Arquivo da categoria ‘Devocionais’

O Medo de Si…

Publicado: 20/07/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
Tags:, , , , ,

Nota: Ontem ao conversar com um amigo sobre o artigo, pareceu-lhe confuso a utilização do termo “misantropia” no texto, o que mereceria um esclarecimento. O termo misantropia aqui utilizado não tem a conotação atribuída ao mesmo conforme se depreende de pesquisas feitas na internet, ou seja, aversão a humanidade, aos homens etc. A utilização do termo aqui tem uma conotação mais rousseauniana, isto é, a civilização corrompe o indivíduo, que nasce bom e assim permanece enquanto permanecer na solidão.Contudo, para que fique mais claro o real significado da coisa, me utilizo de duas categorias de Jung para deixar mais claro: O que o texto defende é a introversão – segundo Jung – ao invés da extroversão.

Talvez esse texto não passe de uma leviana justificativa para meu comportamento misantropo. Todavia, pode ser também que se trate de mais um clamor lançado pelo Espírito em busca de seus filhos perdidos. O assunto é amplo, são apenas prolegômenos. Escrevo sempre com a melhor das intenções, o que já é o bastante. Os fins justificam os meios.

Lembro-me que meu irmão costumava me chamar de “anti-social” simplesmente porque nunca fui muito adepto da chamada “vida social”. De fato, nunca gostei muito de sair de casa ou frequentar lugares muito badalados ou sociais. Nunca fui muito ligado à “galera”. Que eu me lembre, sempre tive essa tendência.

Sei que muitas vezes esse comportamento fez com que algumas pessoas me achassem arrogante, pernóstico, elitista ou coisas do gênero. Porém, posso garantir que não é nada disso.

É evidente também que esse caráter introvertido pode muitas vezes parecer puro egocentrismo ou até mesmo egolatria. Entretanto, se conseguirmos superar nossa percepção meramente sensorial, concluiremos que, em essência, este deveria ser o objetivo, ou ao menos o primeiro passo a ser dado por todo aquele que realmente deseja atingir estados de espiritualidade mais avançados em sua vida.

Para ser sincero, noto que a maioria das pessoas têm medo de estar consigo, têm medo de enfrentar o seu próprio “eu”. (mais…)


.

por Patrícia Drummond / Zuhair Mohamad
(O Popular)

O juiz Jeronymo Pedro Villas Boas esteve no centro das atenções do Brasil por causa da polêmica decisão de anular uma união estável entre doi shomens. Segundo ele, a medida foi adotada por causa da falta de previsão constitucional para este tipo de situação. Para o magistrado, o Supremo Tribunal Federal não pode modificar a Constituição, tarefa que cabe ao Poder Legislativo. Admite que, caso a lei seja alterada, pode rever a forma de atuar nessa situação.

Ele provocou polêmica em nível nacional quando decidiu anular a união civil selada por um casal homossexual em Goiânia – a primeira no País, depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre a questão. O juiz Jeronymo Pedro Villas Boas garante que não se trata de decisão pessoal ou baseada em princípios religiosos, já que é pastor evangélico e frequenta cultos: “Ato de casamento entre pessoas do mesmo sexo não é apto a gerar família, no conceito natural e constitucional atual. Amanhã, mudando a lei, eu, como juiz, vou me submeter à Constituição”, argumenta. Ele insiste na valorização do Poder Legislativo constituído no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas e nas câmaras de vereadores como agentes do debate e da transformação.

Saudações amigos! Espero que estejam bem.

Se você é sensível ou “puritano”, não leia o texto a seguir. É só um conselho. Se for fariseu, também não, pois certamente criticará meu cristianismo.

Quem me conhece sabe que sempre fui uma pessoa dialética e muito tolerante. Contudo, devo confessar que nos últimos dias essa questão em torno da decisão do Supremo sobre união estável entre casais homossexuais, a questão da alegada “homofobia”, do apoio descarado da mídia a essa causa etc, conseguiu me tornar uma pessoa intolerante. Pois é, ao menos comigo, esses gays deram um “tiro no pé”.

Como disse, sempre fui tolerante, inclusive em relação à questão dos homossexuais. Todavia, o crescente descaramento e a constante “torração de paciência” que esse pessoal vem infligindo sobre a sociedade conseguiram me transformar num cara intolerante. Como sempre defendi, uma coisa é o cara possuir sua homossexualidade, mas admitir que isso não seja o ideal, e nem exigir que todo mundo aceite isso como normal. Esses sempre merecerão meu respeito. Entretanto, outra coisa bem diferente é o sujeito tentar inculcar isso na cabeça das pessoas a todo custo, com ameaças e tudo mais, inclusive com aprovação de “leis da mordaça” e de “kit gay” nas escolas. Aí não dá.

Pois bem, a partir de agora esse grupo encontrará em mim um ser truculento e intolerante! Vocês têm que entender que o homossexualismo não é normal! Quer me chamar de fundamentalista? I don´t give a damn! Quem diz isso é a própria natureza, não sou eu! Me diga, pode nascer alguma coisa de uma relação homossexual? Então pronto! A própria natureza impõe sua sanção! E tem mais! A relação sexual entre dois homens sequer pode ser considerada relação sexual, pois o ânus não é órgão sexual! Ou seja, homossexuais sequer tem relação sexual! Mesmo as lésbicas precisam sempre de apetrechos sexuais ou mesmo do dedo uma da outra para obter prazer, pois seus corpos não se bastam!  (mais…)

Outro dia conversava com alguém no meu serviço acerca de um aspecto da concupiscência humana. Assim como eu, essa pessoa é cristã. O que ela defendia, resumidamente, é que o cristão após sua conversão vai deixando de pecar cada vez mais, até que em certo ponto ele não mais pecará, ou então isso se tornará algo extremamente acidental em sua vida. Me lembrou muito a doutrina da “perfeição cristã”, defendida por John Wesley, conforme já li.

Espero que não me tomem por libertino. O Senhor guarde meu espírito.

Disse a ela acreditar que as coisas não funcionavam assim. Por dois motivos básicos. Primeiro, se fosse possível atingir esse estágio espiritual, Cristo sequer precisaria ter morrido por mim, pois eu mesmo poderia ser salvo por meio de minhas obras, não precisaria de sua graça.

O segundo motivo que me leva a crer que a vida cristã não funciona assim é o fato de que quando olho para dentro de mim sempre encontro aquele velho dilema paulino: “O bem que quero não faço, mas o mau que não quero, esse faço”. “Você está generalizando sua experiência particular!”, pode alguém dizer. Então olhe para si mesmo e ao final diga se não é assim…

Penso que a premissa da qual minha colega de trabalho estava partindo é equivocada, muito embora seja comum entre muitos cristãos, qual seja, a de que quando somos alcançados pela graça divina deixamos de ser pecadores. Na verdade, mesmo após a conversão continuaremos a ser sempre, como dizia Lutero, “santos e pecadores”. (mais…)

A Igreja e o Teatro…

Publicado: 16/05/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
Tags:, , ,

Saudações amigos, que a graça de Deus seja sempre conosco.

Sempre aconselhei os indivíduos a buscarem a verdade por si mesmos, conquanto não raro tenha sugerido meios para alcançá-la. Já não estou muito certo se devo continuar a fazê-lo, pois me encontro num estágio de completa suspensão do juízo. A suspensão do juízo é um processo mental por meio do qual, por um período de tempo indefinido, suspendemos todos os nossos juízos de valor, crenças e conceitos, os reavaliando. Feito isso, nada mais é certo ou errado, belo ou feio, bom ou mal. Tudo pode ser e não ser. É mais ou menos o que Descartes descreve no Discurso do Método, quando dúvida de tudo e de todos (mesmo do próprio corpo), até que chega ao ponto de saber que de uma única coisa ele não poderia duvidar, a saber, do seu pensamento. Daí sua famosa máxima: cogito ergo sum (Penso, logo existo). Não recomendo esse processo a ninguém, a não ser que realmente se sinta uma profunda necessidade dele. As consequências desse ceticismo, quando realmente levado a cabo de modo racional, são imprevisíveis e podem tanto reafirmar algumas convicções, como, ao revés, produzir uma mudança cataclísmica na existência do indivíduo. Pode ser algo perigoso.

Sei que esse texto poderá ser tomado como fruto de um deísmo inconsequente. Mas ainda assim prefiro um deísmo inconsequente a um teísmo doente. O deísmo ao menos é sincero…

Soren Kierkegaard é um pensador impressionante. Sua filosofia é profundíssima. É considerado por muitos como o precursor mor do existencialismo. Tem origem luterana, mas isso não impediu que fosse um profundo crítico da igreja. Seu pensamento é muito vasto. Contudo, gostaria de me utilizar aqui de apenas uma de suas várias reflexões: A igreja não passa de um grande teatro, sendo que a diferença efetiva entre o teatro e a igreja resida no fato de que no teatro os atores ao menos assumem que estão atuando, ao passo que na igreja essa atuação é negada e dissimulada pela “piedade”. (mais…)

Felizes Para Sempre…

Publicado: 01/05/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
Tags:, , , ,

Olá meus caros irmãos, sinceras saudações. Espero que todos estejam bem.

Um dos assuntos mais comentados dos últimos dias foi, sem dúvida alguma, o casamento acontecido recentemente no seio da monarquia inglesa. Em meio a todo esse alvoroço ocorreu-me uma hipótese para explicar tamanha repercussão. Compartilho-a agora com vocês. É apenas uma hipótese. Não vou sequer entrar ao mérito do casamento em si. Meu único desejo é que, para além do “conto de fadas”, exista algo verdadeiro naquela união. Que o casamento daqueles jovens não termine do modo fatídico como acorreu com o casamento dos pais do príncipe. Tampouco vou me ater à questão da monarquia inglesa, que para mim é um verdadeiro fiasco, pois saber que em pleno século XXI ainda existem países que gastam quantias exorbitantes sustentando “famílias reais” e “nobrezas” me faz questionar seriamente o conceito de subdesenvolvimento, bem como a suposta hegemonia intelectual da Europa. Será que realmente somos nós, americanos, os subdesenvolvidos?

Pois bem, o que mais me chamou a atenção nos últimos dias foi observar aquilo que eu chamaria de um verdadeiro “escapismo coletivo”. As pessoas tomaram esse evento para si como uma verdadeira válvula de escape. Milhares de mulheres que já nem acreditam em casamento – ao menos da forma como ele realmente é – sonharam em ser a, agora, duquesa Kate. Milhares de homens se impressionaram com a suntuosidade cósmica que existiu em torno de todos os eventos que cercaram o casamento, e se sentiram verdadeiros “sapos” perto de suas esposas, noivas e namoradas. O mundo parou, por um momento, todos faziam parte de um grande conto de fadas, muito embora a grande maioria fosse de plebeus…

Talvez, o excesso de atenção que esse evento despertou seja fruto do desespero que se abate sobre a humanidade em razão do abandono da vida provocado pelo materialismo moderno. (mais…)

Amor e Paixão…

Publicado: 12/04/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
Tags:, ,

 

Saudações amigos! Espero que todos estejam bem!

Ontem, enquanto caminhávamos no Taguaparque, eu & Cris discutíamos sobre as diferenças ontológicas entre a paixão e o amor. É uma discussão antiga e que freqüentemente é deturpada pelo senso comum. Creio que seja uma discussão salutar, por isso compartilho agora algumas coisas sobre o assunto. Para reflexão.

Inicialmente convém destacar que comentarei a paixão apenas pelo seu prisma mais comumente utilizado, isto é, o prisma de sua aplicação aos relacionamentos entre homem e mulher. E aqui reside o primeiro equívoco do senso comum: acreditar que a paixão, assim como o amor, seja algo existente unicamente em relacionamentos entre homens e mulheres. Na verdade, a paixão abrange muitas outras áreas de nossas vidas. Quando Paulo, por exemplo, fala sobre paixões na bíblia geralmente ele está adotando o sentido filosófico do termo, que pode ser traduzido como a inclinação dos sentidos (olfato, visão, tato, paladar e audição) ou da “carne” para a matéria. Não é nesse sentido que vou falar, ao menos diretamente, muito embora esse seja o aspecto mais interessante do assunto.

Bom, primeiramente cumpre destacar que, ao contrário do que muitos ascetas pregam, não vejo oposição entre amor e paixão. Mas são coisas bastante distintas. A paixão é um sentimento do corpo, geralmente é muito intensa e irracional. Por ser um sentimento da matéria – corpo – não dura para sempre. O amor é um sentimento do espírito, geralmente é moderado e racional. Por ser um sentimento espiritual é eterno. O amor não acaba. Por isso a expressão vulgar “fazer amor”, quando referida ao ato sexual é um equívoco, pois o ato sexual é algo passional (paixão), e não algo ligado ao amor! Muito embora pessoas que se amem também tenham relação sexual, óbvio!

Pois bem, qual é a relevância prática disso? Várias. Vejamos algumas. (mais…)

 

Fala, meu povo!

Texto indicado por uma grande amiga, de autoria do pastor e teólogo Ricardo Gondim, presidente da Assembleia de Deus Betesda.

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que osevangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico. (mais…)

Saudações amigos,

Visando especificar melhor o post anterior, e começando a dar nomes aos bois, o que é perigoso, mas às vezes necessário, coloco agora os vídeos de três curtas mensagens. Quem tiver um tempo disponível ouça, e cada um chegue às suas próprias conclusões. Os temas são parecidos, mas as abordagens são muito díspares. Não estou aqui questionando a subjetividade da fé de ninguém. O que se discute aqui são tendências, nada mais. É claro que se quisermos relativizar tudo, inclusive a teologia, será difícil chegarmos a uma conclusão válida, quiçá chegarmos sequer a alguma conclusão.

O primeiro vídeo é do Bispo Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra. O segundo é do Reverendo Antônio Carlos, da igreja Presbiteriana da Barra. O último é do Pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo. Outros poderiam ser colocados, mas sequer vou aos extremos, como os pregadores da IURD, ou da Deus é Amor.

Abraços!

Igrejinhas da Moda…

Publicado: 07/03/2011 por Duarte Henrique em Devocionais, Reflexão
Tags:, , ,

Saudações amigos, a paz de Deus!

Escrevo a texto a seguir apenas para reflexão. Cuidado com o status…

Creio que, de um modo geral, todos nós já tivemos decepções na igreja (entenda-se igreja como sendo a comunidade cristã que freqüentamos). Nós da Assembléia de Deus não fugimos muito dessa situação. E não é para menos, afinal não é segredo para ninguém o fato de que uma série de infortúnios têm invadido nossa denominação nos últimos anos. Crise institucional, sectarismos dos mais diversos, alienação espiritual, politicagem dentro e fora da igreja e lideranças decrépitas são apenas alguns dos problemas que poderíamos citar. Não é de hoje que a Assembléia de Deus, e a maioria dos assembléianos estão perdidos no espaço. Não sabemos se somos “Sara Nossa Terra”, ou se somos “Congregação Cristã no Brasil”. Já não existem regras claras sobre usos e costumes – na verdade nem deveriam existir mesmo – nossos cultos são maçantes e petrificados etc. Não existe nada mais decadente do que um assembléiano querendo ser moderno, ser neopentecostal. Chega a ser ridícula nossa tentativa de imitação, mas os “cultos de libertação”, as “campanhas disso e daquilo” estão por aí em todo lugar, mostrando nossa chistosa tentativa de se “atualizar”. No entanto, reconheço que somos empurrados para essas práticas, pois já faz algum tempo que nossa denominação possui uma das maiores taxas de êxodo eclesiástico do Brasil. Quem aqui não conhece alguém que saiu da Assembléia de Deus e foi para alguma igreja neopentecostal? Eu conheço gente que já foi até para igreja católica… A evasão é algo empiricamente constatável, basta ver o que a Assembléia de Deus já foi, e o que é hoje. Pois bem, essa situação é fato.

Por outro lado, um tempo atrás me perguntaram para que igreja eu iria se saísse da Assembléia de Deus. Bom, não sei bem para igreja iria, porquanto as mais tradicionais também têm problemas (maçonaria, indiferença espiritual, burocratização da fé, intelectualismo vazio etc.). Se bem que da maçonaria a Assembléia de Deus também não está escapando… (mais…)