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Não se trata de uma visão original, mas certamente é minoritária, ao menos na prática. Dizem que filósofos não deveriam falar sobre o amor. São sinceros demais para isso…

Ainda essa semana Cris & eu discutíamos tendo novamente o amor como objeto de nossas considerações. O amor, esse ente do qual tanto falamos e sobre o qual tanto controvertemos. A questão básica, que primeiro coloquei a mim e posteriormente a ela, girava em torno da seguinte pergunta: É possível a existência de um amor totalmente livre e desembaraçado entre homem e mulher? Noutras palavras, é possível que um homem e uma mulher se amem sem que para isso seja preciso a existência de qualquer tipo de dever, obrigação, vínculo jurídico, tradição ou imposição cultural? Amar por amar?

A questão deve ser colocada no âmbito do relacionamento entre homem e mulher porque, muito embora o amor seja único em todos os sentidos (não existe a tal tricotomia clássica de eros, fileo e agape, pois o que existe nesses casos é o amor e mais alguma coisa), em algumas circunstâncias o amor é guiado plenamente pelo instinto, como é o caso do amor materno ou paterno, que só a duras penas consegue se tornar indiferente. Portanto, a questão fica limitada ao relacionamento afetivo entre homem e mulher.

Deixando de lado a questão da paixão, inicialmente o amor que atrai homem e mulher é um amor voluntário. Fruto apenas da vontade. Ao menos deveria.

Contudo, com o passar do tempo parece que o amor vai se tornando um dever, uma obrigação moral ou simplesmente uma tradição cultural. Amamos nosso parceiro porque devemos amar, ou então porque é isso que se espera de namorados, noivos e cônjuges. Aos poucos a espontaneidade inicial começa a dar lugar ao deveres… (mais…)

Saudações meus amigos. Espero que estejam bem. Desejo sincero.

Essa tarde, não por acaso, mas por obra do Destino, como na verdade acontecem todas as coisas em nossa vida, assisti a um filme muito bom, segundo minha opinião: Última Semana (One Week). O filme, cujo tema é nada original por sinal, conta a história de um rapaz, noivo, bom filho, cidadão padrão, que descobre ser portador de um câncer ultra agressivo. O médico lhe dá então, na melhor das hipóteses, dois anos de vida. Como sói acontecer nesse tipo de momento, o jovem se desespera. Após algum tempo de reflexão, decide então comprar uma moto e fazer uma viagem aleatória para o oeste de seu país, – Canadá – antes de começar a fazer o tratamento, que provavelmente seria apenas um paliativo. O fato é que esse acontecimento em sua vida o leva novamente a fazer, depois de muitos anos, algo que realmente desejava. O resto do filme, bem como o desfecho, remeto ao vosso interesse em assisti-lo.

A temática do filme, como já dito, não é nova. Contudo, o que me causou um profundo estado de meditação dessa vez foi a conclusão a qual cheguei. Fui corajoso o suficiente para admitir minha situação e dessa vez pensá-la mais seriamente. Espero que você faça o mesmo, enquanto lhe resta tempo…

A questão é a seguinte: Se você descobrisse que só tem uma semana de vida, o que você faria? Sem ter medo algum de estar me precipitado, posso afirmar CATEGORICAMENTE que a maioria de nós irá responder mencionando coisas que certamente não são as que costumamos fazer em nosso cotidiano! Estou errado? (mais…)

Saudações meus caros coetâneos,

Mais uma vez a graça de Deus nos permite estar aqui. Utilizo nesse post o mesmo título dos anteriores , muito embora o assunto tratado agora se distancie um pouco da epígrafe. Do alto de minha minúscula cátedra filosófico-teológica lhes escrevo esse texto, quiçá presunçoso, mas certamente bem intencionado, fruto de um diletantismo que, se não é lá dos mais nobres, cuido também não ser dos mais vis.

Em síntese, nas duas postagens anteriores o que se discutiu foi a liberdade de expressão, seja na esfera civil, seja na esfera religiosa. Agora, gostaria de finalizar o assunto falando um pouco sobre a liberdade de expressão mais profunda que coube a nós, seres humanos: a liberdade de expressão do ser.

Não é novidade para ninguém o fato de vivermos num mundo cheio de regras, conceitos e valores, os mais diversos possíveis. A todo instante, desde o nascimento, somos pressionados pela mídia, pela religião, pela família, pelo governo, por normas éticas e estéticas a fazer opções e, ao mesmo tempo, construir nosso caráter, personalidade e conduta tendo que nos nortear em meio a esse pandemônio de idéias.

Contudo, não obstante a grande tentação de nos apegarmos a um determinismo radical, em que ninguém é culpado de nada, posto sermos todos “frutos do meio”, surge o apóstolo Paulo e nos diz que, em última análise, nossa consciência deve ser a grande juíza de toda nossa existência (I Co 11.28), afinal, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus (Rm 14.12). Eis aí a liberdade, liberdade cristã, desafiadora… (mais…)

Saudações amigos,

Como dito no último artigo colocado aqui por mim, darei continuidade ao assunto acerca das consequências oriundas da submissão cega de muitos cristãos às “autoridades”. No último post, o assunto foi abordado sobre uma ótica mais política. Agora, contudo, darei mais ênfase a questão da submissão cega no campo eclesiástico. Permitam-me agora um discurso um pouco mais direto, e menos científico. Reflitamos e arrazoemos…

Um dos piores males surgidos na história do cristianismo foi o dogma da submissão absoluta as autoridades, sejam elas civis ou eclesiásticas. É por causa desse discurso, por exemplo, que o Papa continua dominando a maior parte da cristandade como supremo pontífice até hoje. A maioria dos evangélicos ridiculariza, com razão, esse dogma católico, afinal, o Papa é apenas um homem como qualquer outro.

Contudo, a grande ironia é que muitos evangélicos não percebem o quanto essa doutrina está presente também em nosso meio. Duvida? Ora, as tais doutrinas do “Ungido de Deus”, do “Escolhido do Senhor” etc, nada mais são do que variantes “evangelicalizadas” da nefasta doutrina da autoridade papal. (mais…)