Fórmula da Vida

Publicado: 02/08/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
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Saudações meus amigos. Espero que estejam bem. Desejo sincero.

Essa tarde, não por acaso, mas por obra do Destino, como na verdade acontecem todas as coisas em nossa vida, assisti a um filme muito bom, segundo minha opinião: Última Semana (One Week). O filme, cujo tema é nada original por sinal, conta a história de um rapaz, noivo, bom filho, cidadão padrão, que descobre ser portador de um câncer ultra agressivo. O médico lhe dá então, na melhor das hipóteses, dois anos de vida. Como sói acontecer nesse tipo de momento, o jovem se desespera. Após algum tempo de reflexão, decide então comprar uma moto e fazer uma viagem aleatória para o oeste de seu país, – Canadá – antes de começar a fazer o tratamento, que provavelmente seria apenas um paliativo. O fato é que esse acontecimento em sua vida o leva novamente a fazer, depois de muitos anos, algo que realmente desejava. O resto do filme, bem como o desfecho, remeto ao vosso interesse em assisti-lo.

A temática do filme, como já dito, não é nova. Contudo, o que me causou um profundo estado de meditação dessa vez foi a conclusão a qual cheguei. Fui corajoso o suficiente para admitir minha situação e dessa vez pensá-la mais seriamente. Espero que você faça o mesmo, enquanto lhe resta tempo…

A questão é a seguinte: Se você descobrisse que só tem uma semana de vida, o que você faria? Sem ter medo algum de estar me precipitado, posso afirmar CATEGORICAMENTE que a maioria de nós irá responder mencionando coisas que certamente não são as que costumamos fazer em nosso cotidiano! Estou errado? “Fazer uma viagem que sempre quis”; “Me declararia para aquela pessoa pela qual sempre fui apaixonado”; “Pegaria um empréstimo no banco e compraria quase tudo que sempre quis, mas nunca tive coragem”; “Sairia correndo pelado na rua, gritando”; “Pularia de pára-quedas”; “Ficaria mais tempo com a pessoa amada ou com a família”; “Aprenderia a tocar um instrumento que sempre admirei, mas nunca tive oportunidade”; “Escreveria um livro”; “Aceleraria um carro cheio de explosivos e me jogaria no Congresso Nacional em dia de sessão plenária” etc. Paro por aqui, esses são apenas pequenos exemplos, mas com certeza cada um teria sua própria “loucura” ou sonho reprimido.

Novamente, e sem nenhum temor, afirmo CATEGORICAMENTE que é virtualmente impossível que alguém, em sã consciência, responda a essa pergunta com frases do tipo: “Ah, eu continuaria indo para o meu trabalho normalmente; “Continuaria a ir para escola do mesmo jeito”; “Continuaria a chegar em casa,  ligar a TV e assistir”; “Continuaria indo pra igreja assiduamente e assistindo aos cultos”; “Dobraria meu joelho todo dia e repetiria a mesma reza”; “Continuaria estudando para concursos”; “Manteria relações sexuais com minha esposa da mesma forma e nos mesmos ambientes em que sempre tivemos, e a lavaria para jantar nos mesmos restaurantes”; “Continuaria passando o dia todo na internet”; “Levaria comigo para o túmulo todos os pedidos de perdão que deveriam ter sido feitos. Não perdoaria as pessoas a quem deveria ter perdoado, e jamais me declararia para aquela pessoa por quem sempre fui apaixonado” etc. Enfim, ninguém responderia com esses ordinarismos que, ainda assim, são exatamente o que toma boa parte do nosso tempo e acaba ocupando boa parte de nossa vida!

Isso tudo é obvio, mas ao mesmo tempo é um dos maiores absurdos de nossa existência! Ou seja, nossa vida geralmente é aquilo que, no fundo, jamais gostaríamos que fosse. Vivemos uma vida distante daquilo que realmente somos e gostaríamos de fazer! Por que? POR QUE?! É provável que morrerei me perguntado isso. Contudo, ao menos morrerei lutando para fazer de minha vida algo diferente. Não custa nada tentar.

Elaborei então uma fórmula que talvez nos ajude a identificar qual é a gravidade do nosso estado. Ela é bem simples e, evidentemente, não tem a precisão de uma fórmula matemática, posto estarmos aqui no âmbito das “ciências” do espírito. Pode ser usada por qualquer pessoa inserida em nosso contexto civilizacional.

Para que a fórmula seja ativada é necessário que você pergunte a si mesmo o seguinte: Se eu tivesse apenas uma semana de vida, o que eu faria? Eis a fórmula: Quanto maior for a coincidência entre o que você faz hoje e o que você faria se soubesse que iria morrer, mais feliz você é, e mais extraordinária é a sua vida. Quanto menor for a coincidência, mais infeliz e ordinária é a sua vida.

Quem quiser criar uma fórmula com símbolos fique à vontade. Não sou muito bom em lógica.

Modéstia à parte, devo confessar, para minha humilde alegria, que em meu caso ao menos algumas pouquíssimas ações coincidiram, o que já me dá algum crédito, mas ainda está longe do ideal.

E você? Não quero desanimá-lo, muito menos convidá-lo a um suicídio existencial, que seria o “outro lado da moeda” desse texto. Meu desejo é apenas despertá-lo para necessidade de viver o mais rápido possível, sem muito medo de errar, ousar ou mesmo se decepcionar, pois somente vive de verdade quem sabe perder o equilíbrio, como diria Kierkegaard: “Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se”.

Espero que não tenhamos de receber a notícia de que estamos com um câncer para começar a viver de verdade.

Despeço-me com um clichê, mas que não deixa de ser uma grande verdade: Carpe Diem.

Abraços, de seu irmão em Cristo, Duarte Henrique.

comentários
  1. Como Diria meu tio: “passamos mais tempo preparando para viver, do que vivendo”.
    Vivemos pensando que somos imortais, máquinas com rotinas definidas.

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