Trechos literários

Publicado: 16/12/2010 por Rômulo de Barros em Avisos
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Salve, salve, galera!

Vou postar mais um trecho de livro secular que achei interessante. Trata-se do livro “S. Bernardo”, de GRACILIANO RAMOS. Conta a história de um homem cujo anseio é tornar-se fazendeiro. Depois que consegue realizar tal feito, escreve um livro sobre sua vida, que se resume no fracasso: fracasso no casamento e fracasso no sonho, visto concluir que as infindáveis horas de trabalho em nada lhe aprouveram. Preferiria uma vida modesta e feliz à existência rica e ruinosa.

Entretanto, o trecho que vou colocar aqui vem de um outro contexto. Os personagens comentavam sobre a disseminação do comunismo. O padre dizia que essa filosofia não pegava, pois o povo era católico. Foi quando um dos participantes da apoteótica conversa discordou:

É o que ele não é (o povo). Ninguém conhece doutrina. Se um protestante canta hinos e prega o evangelho, os devotos das procissões vão escutá-lo; outros pendem para o espiritismo; e a canalha acredita em feitiçaria e até adora árvores. Muitos entram no catolicismo como num hotel, escolhem um prato, com fastio (falta de apetite), e cruzam o talher. Os mais avançados são dispépticos (má digestão). O senhor se engana, padre Silvestre; essa gente ouve missa, mas não é católica, e tanto se deixa leva para um lado quanto para outro. (p. 99, edições BestBolso)

Alguma semelhança com a nossa atual realidade se trocarmos “católicos” por “evangélicos”?

 

Fiquem com DEUS!

Rômulo de Barros.

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comentários
  1. Milena disse:

    Semelhança total! Na prática, isso é o que mais acontece. Nossas igrejas estão repletas de pessoas que estão ali “por estar”; pessoas que nem ao menos conhecem as bases do cristianismo. Isso é triste, não apenas para a igreja mas também para elas mesmas, já que levantam uma bandeira diante do mundo (a bandeira do “cristianismo protestante”)e não sabem quais são as idéias por trás dessa bandeira. É como na vida acadêmica, quando encontramos alguém que defende uma teoria/ideologia sem conhecê-la a fundo. Esses correm grande risco de caírem em contradição e/ou serem ludibriados por outros.

  2. Josué Flausino disse:

    continua a adoração a arvore: Arvore de NATAL.

  3. josueflausino disse:

    Um video pra galera:

    http://josueflausino.wordpress.com/2010/11/29/templo-de-salomao/

    colocam as mãos nas pedras e é como se colocassem as mãos em Deus ?

    abraço

  4. Duarte Henrique disse:

    Tais de brincadeira né Dr. Rômulo?!

    O trecho se enquadra bem na história de qualquer religião positivada, seja ela o cristianismo ou não. Segundo Schleirmacher, o que mata qualquer religião é a sua positivação, ou seja, a criação de um dogma, o estabelecimento do “clero” e do “laicato”, os “isso pode” e “isso não pode” etc. Toda religião nasce bela e idealista, mas a medida em que o tempo passa e vem a positivação ela vai se tornando decadente. Aquilo que nós cristãos chamamos de “primeiro amor” logo se transforma numa rotina. Daí, já nem sabemos ao certo porque vamos a missa, ou ao culto etc. Se torna uma obrigação, um “dever religioso”. É uma pena que algo tão belo e intenso como a religião logo se transforme em algo enfastiante. Contudo, ainda existe esperança para aqueles que desejarem, o Reino de Deus está em vós, assim falava Jesus Cristo.

    • Roberto disse:

      É meu amigo Duarte, creio que estamos esquecendo do nosso dever religioso e nos voltando para a cartilha religiosa, que não é a Bíblia… Não se pode esquecer que há os deveres, e não podemos ignorar que simplificamos demais os deveres deixando o povo com fome. Acho que todos deviam ter um quê de autótrofos e gerassem seu próprio alimento, assim os venenos que se vê por aí, ou a pura inanição induzida, certamente seriam inócuos.

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