Amor e Paixão…

Publicado: 12/04/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
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Saudações amigos! Espero que todos estejam bem!

Ontem, enquanto caminhávamos no Taguaparque, eu & Cris discutíamos sobre as diferenças ontológicas entre a paixão e o amor. É uma discussão antiga e que freqüentemente é deturpada pelo senso comum. Creio que seja uma discussão salutar, por isso compartilho agora algumas coisas sobre o assunto. Para reflexão.

Inicialmente convém destacar que comentarei a paixão apenas pelo seu prisma mais comumente utilizado, isto é, o prisma de sua aplicação aos relacionamentos entre homem e mulher. E aqui reside o primeiro equívoco do senso comum: acreditar que a paixão, assim como o amor, seja algo existente unicamente em relacionamentos entre homens e mulheres. Na verdade, a paixão abrange muitas outras áreas de nossas vidas. Quando Paulo, por exemplo, fala sobre paixões na bíblia geralmente ele está adotando o sentido filosófico do termo, que pode ser traduzido como a inclinação dos sentidos (olfato, visão, tato, paladar e audição) ou da “carne” para a matéria. Não é nesse sentido que vou falar, ao menos diretamente, muito embora esse seja o aspecto mais interessante do assunto.

Bom, primeiramente cumpre destacar que, ao contrário do que muitos ascetas pregam, não vejo oposição entre amor e paixão. Mas são coisas bastante distintas. A paixão é um sentimento do corpo, geralmente é muito intensa e irracional. Por ser um sentimento da matéria – corpo – não dura para sempre. O amor é um sentimento do espírito, geralmente é moderado e racional. Por ser um sentimento espiritual é eterno. O amor não acaba. Por isso a expressão vulgar “fazer amor”, quando referida ao ato sexual é um equívoco, pois o ato sexual é algo passional (paixão), e não algo ligado ao amor! Muito embora pessoas que se amem também tenham relação sexual, óbvio!

Pois bem, qual é a relevância prática disso? Várias. Vejamos algumas.

Relacionamentos pautados na paixão têm um prazo de validade certamente assinado. Se num relacionamento não existir o amor, esse relacionamento fatalmente não irá durar. Na verdade, relacionamentos passionais podem até ser, e de regra o são, muito intensos. Geralmente são marcados por uma veemente vontade de se estar junto, grudado, agarrado! Os beijos são sempre intensos e geralmente se consumam com o ato sexual. Aqui, o que atrai os indivíduos nem sempre é algo racional. A voz, a cor da pele, o cabelo, a boca, a “pegada”, ou até algo mais irracional (como os opostos que se atraem) são os fatores que determinam a união. A paixão é cega para os defeitos e só vê qualidades, ás vezes até as inventa!

Já um relacionamento pautado no amor tende a ser mais moderado sobre o aspecto sensual (paixão), mas tende a ser mais intenso sobre o aspecto espiritual. É um relacionamento que não tem prazo de validade. Portanto, peço vênia à Vinícius de Moraes, que disse: “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”. O nosso grande poeta estava se referindo a paixão, ainda que a chame de amor. O amor nunca acaba (I Co 13). O relacionamento pautado no amor sempre é realista, vê as coisas como são, e não como gostaríamos que fossem, ou fingimos ser. O amor não precisa criar uma pseudo realidade para se realizar, como faz a paixão, pois o amor é que realiza qualquer realidade. O amor sabe reconhecer quando um relacionamento não vai dar certo, pois é racional. A paixão exige que dê certo de qualquer forma, pois “se não for comigo, não será com ninguém”.

O amor é racionalista. A paixão é o empirismo inglês, para fazer uma analogia aos métodos científicos. Romeu e Julieta jamais se amaram, eram apaixonados profundamente um pelo outro (um se matou quando achou que o outro estava morto. Caso se amassem, o que sobreviveu viveria para preservar a memória do que havia partido). Ao que tudo indica, Jorge Amado e Zélia Gattai se amavam.

É claro que o ideal é que os relacionamentos todos tenham paixão e amor. Como disse, não se excluem. Contudo, é fato que um dia, cedo ou tarde, a paixão vai embora. Daí, o que vai sustentar o casal será o amor, e não a paixão. Podem ter certeza: o que segura juntos o famoso “casal de velhinhos” não é a paixão, mas sim o amor.

Quando um divórcio ocorre, por exemplo, não imensa maioria das vezes o que acabou foi a paixão, e não o amor, pois esse talvez jamais tenha existido. Em raríssimos casos, contudo, é possível um divórcio entre pessoas que se amem, que ainda assim não deixa de ser um ato de amor nesses casos.

Devemos viver intensamente as paixões que tivermos de modo pleno, pois todo mundo sabe o quanto é bom estar apaixonado. Mas tenha certeza que esse sentimento, a não ser que venha acompanhado de amor verdadeiro, vai ter um fim inevitável! Além do mais, para maioria dos cristãos tradicionais, o ápice da paixão (o intercurso sexual) jamais poderá ser alcançado, ao menos que se “casem”. O que traz outras implicações, mas que deixo para outra hora.

Por enquanto ficam apenas essas observações. Por hora são o suficiente.

Sei que para algumas pessoas é difícil aceitar essa realidade, pois o “romantismo”, quase sempre é um escapismo que destrói o verdadeiro amor…

Abração!

 

comentários
  1. Roberto Cantanhede disse:

    É rev. Duarte, viver as paixões é muito bom. Pena que algumas delas, senão todas, não dão fruto. Eu acrescentaria que durante esse ciclo de paixão devemos nos esforçar para gerar vínculos eternos, que a traça e a ferrugem não destroem e a qual os ladrões não minam e nem roubam, ou seja, não é tátil, palatável, não é visual, é pessoal e intransferível. E para completar, como o olfativo já descartamos cedo ao tomar banho e escovar os dentes, eu diria que comunicar é preciso. E isso meu caro, é dialético, não se faz sozinho. E como tudo o que é sólido, não se desfaz fácil também.

  2. Josué Flausino disse:

    OOOO U DUARTE VOLTOOO!!!

    Grande Duarteee bom texto. No caso do Shrek certamente é amor. hehehe

    A droga é estar apaixonado e não ser correspondido positivamente. Sentir as pernas bambearem quando ela chega, coração acelera só de falar o nome dela, acordar e o primeiro nome que vem na cabeça? o delaa. Não receber nem um sorriso em troca QUE DROGAAA. O bom é que isso, essa paixão como foi dito no texto é temporal, mas essencial. (Necessary)

    abraçoo

    Dizem que “O amor é para os fortes”.

  3. Rômulo de Barros disse:

    Mestre Duarte, você sabe que admiro e concordo com muitos dos seus ensinos, mas nessa vereda de amor eu prefiro os dizeres de Vinícius de Moraes aos seus.

    O amor é o cume da intensidade, o ápice da elevação, o que o torna inexato ao ser humano, impassível de definição. Penso que não há como colocar o amor num manual de instruções, ou mesmo no dicionário, como disse um tal Carlos, aquele, o Drummond de Andrade, em “as sem-razões do amor”:

    Eu te amo porque te amo,
    Não precisas ser amante,
    e nem sempre sabes sê-lo.
    Eu te amo porque te amo.
    Amor é estado de graça
    e com amor não se paga.

    Amor é dado de graça,
    é semeado no vento,
    na cachoeira, no eclipse.
    AMOR FOGE A DICIONÁRIOS
    E A REGULAMENTOS VÁRIOS

    Eu te amo porque não amo
    bastante ou demais a mim.
    Porque amor não se troca,
    não se conjuga nem se ama.
    Porque amor é amor a nada,
    feliz e forte em si mesmo.

    Amor é primo da morte,
    e da morte vencedor,
    por mais que o matem (e matam)
    a cada instante de amor.

    • Duarte Henrique disse:

      Pois é pessoal,

      O assunto é realmente antigo, tanto quanto o ser humano acredito. A questão que eu colocaria para o Roberto é a seguinte: Será possível desenvolvermos o amor numa relação que começa essencialmente passional? Teríamos nós a isenção necessária ou a maturidade suficiente para realmente vermos as coisas como são nesse estágio? Ao Josué eu faria a seguinte proposição: a paixão é necessária, mas devemos tentar consumá-la na medida do possível, pois quando ele fica apenas em nós, pode se tornar obcecação ou frustração! O máximo que a gente houve nessa hora é um “não!”. A não ser que você seja platônico, ou seja, a contemplação do objeto realiza mais do que possuí-lo. É o que chamam por aí de “musa inspiradora”. Quanto ao que o Rômulo disse, concordo com ele. Não é possível definir o amor. Contudo, podemos fazer uma análise negativa, ou seja, dizer não o que ele é, mas sim o que não é. Podemos fazer uma análise fenomenológica, ou seja, analisarmos os efeitos, mas sem querer chegar a “coisa em si”. Aliás, belo texto! Destacaria: “Com amor não se paga!”. Se todo casal entendesse isso as cobranças seriam muito poucas ou mesmo inexistentes…

      Abração!

      • Robertz disse:

        Para responder, eu diria que não, mas reformularia a pergunta: será que conseguimos não nos comprometer até recuperarmos a sanidade? ho ho ho A paixão é uma arapuca da natureza rs. E eu acho que a gente pode floriar o que quiser, acho que é uma prática saudável, um bom exercício para a alma, mas essa de não definir as coisas meus amigos, é que levam o mundo para onde ele está hoje e para onde ele caminha: para o vazio! Sem “amor” bem definido, a igreja perde o sentido. A propósito, o texto que todo mundo cita do ágape, fileo, é tradução para o grego. Cristo e Pedro falavam aramaico, onde só tem uma palavra para amor. E em tempo, eros, não está nas escrituras :P

        • Duarte Henrique disse:

          É interessante mesmo a questão filológica da palavra amor Dr. Roberto. Eu não sei de onde o pessoal tira a idéia de, dentro do cristianismo, fazer essa tricotomia do amor (eros, fileo e ágape). Aliás, veja a incoerência de chamar o “amor eros” de amor. A palavra erotismo tem a mesma raiz etimológica do termo eros, ou seja, algo totalmente sensual. Pode fazer uma pesquisa rápida no oráculo (Google) e você vai ver que todas as relações desse termo estão ligadas ao SEXO. Como pode algo assim ser definido como amor, ao menos sob uma perspectiva cristã?

          Abração!

    • Robertz disse:

      Blá-blá-blá… O poeta ama porque quis, porque assim decidiu, incondicionalmente, que nem Cristo, antes da fundação do mundo. Que se entregou e se relacionou conosco intimamente antes de nos conhecer. Se o poeta escreveu isso de forma bonita, legal, parabéns e uns suspiros. Mas se esconder na estética don Romulo, confunde as mentes, pobres, já tão carentes de direção.

  4. Álvaro Duarte disse:

    Engraçado, mas, para mim, este texto ficou com um ar de contradição.

    A minha leitura me faz entender que o Autor prefere o Amor à Paixão.

    Na minha opinião, o Amor não é completo sem a Paixão e vice-versa. Não há Amor sem que exista Paixão e vice-versa. Ou então a alma poderia ser separada do corpo? Eles são um. O Amor e a Paixão são frutos de uma mesma coisa. Resultado (no singular) de uma mesma equação.

    Outra coisa é a Obsessão que nada tem com o Amor ou a Paixão. Acho que muito se confunde quando se fala em Paixão e Obsessão. Talvez o Duarte tenha falado de Obsessão quando fala de Paixão em alguns momentos.

    Mais uma observação, não estou certo de que o Amor em I cor. 13 se refere ao Amor no sentido do texto, ou seja, entre os Humanos.

    Abraços…

    p.s.: não pense que eu sei do que eu estou falando…

    • Duarte Henrique disse:

      Álvaro,

      Em nenhum momento do texto foi afirmado que amor e paixão sejam apostos. A única afirmação nesse sentido foi a de que são coisas bem diferentes. O fato de duas coisas serem diferentes não implica, necessariamente, em serem apostas. Quanto a obsessão, de fato, nada tem que ver com o amor, mas sem dúvida alguma pode, eu disse pode, se originar de uma paixão não correspondida. Muito embora no texto eu tenha mencionado “obcecação”, que é algo ligeiramente diferente. Quanto a existência do amor sem paixão, é algo totalmente viável. Basta imaginarmos que, salvo alguma situação em que aflore algum tipo de “complexo de Édipo”, o amor existente entre mãe e filho é um amor onde não existe paixão, mas sim carinho. O mesmo vale para o amor existente entre amigos. Contudo, ainda que nos limitemos a seara dos relacionamentos entre homem e mulher, continuo afirmando que ainda quando não exista paixão, pois como dito essa acaba, é possível o sucesso da relação se existir amor. Se afirmamos que a paixão completa o amor, estamos afirmando que a paixão jamais acaba, o que parece não ser coerente com sua origem, ou seja, o corpo e sua virilidade. Ainda quanto ao texto de I Co 13, a bíblia, como mencionado pelo Roberto acima, não faz nenhuma distinção entre “tipos” de amor. Ademais, Cristo, que era Deus, disse: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” Jo 15:12. Pense, por exemplo, que para pensadores como Schopenhauer, não só a paixão, mas até mesmo o que chamamos de amor, tem um único fim visado: O ato sexual! Isso torna a paixão algo muito mais fugaz do que a proposta do texto, que ainda enxerga certa nobreza na paixão.

      PS: Se não você está firme do que está falando, que dirá seus receptores!

      • Álvaro Duarte disse:

        Duarte,

        Insisto, Amor e Paixão não são coisas diferentes. São apenas mentalmente separadas (mal do mecanicismo e racionalismo positivista), mas tratam-se, na verdade, de manifestações do mesmo fenômeno. Nós insistimos em ver o corpo cindido da alma, mas o humano não é nem o corpo e nem a alma, é um terceiro elemento: o que surge da relação entre eles. Eu não sou o corpo e nem a alma… estou além deles. Porque insistir em ver a alma como algo maior que o corpo? Mal do Romantismo.

        Quanto ao complexo de Édipo, você faz distinção entre Paixão, Amor e Carinho afirmando que no complexo o que sucede não pertence ao campo da Paixão e do Amor, mas do Carinho. Não entendo desta forma e estou certo de que a leitura da Psicanálise freudiana sobre o complexo também se afasta da sua leitura. O Complexo de Édipo em Freud (não conheço outro conceito com o mesmo nome ou outro autor) não é isso que você fala. A criança investe algo muito além do carinho, trata-se de desejo, libido, a própria pulsão de vida. Acho, inclusive, que esta discussão não cabe aqui; ao menos da forma como você aborda.

        Não digo que a paixão completa o amor no sentido de “tornar completo”, mas no sentido de que um não existe sem o outro. Como o sol e o dia: quando há sol, é dia e não há dia sem que o sol se levante. Assim são o Amor e a Paixão. (finja que somos homens primitivos que não sabem que a luz que faz o dia vem do sol…)

        Para finalizar, você termina falando em ato sexual para pensadores como Schopenhaurer… nada além de puro Darwinismo.

        P.S.: O não saber não se identifica com a incerteza, amigo. Veja como uma crítica ao racionalismo com que o assunto tem sido tratado nesta “roda de conversa”. Acho que o Amor, assim como a vida, não é algo que se “compreenda”… Acredito que Emmanuel Levinas e Nietzsche concordariam comigo quanto ao racionalismo exacerbado desta conversa… Como diria o cebolinha: é precisa saber o que está escrito “nas estrelinhas” (entrelinhas).

        • Álvaro Duarte disse:

          errata…. TRATA-SE, na verdade, de manifestações do mesmo fenômeno.

          • Duarte Henrique disse:

            Bom,
            A despeito de estarmos protagonizando, aqui, um debate que poderia ser resolvido de forma doméstica, pois moramos na mesma casa, vejamos:

            1º Você não entendeu o que falei acerca do “complexo de Édipo”, pois o que falei foi exatamente o que você disse. Eu falei que ele é uma situação ANORMAL exatamente porque nele EXISTE paixão entre mãe e filho. O normal é quando isso não acontece (relia o trecho), existindo tão somente o carinho. Sim, a líbido está ligada a paixão, ao menos na concepção que adoto (Platônica).
            2º Sim, Schopenhauer poderia ser classificado como “Darwinista”, apesar de sua filosofia não ter esse objetivo. Por isso não concordo com a visão dele, apenas O mencionei para mostrar que exisem extremos.
            3º Por fim, sua visão nos conduz ao Existencialismo (Nietzsche era existencialista). O existencialismo elimina qualquer possibilidade metafísica no sentido clássico, ou seja, Deus, alma, espírito etc são invenções da mente humana ou, no máximo, assuntos sobre os quais não se possa realizar qualquer juízo válido, sendo objetos exclusivamente de “fé”. A crítica ao racionalismo é fruto do relativismo, pois insiste na impossibilidade de definições e critérios válidos em si mesmos, o que acaba fulminando qualquer critério de “verdade”, fim úlimo de qulaquer filosofia séria. É algo politicamente correto o “ceticismo” filosófico atual, mas como disse, é fruto da “desistência” humana de procurar a verdade. É mais “bonito” dizermos que todos estão “certos” e ninguém está errado. Ao invés do existencialismo, deveríamos adotar o “criticismo”, ou seja, a verdade existe de forma autônoma e absoluta, mas alcançá-la requer um rígido processo de investigação. O problema é que você está partindo de premissas existencialistas, enquanto eu parto de premissas idealistas (não no sentido piegas, mas no sentido filosófico).

            PS: A prova hipotético-dedutiva de que o espírito é superior ao corpo é o fato de que o espírito seja imortal, mas o corpo não.

    • Roberto Cantanhede disse:

      E as pessoas que são apaixonadas por assuntos e coisas? É o mesmo tipo de paixão, Dr Álvaro?

      • Álvaro Duarte disse:

        Oi Bob,

        Paixão, no senso comum, é apenas um nome que damos para algo que sentimos e, não raro, chamamos duas coisas pelo mesmo nome, mesmo que estas duas coisas não sejam, necessariamente, sempre, as mesmas coisas. É como alguém dizer: “eu amo comer chocolate”; acredito que poucas pessoas pensariam que o amor nesta expressão tenha o mesmo sentido e valor que o usado por um filho quando este declara o seu Amor a sua mãe ou o usado por um jovem enquanto se declara a uma moça.

        Não duvido, também, de modo algum, que algumas pessoas sintam por objetos, assuntos ou coisas (como você fala), sentimentos parecidos ou, às vezes, os mesmos que sentem por pessoas. Contudo, não acho que isto seja algo saudável ou natural, entendo que isto seja um desvio (não digo no sentido de doença).

        Infelizmente, e isto é minha opinião, eu acredito que existem, sim, alguns que amam os objetos como se eles fossem pessoas e, em pior condição que estes, amigo, existem aqueles que amam as pessoas como se elas fossem objetos.

        • Josué Flausino disse:

          Se eu tivesse uma F400 spider ou uma enzo, acho que amaria mais elas do que alguns amigos!!! hehehe..

  5. girlene disse:

    Silas malafaia diz td!!
    Um otimo sabado a todos!!

  6. Rômulo de Barros disse:

    Grande debate.

    O Álvaro mostrou que não fica atrás do Duarte em conhecimento. Hehehehe
    Aí, Álvaro, muito interessante as suas colocações. Elas vêm com boas doses de sensatez, e as pitadas da psicanálise são fascinantes pra mim. É uma vereda que eu caminharei curiosamente ainda na vida. Gostei da afirmação de que amor e paixão são partes de um todo.

    Muito engraçado o trecho em que o Duarte diz que o debate poderia ser resolvido domesticamente (eu ri mesmo).

    Não posso acrescentar nada nessa dialética, só tentar aprender. Respeito muito a opinião de todos aqui, mas continuo achando que amor não poder ser colocado em um manual de instruções.

    Quanto ao MALAFAIA, é até um problema pra mim concordar com ele. Já fui seu discípulo, mas hoje não admiro seus discursos. Não sei não, mas se amor for o que ele explica, acho que, em termo de relacionamento, é impossível o homem amar uma mulher, e vice-versa.

    Vamos nessa!

    • Álvaro Duarte disse:

      Oi Rômulo!

      Confesso que tambem ri quando o Duarte disse que poderíamos resolver a questão em casa, mas é que assim fica uma coisa mais democrática. Além do mais, eu e o Duarte estamos acostumados a conversar lá em casa e é bom ter a opinião de outras pessoas.

      Quanto a sua contribuição, acho que você pode contribuir sim para a conversa, aliás, quem aqui nunca se envolveu com o Amor e a Paixão? Se você já passou pela adolescência, meu jovem, você entende muito disso!!! Huhuahauhuha

      Quanto ao Silas, não tenho muita “paciência” para ouvir o homem, agride os ouvidos (literalmente)! Deixe-o ser feliz!

    • Roberto CaNtaNhede disse:

      Salve Romulo! Acho que colocar num manual de instruções é cartesiano demais, mas o amor que não se define, pode ser qualquer coisa, inclusive uma coisa ruim e até uma coisa que não seja amor de jeito nenhum. Sem definição não há como negar ou contradizer. Por isso tem bandidos aí fazendo barbaridades e dizendo que foi em nome do amor. Quando você for juiz federal, o que dirá? “É impossível criminalizar o Zé das Cenouloves pois foi por amor que não se define, e logo, não se pode discutir… Entretanto, responderá como homicida e louco”, afinal, crime passional é um crime como outro qualquer. Premissas são necessárias. Não acha?

  7. Milena disse:

    Nossa, esse texto ia completar aniversário antes que eu o visse ( muito tempo sem entrar no blog, rs)!
    Confesso que o mais legal foi ler os comentários nesse debate familiar! Imagino um jantar na casa de vocês:

    Pr. Jacildo: meus filhos, vcs viram aquela notícia no jornal de hj?

    Duarte: Pois é pai, é td culpa da conjuntura ecônomica atual, que faz com que as mazelas sociais sejam expostas. Sem falar do comportamento dos tomadores de decisão, que não pensam racionalmente durante o processo decisório. Estou divagando sobre quem definiria melhor o contexto: Nietzche, Schopenhauer…

    Pr. Jacildo: Depende da ótica que vc pretende adotar.

    Álvaro: Vocês estão levando o assunto para o campo filosófico, quando na verdade essa situação tem um fundo psicológico. É tudo culpa desses políticos castrados…

  8. Milena disse:

    Rsrsrsrsrsrs

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