve sempre ser direcionada a Cristo, sob pena de se inverter a ordem real das coisas.
    Não acho muito interessante quando determinada denominação/seguimento criam “cargos” e indefinidos sucessores de forma não natural.
    Isso me lembra o imperio etc… fulano I, fulano II, fulano III, e assim sucessivamente…
    Por isso, a alternância de ideias e de “liderança” também são salutares, até para se dinamizar a pregação da palavra de Deus, fazendo uma mescla da tradição e a modernidade, desde que com sabedoria e discernimento.
    Abraço e reflitma mais e mais…

  5. Liliane disse:

    Belo Texto!!!!
    Parabéns!!
    Essa é a questão que deve ser levantada – JESUS CRISTO o nosso líder!!!
    E se olharmos para O LÍDER, as intriguinhas e guerrinhas de estrelinhas não vai nos afetar, pois nosso líder é Cristo.
    Parabéns!!!
    Amei.

  6. Fabrício disse:

    porque os pastores insistem em se mostrar pessoas mais santas que nunca erram? Porque tem tanta dificuldade em assumir sua falhas, suas fraquezas? Não quero um modelo de santidade que eu nunca vou alcançar e que vai me fazer um crente frustrado. Quero um líder que erre, porque eu erro e peco todos os dias, e que não tenha vergonha de assumir e se colocar como um ser humano falho dependente de Deus pra tudo. Jesus é o único perfeito

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